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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pokémon Y - Primeiras Impressões

Nunca um jogo de Pokémon me empolgou tanto como Pokémon Y. Sempre que as gerações anteriores entravam em cena, as suas inovações traziam sempre algo de novo, para além de um novo leque de criaturas para capturarmos e evoluirmos. Contudo, sempre estivemos habituados a uma forma de jogabilidade muito familiar, com a nossa personagem andando em apenas quatro direcções e interagindo com inúmeras outras personagens num mundo que foi expandindo ao longo dos anos. Até Pokémon X e Pokémon Y chegarem.

Preparem-se: ainda faltam 24 jogos para abranger o resto do alfabeto.
Pokémon Y (aquele do qual vou falar por ser o que possuo de momento) passa-se na novíssima região de Kalos, totalmente inspirada na nossa França. A região possui um peculiar formato estrelar e dá a entender ser bem maior que a região de Unova, o que é bastante interessante. O nosso protagonista tem a mesma missão de todos os seus antecessores: fazer uma jornada por Kalos e completar o Pokédex com os dados de todos os Pokémons que encontrar e capturar, de forma a auxiliar a pesquisa do Professor Sycamore. Connosco estão mais quatro jovens, que nos acompanham na nossa demanda. Contudo, ao contrário das gerações anteriores, não é o Professor Sycamore quem nos dá o nosso primeiro Pokémon. Na verdade, ele nem sequer vive na cidade onde começamos a nossa jornada. Em vez disso, é um dos nossos novos amigos que nos dá a escolher um dos três Pokémons iniciantes daquela região: Chespin, o Pokémon do tipo erva; Fennekin, do tipo fogo; e Froakie, do tipo água. E a verdadeira surpresa surge quando finalmente conhecemos Sycamore e temos um combate com ele: assim que o vencermos, ele oferece-nos a escolher um dos três famosos Pokémons iniciais da primeira geração. Exactamente. Nesta geração temos a oportunidade de ter em mãos o Bulbasaur, o Charmander ou o Squirtle. E cada um deles vem com um item especial, cuja utilidade irei falar mais lá para a frente...

Será que sou o único que tem sente vontade de dar uma
trinca nesta coisa sempre que aparece?
A região de Kalos é rica em ambientes variados, cidades mais amplas e com mais edifícios, mais pessoas com quem conversar, uma vasta variedade de lugares para explorar e muitos Pokémons de praticamente todas as gerações para descobrir. Para minha felicidade, na primeira hora de jogo encontrei um Pikachu, Pokémon que tive sempre dificuldade em encontrar nas outras versões. Aqui, eles saltam na erva alta que nem pipocas.

"Desculpem, alguém viu o meu amigo Ash? Eu perdi-me dele perto de...
OH MEU DEUS, UM CHARIZARD!!!"
Movimentarmo-nos tornou-se numa tarefa mais interessante: agora não estamos limitados a apenas quatro direcções. Podemos deslocar-nos em qualquer direcção, e para além de termos a capacidade de correr e andar de bicicleta (que ainda não adquiri no momento em que escrevo este post) podemos ainda andar de patins, que nos são gentilmente cedidos por uma rapariga que está à porta do primeiro ginásio onde temos de ir. Essa adição torna o movimento mais fluído e dinâmico, embora por vezes seja um pouco complicado conduzir a nossa personagem por caminhos mais estreitos.
As batalhas Pokémon tomam um nível bem superior ao das gerações anteriores. Desta vez, temos direito a ver o cenário onde a batalha se passa. Cada Pokémon mexe-se de uma maneira distinta dos demais, dependendo do movimento que faça, dando um ar mais realista ao próprio conflito.
Os itens estão distribuídos da mesma forma que as gerações anteriores, embora desta vez tenham feito o enorme favor de colocar a nossa equipa no mesmo ecrã da mochila, de forma a ser mais fácil verificar se um determinado item serve para qualquer um dos Pokémons que trazemos connosco.
Quanto à nossa personagem: para além de escolhermos o seu género, há também a adição de optarmos pelo tom de pele e cor de cabelo que lhe queremos atribuir. Mais tarde, vai ser-nos dada a possibilidade de costumizar o nosso protagonista da forma que nós quisermos, comprando-lhe roupas novas e acessórios.

"Bienvenu a Lumiose. La nouvelle capitale de la mode."
Quanto à nova geração de Pokémons, somente 68 novas espécies fazem parte do novo elenco. Contudo, temos a possibilidade de encontrar quaisquer outros Pokémons das gerações anteriores. Uma nova evolução do Eevee traz-nos um novo tipo: Fada. Sim, eu sei que é estranho, mas acredito que este novo tipo vá trazer mais formas de estratégias, já que aparentemente os Pokémons do tipo Fada são fortes contra os tipos Dragão, Lutador e Trevas, enquanto são vulneráveis contra os tipos Veneno e Aço.
E por falar em evoluções: nesta nova geração, novos tipos de evoluções são apresentados: as Mega Evoluções. Eu não estaria apto a falar delas se não tivesse experimentado em primeira mão como elas funcionam quando joguei um demo deste jogo no Iberanime deste ano. Certos Pokémons das várias gerações podem evoluir para novas formas durante a luta, desde que segurem um determinado item especial. E é esse item que o Pokémon que o Professor Sycamore nos dá segura quando o obtemos. Basicamente, a Mega Evolução não apenas muda a aparência do Pokémon, mas também pode modificar-lhe o tipo, a habilidade e até mesmo as suas estatísticas. Pessoalmente, acho este novo tipo de evolução desnecessário, pois mostra alguma falta de ideias novas por parte dos criadores, enquanto tentam criar uma forma de chamar a atenção dos fãs usando Pokémons com os quais estão mais familiarizados.

Querem os dois? Então comprem os dois jogos.
É a condição da Nintendo.
E tudo isto sem falar ainda na multitude de coisas que podemos fazer online. Se estivermos conectados à Internet enquanto jogamos, podemos ir vendo quem mais está a jogar em qualquer parte do mundo, e temos também a possibilidade de, a qualquer momento, falarmos com alguém, batalharmos com alguém e até mesmo trocarmos Pokémons com alguém. Ainda não explorei muito essas funcionalidades, mas posso já dizer que na minha primeira experiência de troca online troquei um recém-capturado Furfrou de nível 8 por um Solrock de nível 17. Nada mau para quem ainda vai nas primeiras horas de jogo.
Concluindo, Pokémon Y é uma experiência enriquecedora no mundo dos videojogos e uma grande adição à colecção de jogos para a Nintendo 3DS. A espera foi longa mas bem recompensada, e com esta nova geração de Pokémons, há uma grande possibilidade de existir uma nova geração de fãs que não vai deixar esta franchise morrer tão facilmente.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pitch Bootcamp

Não é todos os dias que temos a oportunidade de participar em iniciativas que nos proporcionem momentos de pura boa-disposição e com um elenco de anfitriões que nos trata por "tu" como se tivéssemos feito a tropa com eles. Não é todos os dias que temos a oportunidade de absorver conhecimentos, experiências, conselhos, fazer amizades, trocar contactos e sair com o cérebro a fervilhar de possibilidades e ideias a saltar que nem pipocas num tacho, junto com a vontade de procurar quem as coma. Não é todos os dias que temos a oportunidade de ir a um Pitch Bootcamp.


Para quem não sabe (tenham vergonha!), o Pitch Bootcamp é um evento criado pela empresa Spark Agency, uma agência de criatividade que se dedica ao estudo de criação de comportamentos e cultura em empresas. Basicamente, os membros desta magnífica empresa são uma equipa de motivadores, que já fizeram muitas formações e palestras, com o objectivo de ajudar as pessoas a usar o que têm para ultrapassar obstáculos. E foi com o objectivo de ajudar a criar oportunidades e ensinar a procurar trabalho, que o Pitch Bootcamp foi criado.
"Queres trabalhar e não sabes por onde começar?" é a pergunta que atinge em cheio a mente de muita gente que não sabe o que fazer ou como fazer para arranjar trabalho. E é também a pergunta que os anfitriões do Pitch Bootcamp se dedicam a responder durante os dois magníficos dias do evento. Realizado na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, este evento contou com a presença de quase uma centena de participantes de várias idades, que se mostraram dispostos a aprender com a divertida equipa da Spark Agency.


O Pitch Bootcamp dura dois dias, cuidadosamente planeados com as mais variadas actividades e exercícios que nos auxiliam na procura de trabalho e como fazer para melhorar o nosso currículo e dar melhor uso às nossas capacidades. No primeiro dia apresentam-nos com uma enorme folha de papel que representa o nosso plano de negócio. À medida que o dia vai passando, vão-nos ensinando como preencher cada um dos tópicos desse plano. Usando post-its, vamos escrevendo coisas sobre nós, revelando as nossas formações, experiências profissionais e outros aspectos que achamos terem valor na nossa apresentação. Aprendemos a segmentar as áreas e/ou as empresas onde gostávamos de trabalhar, aprendemos como fazer uma forte proposta de valor, como responder a anúncios e a apresentar candidaturas, entre outras actividades que são incansavelmente apoiadas pela equipa da Spark Agency. Aprendemos também a desenvolver o nosso pitch, que é uma parte extremamente importante do segundo dia do evento. Basicamente, um pitch é uma apresentação rápida de nós, algo que não ultrapasse os dois minutos e que diga praticamente tudo sem detalhar. Isto porque no segundo dia do Pitch Bootcamp temos à nossa disposição quarenta empresas das mais variadas áreas que irão avaliar o nosso pitch. E uma boa apresentação não se foca apenas no que dizemos, mas também na forma como o dizemos. Aspectos como expressão facial, contacto visual e entusiasmo são fulcrais para que uma empresa tenha interesse no que dizemos.


O segundo dia é-nos presenteado com a presença de representantes das variadas empresas, que passam algum tempo connosco, partilhando experiências, dando conselhos e respondendo a dúvidas. Depois chega a altura dos pitchs, que é sem dúvida o momento temido por muitos. Em grupos de seis ou sete participantes, a cada um é designada uma mesa aleatoriamente, sendo essas mesas onde três a quatro representantes das empresas se encontram e nos ouvem falar durante dois minutos sem qualquer interrupção. Depois, com o tempo restante, eles vão falando connosco, fazendo perguntas ou aconselhando-nos ou mesmo respondendo a qualquer questão que tenhamos. São apenas dez minutos de conversação, e se a interacção que se cria é boa, o tempo vai saber a pouco. A meio dos pitchs há um coffee break, no qual temos a oportunidade de mais uma vez continuarmos a conversa com os empresários que nos atenderam, ou aproveitarmos para conhecermos outros com quem não estivemos à conversa antes. Tudo isto acontece durante a manhã, repetindo-se também ao longo da tarde.
O final do primeiro dia foi marcado pela presença de Rui Vilaça, administrador da empresa IRV Têxtil, que nos presenteou com um muito entusiasmado testemunho sobre mercado e negócios, assim como muitos conselhos e respondeu às mais variadas questões, sempre com um inabalável bom humor e uma contagiante boa disposição.



Em suma o que podemos dizer relativamente a esta iniciativa? Para já desengane-se quem pensa que todo o propósito de todo este evento é conseguir um emprego. O que a Spark faz com os participantes é instruí-los com dicas úteis com o propósito de não só ajudar a procurar emprego, mas também a ajudar um indivíduo a descobrir uma proposta de valor que este poderá vir a oferecer para o mercado de trabalho. Os participantes mais atentos saem de lá com uma sensação de optimismo e com uma rede de contactos mais alargada. Permite que tenhamos uma noção de como pensam as empresas: eles não querem novos empregados ou estagiários, querem sim alguém que lhes poderá ser capaz de fazer um serviço útil e acrescentar mais valor a um negócio.



Hoje em dia os jovens além de saberem como se apresentar têm que saber o que podem fazer para favorecer uma empresa assim como a si mesmos. E o Pitch Bootcamp sem dúvida que pode ajudar vários a descobrir uma proposta de valor, ou pelo menos a refletir sobre a mesma. Uma mensagem sem dúvida encorajante apesar dos tempos de crise em que vivemos atualmente.
O Pitch Bootcamp terminou por agora no Porto, mas não tarda estará a arrasar durante as próximas semanas: Braga vai receber este excelente evento nos dias 11 e 12 deste mês, seguido de Aveiro a 25 e 26. A 8 e 9 de Novembro será a vez de Coimbra, e nos dias 29 e 30, o Pitch encerrará a edição em Lisboa.
De que estás à espera? Os próximos Pitchs ainda estão para acontecer! Vais ficar parado, ou vais dar o primeiro passo num espaço que te poderá dar uma série de oportunidades promissoras?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 8: Goku Também Explode! O Poder dos Bigodes Está no Máximo!

Ok, eu não estou para perder o meu tempo com meias conversas e explicações sobre o episódio que vou criticar hoje (até porque quero apagar por completo qualquer lembrança do Trunks com um vestido de noiva). Deixo isso para o final do episódio, que vai terminar com este patético arco do Zunama.

A sério, os criadores desta série têm alguma tara com bigodes?

O episódio começa com Zunama a insistir em querer ver a cara da sua noiva. Trunks tenta desesperadamente inventar desculpas para não deixar o monstro descobrir quem era. Goku começa a achar aquilo uma perda de tempo e faz a pergunta mais lógica do episódio: por que não parar com aquela palhaçada e acabar imediatamente com o monstro? Pan automaticamente responde que é demasiado perigoso porque o monstro pode provocar uma erupção. Bem, eu tenho uma ideia: por que carga de água os aldeões não se deslocaram para outro lugar longe de qualquer vulcão?
Bem, acontece que Zunama consegue finalmente ver o rosto de Trunks, e, surpresa das surpresas, fica encantado com a beleza do jovem, pensando tratar-se da sua noiva Leine. Então, decide levá-lo embora, enquanto trauteia a típica música usada nos casamentos. Vejam lá a coincidência: parece que naquele planeta, a música dos casamentos é a mesma usada na Terra. Será que os nossos heróis não terão feito um desvio e ido parar de volta à Terra? É que os habitantes daquele planeta assemelham-se bastante a seres humanos.
Enfim... Zunama parte com Trunks em direcção à montanha, e Pan, Goku e Doma seguem-nos. A dada altura, o monstro sai do caminho e embrenha-se numa floresta, acabando por chegar a um pequeno lago. Quase sem dar tempo ao jovem de inspirar fundo, o monstro salta para dentro do lago e segue por um túnel debaixo de água. Devido a este desvio, os três seguidores perdem-lhes o rasto, mas Doma repara numas flores que estavam no vestido de noiva que Trunks tinha vestido. Goku então não perde tempo a despir-se para dar uma vista de olhos ao lago, para desagrado da Pan. Enquanto o rapazito lá explora as profundezas do lago, Doma pergunta a Pan se Goku é mesmo avô dela, acabando por concluir que a Terra um planeta estranho. Antes que Pan pudesse sequer pensar em responder-lhe, Goku emerge do lago, relatando a sua descoberta do túnel subaquático.
Entretanto, em casa de Zunama, o monstro está entretido a procurar por um vestido para dar à sua noiva, e Trunks aproveita para inspeccionar a caverna, acabando por descobrir magma nas suas profundezas, o que lhe indicou estarem no interior da montanha. Zunama anuncia que tem o vestido perfeito, e quando Trunks se compõe para o receber, a sua peruca cai ao chão, sem que ele desse por nada. Zunama fica furioso por perceber que aquele jovem não era a sua noiva Leine, mas rapidamente muda de humor e confunde Trunks com uma bela rapariga de cabelo curto, acabando por perdoá-lo por o ter enganado. Zunama pergunta a Trunks como se chama, e rapidamente o rapaz lhe dá o primeiro nome que lhe vem à mente: Tolerance.

"Porquê eu? Porquê eu?"

Enquanto os perseguidores percorrem a passagem subaquática até aos domínios da criatura, Zunama oferece a Trunks um grande banquete, e o jovem vê a sua oportunidade para dar o sake ao monstro. Contudo, ele não aceita a bebida, e após algumas tentativas falhadas, o rapaz lá consegue distrair o monstro para poder encharcar alguma comida com o sake. Começou então a alimentá-lo com a comida embebida em álcool, acabando por o conseguir embriagar.
Entretanto, Goku, Pan e Doma chegam a casa de Zunama, mas apesar de tentarem passar despercebidos, um alcoolizado Zunama encontra-os e repreende-os por o estarem a incomodar no dia do seu casamento. Trunks tenta acalmá-lo, mas o monstro dá-lhe uma tareia tão forte que o envia a voar contra uma pilha de objectos na caverna. Bem, ainda estão no copo-de-água e já vemos violência doméstica. Pan tenta confrontar o monstro, e só por pouco é que Goku a consegue salvar de uma investida da cauda do oponente. Goku mostra-se empolgado com a perspectiva de ter de enfrentar um monstro aparentemente poderoso, mas Zunama deixa-se vencer pela bebida e cai redondo no chão, adormecido. Trunks aproveita para mudar para as suas roupas habituais e Doma vê uma oportunidade de usar a tesoura gigante para cortar os bigodes do monstro. O bigode da esquerda é cortado facilmente, mas Zunama acorda antes que o outro pudesse ser removido. Zunama vê Trunks vestido de maneira diferente, ainda pensando que estava a falar com uma mulher. Trunks revela-lhe que é um homem, o que causa raiva no monstro. E mais enraivecido fica quando se apercebe que não tem um dos bigodes. Mesmo assim, ele aproveita o que lhe resta para provocar um violento terramoto na caverna. Mas o sismo não dura muito, e quando as coisas acalmam, os heróis reparam que o bigode de Zunama continua a mexer-se. Os quatro ficam confusos com tal facto, até que Pan consegue desvendar o mistério: acontece que Zunama nunca teve poder para provocar terramotos. Ele apenas os previa e ia à aldeia sempre que sentia um terramoto a aproximar-se. Infelizmente, a bebedeira era de tal modo forte, que ele nem reparou que o sismo já terminou há muito. Perante o ar de desilusão dos presentes, Zunama pergunta o que se passa, sendo confrontado com a verdade. O monstro deixa-se ir abaixo e chora de vergonha, sem parar de agitar o bigode. Pan aconselha-o a parar de fingir, mas Zunama diz-lhe que um terramoto de proporções inimagináveis está a chegar. Ninguém se acredita ao início, mas Gill detecta a aproximação de perigo. Imediatamente, um novo sismo começa a abalar a caverna, e Zunama informa que o vulcão está prestes a entrar em erupção. Todos fogem pela passagem subaquática a tempo de ver o vulcão cuspir magma, ameaçando a segurança da aldeia. Goku então decide tomar providências: voando em direcção à montanha, ele lança um poderoso Kamehameha, que não só trava o avanço do magma como destrói a montanha.
De volta ao local onde aterraram, Leine oferece-lhes a Dragon Ball, e os aldeões ficam gratos pela ajuda do trio. E pelos vistos, Zunama foi perdoado, acabando por poder ficar na aldeia, com a condição de avisar as pessoas sempre que um terramoto estiver por vir.
E tudo acaba em bem... só que não. Quando pensávamos que os nossos heróis iam partir em paz, a Dragon Ball é-lhes retirada das mãos por um sujeito que se fez passar por um dos aldeões. O "aldeão" rapidamente mostra a sua verdadeira forma e foge com a Dragon Ball para o interior de uma nave que à primeira vista parece um cogumelo. O episódio termina com todos alarmados com o que aconteceu.

Finalmente, este maldito arco terminou. Foram só dois episódios, mas pareceu durar uma eternidade. Na verdade, a parte mais interessante deste arco foi o facto de o monstro Zunama ter sido baseado num mito japonês chamado Yamata no Orochi. Muito resumidamente, a lenda fala de uma serpente de oito cabeças que todos os anos exigia o sacrifício de oito virgens. Contudo, num ano, uma das virgens era a amada de um homem chamado Susanoo que, revoltado pelo facto de ela ser um sacrifício para o Yamata no Orochi, decidiu acabar com a criatura de uma vez por todas. Então, na noite do sacrifício foram oferecidas oito jarras de sake à serpente, e esta bebeu até cair para o lado. Então Susanoo aproveitou a oportunidade e cortou cada uma das cabeças do Orochi.
Isto é tudo muito interessante, mas não muda o facto de o episódio ter sido aborrecido e completamente desnecessário. Mais uma vez, não senti que estava a ver Dragon Ball até ao momento em que Goku dispara o Kamehameha para a montanha. Felizmente que o episódio acaba de uma forma promissora. Quem é este estranho indivíduo e que intenções tem ele com as Dragon Balls? E será que os nossos heróis a irão recuperar? Será que as coisas vão aquecer e ficar bem mais interessantes? Já era tempo, considerando que já vamos para nove episódios e ainda não vimos quase lutas nenhumas. Estas e outras respostas no próximo episódio, intitulado "Raios! Goku no Planeta-Armadilha!"

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 7: Minha Querida!? A Noiva é Trunks

Lembram-se daquele episódio dos primórdios de Dragon Ball em que o Goku e a Bulma têm de salvar uma aldeia de um monstro que atormenta os seus habitantes e que rouba as raparigas? Lembram-se que para enganar o monstro, Goku teve de se disfarçar de rapariga? E lembram-se que, apesar do monstro se mostrar ameaçador, na verdade era apenas um patético porco que tinha a capacidade de se transformar no que queria e não tinha praticamente força nenhuma? Se viram esse episódio, então podem saltar este e o próximo post, porque a história é praticamente a mesma, apenas com personagens diferentes num outro planeta.

"Só espero que o meu pai não seja leitor deste blog."
O episódio (intitulado "Minha Querida!? A Noiva é Trunks") começa com Pan atacando Gill e prendendo-o porque o pequeno robô está constantemente a comer peças da nave. Goku e Trunks não dão muita importância, mas o segundo reconhece que é necessário comprar peças para que Gill se possa alimentar. Entretanto, os três chegam ao próximo planeta indicado no Radar do Dragão e decidem aterrar. Vêem-se então no meio de campos e vales verdejantes que percorrem durante o que parece ser horas até avistarem uma pequena aldeia. Os aldeões estão reunidos em torno de uma das casas, e quando os nossos heróis se aproximam, reparam numa bela rapariga com um ar tristonho e com uma Dragon Ball presa no cabelo. O trio então irrompe pela casa, assustando os seus ocupantes. São então abordados por um jovem rapaz, de nome Doma, que lhes informa que daí a pouco vai chegar um terrível monstro chamado Zunama. Perante a curiosidade dos heróis, o velho chefe da aldeia começa a contar quem Zunama é: aparentemente é uma criatura gigantesca que tem a capacidade de provocar terramotos só por agitar os seus compridos bigodes.

E meus senhores, temos um novo recorde dos bigodes mais
longos do mundo.

Ao que consta, Zunama aparece frequentemente à aldeia e faz exigências a torto e a direito, sob a ameaça de provocar terramotos. E pelos vistos, recentemente fez uma exigência algo escandalosa. Quando o trio pergunta que exigência é essa, Gill anuncia a vinda de algo perigoso. Zunama aproxima-se da aldeia, o que provoca o pânico entre os aldeões. Enquanto atravessa a aldeia, ele vai derrubando algumas casas, o que me faz perguntar se ele faz sempre esses estragos de cada vez que aparece. É que ter de reconstruir a casa de cada vez que o Zunama aparece já deve ser demasiado para as pobres gentes.
Zunama aparece e a primeira coisa que faz é perguntar pela sua noiva. Chocados, os três amigos olham para o velho, e este confirma que a rapariga (de nome Leine) foi escolhida para ser a noiva de Zunama. O monstro fica furioso por não lhe apresentarem a noiva e começa a abanar os bigodes, provocando um violento terramoto. Os heróis ficam impressionados com tal feito, quando na verdade nem deviam estranhar, visto que terramotos é coisa que eles tão bem sabem fazer. Zunama lá continua a abanar os bigodes, até que Leine decide confrontá-lo e oferecer-se como noiva, para desespero de Doma. O monstro fica encantado com ela e promete voltar no dia seguinte para a levar. Leine desmaia e fica acamada durante o resto do dia, enquanto Pan tenta pensar num plano para acabar com o Zunama, em troca da Dragon Ball. A rapariga então pede a Leine que lhe ceda o vestido de noiva, e após o admirar, Pan apressa-se a vestir Goku com ele, aparentemente se esquecendo que Goku é mais pequeno que ela e o vestido de noiva fica-lhe demasiado grande. Pan não precisa de pensar muito para arranjar um novo substituto, e ataca Trunks, enfiando-lhe o vestido, que lhe assenta na perfeição. Na verdade, o plano de Pan consiste em disfarçar alguém de Leine e enganar o Zunama para que ele leve o isco para sua casa. Depois, é só arranjar uma forma de o embebedar, e quando o monstro estiver completamente zonzo, bastará usar uma tesoura gigante (sabe-se lá por que não podem usar uma tesoura normal) para lhe cortar os bigodes. Parece um plano muito estapafúrdio na minha opinião, e podiam muito simplesmente dar-lhe cabo do canastro e evitar encher chouriços ao ponto de haver um segundo episódio deste arco, mas enfim...
No dia seguinte, Trunks, vestido de mulher, espera por Zunama, enquanto Goku, Pan e Doma se preparam para os seguir assim que o monstro levar a sua "noiva" com ele. Uma cozinheira entrega-lhes um sake muito forte para embebedar o monstro. Em poucos minutos, Zunama aparece e Trunks toma o lugar de Leine. Ao princípio o monstro estranha a voz diferente, e apesar de o jovem lhe dar a desculpa de estar constipado, a criatura pede-lhe para que lhe mostre o rosto. E com o ar alarmado dos presentes e de Trunks, o episódio acaba.

Não há muito para dizer sobre este episódio, a não ser que é basicamente um call back dos primeiros episódios de Dragon Ball. Mais uma vez voltamos ao nonsense e ao enchimento de chouriços com um arco que tem como objectivo arrastar a história e não apresentar antagonistas desafiadores. A apresentação de Zunama neste episódio foi patética, e vê-se de longe que não tem estofo para ser um grande inimigo, nem mesmo um oponente de peso, apesar da sua altura e largura. É triste pensar que ao fim de sete episódios, o único momento que realmente nos fez sentir que estamos a ver Dragon Ball é uma luta de menos de três minutos com uma personagem interessante que nunca mais iremos ver.
O próximo episódio trará uma conclusão a este arco, atirando um twist que até achei interessante. Pena que não é o suficiente para empolgar. O próximo episódio chamar-se-á: "Goku Também Explode! O Poder dos Bigodes Está no Máximo!"

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 6: Dói, não dói? Goku, o Dentista!

Bem, o que dizer sobre este episódio. Eu imaginei que os criadores desta série de alguma forma aperceberam-se que com o arco do planeta Imegga se estavam a desviar demasiado do roteiro original e então mandaram um episódio à pressa para mostrar aos espectadores que a busca pelas Dragon Balls não ficou esquecida. O resultado foi este:

O episódio começa com Goku perguntando ao pequeno robô como se chamava, e após um complicado número de série apresentado pela criatura, Trunks concorda que é necessário arranjar um nome para o novo companheiro de viagem. Não tarda para os quatro penetrem na atmosfera do planeta onde aparentemente está a primeira Dragon Ball, e após uma aterragem um tanto atribulada, Trunks revela que nunca pilotou uma nave antes, por isso ainda não sabe como aterrar direito. Ou seja, colocaram nos comandos de uma nave uma pessoa inexperiente. O que aconteceria se a nave entrasse num campo de asteróides? A inexperiência de Trunks podia custar-lhes a vida. Por que é que a Bulma não foi com eles, por exemplo? Não servia para combater, mas tinha mais capacidade para controlar a nave em segurança que o filho. Lembram-se em Dragon Ball Z quando foi preciso ir a Namek buscar as Dragon Balls de lá para ressuscitar aqueles que tinham sido mortos pelo Vegeta e o Nappa? Quem foi na viagem? O Gohan, o Krillin (por falar nele, que é feito dele nesta série?) e a Bulma. E desembaraçaram-se muito bem. Por que é que ela não podia ir com eles agora? Ia em vez do Trunks, e quem sabe até conseguiria reparar a nave sem terem de passar pelo que passaram em Imegga. Enfim...

"Estraguem-me a nave e nem sabem o que vos espera..."

Depois da aterragem numas montanhas peculiares, eles descobrem da pior maneira que esses montes são uma espécie de carapaça para uma espécie de crocodilos gigantes que habitam naquela zona. Após fugirem dali, Goku e Pan começam a explorar o local, acabando por reparar que tudo naquele planeta era gigantesco. E mais uma vez vemos Goku a comportar-se como a criança que não é, divertindo-se a montar um insecto gigante. Pan, por sua vez, fantasia-se de insecto (sabe-se lá porquê) e decide seguir um grupo de borboletas. Trunks mostra-se impaciente em encontrar a Dragon Ball e Goku diz-lhe para não se preocupar com a Pan e procurarem a esfera por eles mesmos.
Entretanto, as borboletas chegam a um campo de flores gigantescas, e Pan aproveita para descansar no interior de uma flor. Mas é então que vindas do céu, um enxame de abelhas gigantes invade o campo e captura a Pan. Claro que ela podia simplesmente libertar-se, mas ela preferiu ser levada por aquele enxame, sem saber quais as intenções das abelhas para com ela.
Trunks e Goku encontram facilmente a Dragon Ball mesmo ao pé de uma macieira. Mas quando a iam apanhar, uma maçã gigante caiu da árvore mesmo em cima da bola. Goku já estava prestes a ir tirar a maçã, quando uma ave apanha a maçã e leva-a consigo. É então que os dois descobrem alarmados que a esfera ficou encravada na maçã. E antes que se lembrassem de ir atrás da ave, contínuos tremores de terra avisam a chegada de um gigante que os assusta. A ave oferece a maçã ao gigante e ele vai-se embora, sem reparar nos nossos heróis. Ambos pensam em seguir o gigante, mas um grito feminino fá-los lembrar-se da Pan. Goku tenta confortá-lo, mas Trunks decide abandonar a busca da Dragon Ball e ir em auxílio da rapariga.

"Não se preocupem comigo. Estas simpáticas abelhas estão a
salvar-me desta série."
Entretanto, o enxame de abelhas continua a carregar Pan até uma colmeia gigante, onde a depositam mesmo no interior. Ela começa a ameaçá-las, mas apercebe-se da existência de ovos nas cavidades em redor dela. Ovos esses que começavam a mexer-se. Pan fica aterrorizada por pensar que iam sair larvas dali, quando os primeiros ovos começam a chocar e deles saem abelhinhas bebés, que encantam de imediato a rapariga.
Goku e Trunks continuam à procura de Pan, quando descobrem uma aranha gigante a aproximar-se perigosamente de uma presa envolta em teia e que lhes parecia a Pan, julgando pelas antenas que a rapariga tinha posto na cabeça para se disfarçar de insecto. Ambos lutam com a aranha e salvam a presa, acabando por descobrir que se trata de uma abelha-rainha.
Na colmeia, Pan apercebe-se finalmente que as abelhas a estão a confundir com a sua rainha e decide ir-se embora, sendo seguida pelo enxame inteiro. Durante a fuga, ela encontra-se com o gigante de há pouco, que tinha acabado de apanhar um peixe gigantesco com as mãos. É então que ela e Goku quase que vão um contra o outro quando se reencontram. Pan apercebe-se que Trunks está a carregar a abelha-rainha, e antes que pudessem explicar o que quer que fosse, são rodeados pelo enxame. Aparentemente, a presença das suas operárias faz com que a abelha-rainha recupere as suas forças e saia dali a voar, sendo seguida pelo enxame.
Com a situação resolvida, os três decidem retomar a busca pela Dragon Ball, só que o pequeno robô escolheu a melhor altura para ficar sem energia e não conseguir captar o sinal da esfera. Os três procuram por um meio de lhe recarregar a energia, mas aparentemente naquele planeta não há nada que possa servir para esse fim. Felizmente, o nariz apurado de Goku capta o cheiro a peixe assado e é assim que os três encontram-se novamente com o gigante que procuravam, a preparar o almoço junto à sua ave, dois bodes, dois passarinhos e um coelho. Descobrem então um monte de maçãs e com isso, a Dragon Ball que procuravam. Aproximam-se com cautela e Goku decide arriscar e recuperá-la, mas um dos bodes derruba a maçã, captando a atenção do gigante, que não perde tempo a comê-la inteira. Os três heróis ficam alarmados por pensarem que ele tinha engolido a esfera, e Goku brinca dizendo que agora terão de esperar até o gigante a defecar, coisa que Pan não concorda. E é quando Trunks sugere que procurem as restantes esferas e voltar àquele planeta mais tarde, um berro ensurdecedor alarma-os. O gigante agarra a bochecha direita, cheio de dores, destruindo tudo em volta e afastando os animais. Goku aproxima-se, tentando saber o que se passa, e acaba por descobrir o sucedido: a Dragon Ball estava encravada num dente do gigante. Goku arrisca-se e entra na boca do gigante e tenta a todo o custo mantê-la aberta para que Trunks recuperasse a esfera. Contudo, Trunks não consegue, assim como Goku não consegue manter a boca aberta, tendo em conta a força formidável dele. Então, como último recurso, Goku, o dentista, usa um Kamehameha e arranca o dente do gigante, aliviando-lhe a dor.

Esqueçam qualquer piada acerca de coisas que não dão
nem para a cova de um dente. Esta cena mostra o contrário.

Goku recupera a esfera e entrega o dente ao gigante, aconselhando-o a lavar sempre os dentes. De volta à nave, Pan fica maravilhada com a Dragon Ball, uma vez que ao que parece nunca viu nenhuma na vida. É então que decidem dar um nome ao pequeno robô, e Goku sugere que o chamem de Gill, uma vez que o robô tem a mania de dizer "Gill Gill" constantemente. Cá em Portugal, como a série estreou em 1998, o nome Gil até veio a calhar, porque é o nome da mascote da Expo 98, e Goku ainda faz referência a isso. E com o novo companheiro baptizado, os quatro rumam para o próximo episódio.

Pelos vistos, neste episódio, Goku descobriu uma vocação nova: dentista. Já que as artes marciais não lhe dão dinheiro (como se ele alguma vez tivesse trabalhado na vida), ele podia bem tentar a sua sorte a remover dentes estragados. A história foi muito corrida, e eu senti que foi quase como uma compensação, tendo em conta que em Imegga não havia nenhuma Dragon Ball. Com este episódio, o objectivo foi relembrado, mas mesmo assim, voltamos à sensação que isto não é Dragon Ball. É quase como um interlúdio para o que está para vir.
No próximo episódio temos uma criatura que provoca terramotos com os bigodes e ainda Trunks vestido de mulher em "Minha Querida!? A Noiva é Trunks!"