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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 8: Goku Também Explode! O Poder dos Bigodes Está no Máximo!

Ok, eu não estou para perder o meu tempo com meias conversas e explicações sobre o episódio que vou criticar hoje (até porque quero apagar por completo qualquer lembrança do Trunks com um vestido de noiva). Deixo isso para o final do episódio, que vai terminar com este patético arco do Zunama.

A sério, os criadores desta série têm alguma tara com bigodes?

O episódio começa com Zunama a insistir em querer ver a cara da sua noiva. Trunks tenta desesperadamente inventar desculpas para não deixar o monstro descobrir quem era. Goku começa a achar aquilo uma perda de tempo e faz a pergunta mais lógica do episódio: por que não parar com aquela palhaçada e acabar imediatamente com o monstro? Pan automaticamente responde que é demasiado perigoso porque o monstro pode provocar uma erupção. Bem, eu tenho uma ideia: por que carga de água os aldeões não se deslocaram para outro lugar longe de qualquer vulcão?
Bem, acontece que Zunama consegue finalmente ver o rosto de Trunks, e, surpresa das surpresas, fica encantado com a beleza do jovem, pensando tratar-se da sua noiva Leine. Então, decide levá-lo embora, enquanto trauteia a típica música usada nos casamentos. Vejam lá a coincidência: parece que naquele planeta, a música dos casamentos é a mesma usada na Terra. Será que os nossos heróis não terão feito um desvio e ido parar de volta à Terra? É que os habitantes daquele planeta assemelham-se bastante a seres humanos.
Enfim... Zunama parte com Trunks em direcção à montanha, e Pan, Goku e Doma seguem-nos. A dada altura, o monstro sai do caminho e embrenha-se numa floresta, acabando por chegar a um pequeno lago. Quase sem dar tempo ao jovem de inspirar fundo, o monstro salta para dentro do lago e segue por um túnel debaixo de água. Devido a este desvio, os três seguidores perdem-lhes o rasto, mas Doma repara numas flores que estavam no vestido de noiva que Trunks tinha vestido. Goku então não perde tempo a despir-se para dar uma vista de olhos ao lago, para desagrado da Pan. Enquanto o rapazito lá explora as profundezas do lago, Doma pergunta a Pan se Goku é mesmo avô dela, acabando por concluir que a Terra um planeta estranho. Antes que Pan pudesse sequer pensar em responder-lhe, Goku emerge do lago, relatando a sua descoberta do túnel subaquático.
Entretanto, em casa de Zunama, o monstro está entretido a procurar por um vestido para dar à sua noiva, e Trunks aproveita para inspeccionar a caverna, acabando por descobrir magma nas suas profundezas, o que lhe indicou estarem no interior da montanha. Zunama anuncia que tem o vestido perfeito, e quando Trunks se compõe para o receber, a sua peruca cai ao chão, sem que ele desse por nada. Zunama fica furioso por perceber que aquele jovem não era a sua noiva Leine, mas rapidamente muda de humor e confunde Trunks com uma bela rapariga de cabelo curto, acabando por perdoá-lo por o ter enganado. Zunama pergunta a Trunks como se chama, e rapidamente o rapaz lhe dá o primeiro nome que lhe vem à mente: Tolerance.

"Porquê eu? Porquê eu?"

Enquanto os perseguidores percorrem a passagem subaquática até aos domínios da criatura, Zunama oferece a Trunks um grande banquete, e o jovem vê a sua oportunidade para dar o sake ao monstro. Contudo, ele não aceita a bebida, e após algumas tentativas falhadas, o rapaz lá consegue distrair o monstro para poder encharcar alguma comida com o sake. Começou então a alimentá-lo com a comida embebida em álcool, acabando por o conseguir embriagar.
Entretanto, Goku, Pan e Doma chegam a casa de Zunama, mas apesar de tentarem passar despercebidos, um alcoolizado Zunama encontra-os e repreende-os por o estarem a incomodar no dia do seu casamento. Trunks tenta acalmá-lo, mas o monstro dá-lhe uma tareia tão forte que o envia a voar contra uma pilha de objectos na caverna. Bem, ainda estão no copo-de-água e já vemos violência doméstica. Pan tenta confrontar o monstro, e só por pouco é que Goku a consegue salvar de uma investida da cauda do oponente. Goku mostra-se empolgado com a perspectiva de ter de enfrentar um monstro aparentemente poderoso, mas Zunama deixa-se vencer pela bebida e cai redondo no chão, adormecido. Trunks aproveita para mudar para as suas roupas habituais e Doma vê uma oportunidade de usar a tesoura gigante para cortar os bigodes do monstro. O bigode da esquerda é cortado facilmente, mas Zunama acorda antes que o outro pudesse ser removido. Zunama vê Trunks vestido de maneira diferente, ainda pensando que estava a falar com uma mulher. Trunks revela-lhe que é um homem, o que causa raiva no monstro. E mais enraivecido fica quando se apercebe que não tem um dos bigodes. Mesmo assim, ele aproveita o que lhe resta para provocar um violento terramoto na caverna. Mas o sismo não dura muito, e quando as coisas acalmam, os heróis reparam que o bigode de Zunama continua a mexer-se. Os quatro ficam confusos com tal facto, até que Pan consegue desvendar o mistério: acontece que Zunama nunca teve poder para provocar terramotos. Ele apenas os previa e ia à aldeia sempre que sentia um terramoto a aproximar-se. Infelizmente, a bebedeira era de tal modo forte, que ele nem reparou que o sismo já terminou há muito. Perante o ar de desilusão dos presentes, Zunama pergunta o que se passa, sendo confrontado com a verdade. O monstro deixa-se ir abaixo e chora de vergonha, sem parar de agitar o bigode. Pan aconselha-o a parar de fingir, mas Zunama diz-lhe que um terramoto de proporções inimagináveis está a chegar. Ninguém se acredita ao início, mas Gill detecta a aproximação de perigo. Imediatamente, um novo sismo começa a abalar a caverna, e Zunama informa que o vulcão está prestes a entrar em erupção. Todos fogem pela passagem subaquática a tempo de ver o vulcão cuspir magma, ameaçando a segurança da aldeia. Goku então decide tomar providências: voando em direcção à montanha, ele lança um poderoso Kamehameha, que não só trava o avanço do magma como destrói a montanha.
De volta ao local onde aterraram, Leine oferece-lhes a Dragon Ball, e os aldeões ficam gratos pela ajuda do trio. E pelos vistos, Zunama foi perdoado, acabando por poder ficar na aldeia, com a condição de avisar as pessoas sempre que um terramoto estiver por vir.
E tudo acaba em bem... só que não. Quando pensávamos que os nossos heróis iam partir em paz, a Dragon Ball é-lhes retirada das mãos por um sujeito que se fez passar por um dos aldeões. O "aldeão" rapidamente mostra a sua verdadeira forma e foge com a Dragon Ball para o interior de uma nave que à primeira vista parece um cogumelo. O episódio termina com todos alarmados com o que aconteceu.

Finalmente, este maldito arco terminou. Foram só dois episódios, mas pareceu durar uma eternidade. Na verdade, a parte mais interessante deste arco foi o facto de o monstro Zunama ter sido baseado num mito japonês chamado Yamata no Orochi. Muito resumidamente, a lenda fala de uma serpente de oito cabeças que todos os anos exigia o sacrifício de oito virgens. Contudo, num ano, uma das virgens era a amada de um homem chamado Susanoo que, revoltado pelo facto de ela ser um sacrifício para o Yamata no Orochi, decidiu acabar com a criatura de uma vez por todas. Então, na noite do sacrifício foram oferecidas oito jarras de sake à serpente, e esta bebeu até cair para o lado. Então Susanoo aproveitou a oportunidade e cortou cada uma das cabeças do Orochi.
Isto é tudo muito interessante, mas não muda o facto de o episódio ter sido aborrecido e completamente desnecessário. Mais uma vez, não senti que estava a ver Dragon Ball até ao momento em que Goku dispara o Kamehameha para a montanha. Felizmente que o episódio acaba de uma forma promissora. Quem é este estranho indivíduo e que intenções tem ele com as Dragon Balls? E será que os nossos heróis a irão recuperar? Será que as coisas vão aquecer e ficar bem mais interessantes? Já era tempo, considerando que já vamos para nove episódios e ainda não vimos quase lutas nenhumas. Estas e outras respostas no próximo episódio, intitulado "Raios! Goku no Planeta-Armadilha!"

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 7: Minha Querida!? A Noiva é Trunks

Lembram-se daquele episódio dos primórdios de Dragon Ball em que o Goku e a Bulma têm de salvar uma aldeia de um monstro que atormenta os seus habitantes e que rouba as raparigas? Lembram-se que para enganar o monstro, Goku teve de se disfarçar de rapariga? E lembram-se que, apesar do monstro se mostrar ameaçador, na verdade era apenas um patético porco que tinha a capacidade de se transformar no que queria e não tinha praticamente força nenhuma? Se viram esse episódio, então podem saltar este e o próximo post, porque a história é praticamente a mesma, apenas com personagens diferentes num outro planeta.

"Só espero que o meu pai não seja leitor deste blog."
O episódio (intitulado "Minha Querida!? A Noiva é Trunks") começa com Pan atacando Gill e prendendo-o porque o pequeno robô está constantemente a comer peças da nave. Goku e Trunks não dão muita importância, mas o segundo reconhece que é necessário comprar peças para que Gill se possa alimentar. Entretanto, os três chegam ao próximo planeta indicado no Radar do Dragão e decidem aterrar. Vêem-se então no meio de campos e vales verdejantes que percorrem durante o que parece ser horas até avistarem uma pequena aldeia. Os aldeões estão reunidos em torno de uma das casas, e quando os nossos heróis se aproximam, reparam numa bela rapariga com um ar tristonho e com uma Dragon Ball presa no cabelo. O trio então irrompe pela casa, assustando os seus ocupantes. São então abordados por um jovem rapaz, de nome Doma, que lhes informa que daí a pouco vai chegar um terrível monstro chamado Zunama. Perante a curiosidade dos heróis, o velho chefe da aldeia começa a contar quem Zunama é: aparentemente é uma criatura gigantesca que tem a capacidade de provocar terramotos só por agitar os seus compridos bigodes.

E meus senhores, temos um novo recorde dos bigodes mais
longos do mundo.

Ao que consta, Zunama aparece frequentemente à aldeia e faz exigências a torto e a direito, sob a ameaça de provocar terramotos. E pelos vistos, recentemente fez uma exigência algo escandalosa. Quando o trio pergunta que exigência é essa, Gill anuncia a vinda de algo perigoso. Zunama aproxima-se da aldeia, o que provoca o pânico entre os aldeões. Enquanto atravessa a aldeia, ele vai derrubando algumas casas, o que me faz perguntar se ele faz sempre esses estragos de cada vez que aparece. É que ter de reconstruir a casa de cada vez que o Zunama aparece já deve ser demasiado para as pobres gentes.
Zunama aparece e a primeira coisa que faz é perguntar pela sua noiva. Chocados, os três amigos olham para o velho, e este confirma que a rapariga (de nome Leine) foi escolhida para ser a noiva de Zunama. O monstro fica furioso por não lhe apresentarem a noiva e começa a abanar os bigodes, provocando um violento terramoto. Os heróis ficam impressionados com tal feito, quando na verdade nem deviam estranhar, visto que terramotos é coisa que eles tão bem sabem fazer. Zunama lá continua a abanar os bigodes, até que Leine decide confrontá-lo e oferecer-se como noiva, para desespero de Doma. O monstro fica encantado com ela e promete voltar no dia seguinte para a levar. Leine desmaia e fica acamada durante o resto do dia, enquanto Pan tenta pensar num plano para acabar com o Zunama, em troca da Dragon Ball. A rapariga então pede a Leine que lhe ceda o vestido de noiva, e após o admirar, Pan apressa-se a vestir Goku com ele, aparentemente se esquecendo que Goku é mais pequeno que ela e o vestido de noiva fica-lhe demasiado grande. Pan não precisa de pensar muito para arranjar um novo substituto, e ataca Trunks, enfiando-lhe o vestido, que lhe assenta na perfeição. Na verdade, o plano de Pan consiste em disfarçar alguém de Leine e enganar o Zunama para que ele leve o isco para sua casa. Depois, é só arranjar uma forma de o embebedar, e quando o monstro estiver completamente zonzo, bastará usar uma tesoura gigante (sabe-se lá por que não podem usar uma tesoura normal) para lhe cortar os bigodes. Parece um plano muito estapafúrdio na minha opinião, e podiam muito simplesmente dar-lhe cabo do canastro e evitar encher chouriços ao ponto de haver um segundo episódio deste arco, mas enfim...
No dia seguinte, Trunks, vestido de mulher, espera por Zunama, enquanto Goku, Pan e Doma se preparam para os seguir assim que o monstro levar a sua "noiva" com ele. Uma cozinheira entrega-lhes um sake muito forte para embebedar o monstro. Em poucos minutos, Zunama aparece e Trunks toma o lugar de Leine. Ao princípio o monstro estranha a voz diferente, e apesar de o jovem lhe dar a desculpa de estar constipado, a criatura pede-lhe para que lhe mostre o rosto. E com o ar alarmado dos presentes e de Trunks, o episódio acaba.

Não há muito para dizer sobre este episódio, a não ser que é basicamente um call back dos primeiros episódios de Dragon Ball. Mais uma vez voltamos ao nonsense e ao enchimento de chouriços com um arco que tem como objectivo arrastar a história e não apresentar antagonistas desafiadores. A apresentação de Zunama neste episódio foi patética, e vê-se de longe que não tem estofo para ser um grande inimigo, nem mesmo um oponente de peso, apesar da sua altura e largura. É triste pensar que ao fim de sete episódios, o único momento que realmente nos fez sentir que estamos a ver Dragon Ball é uma luta de menos de três minutos com uma personagem interessante que nunca mais iremos ver.
O próximo episódio trará uma conclusão a este arco, atirando um twist que até achei interessante. Pena que não é o suficiente para empolgar. O próximo episódio chamar-se-á: "Goku Também Explode! O Poder dos Bigodes Está no Máximo!"

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 6: Dói, não dói? Goku, o Dentista!

Bem, o que dizer sobre este episódio. Eu imaginei que os criadores desta série de alguma forma aperceberam-se que com o arco do planeta Imegga se estavam a desviar demasiado do roteiro original e então mandaram um episódio à pressa para mostrar aos espectadores que a busca pelas Dragon Balls não ficou esquecida. O resultado foi este:

O episódio começa com Goku perguntando ao pequeno robô como se chamava, e após um complicado número de série apresentado pela criatura, Trunks concorda que é necessário arranjar um nome para o novo companheiro de viagem. Não tarda para os quatro penetrem na atmosfera do planeta onde aparentemente está a primeira Dragon Ball, e após uma aterragem um tanto atribulada, Trunks revela que nunca pilotou uma nave antes, por isso ainda não sabe como aterrar direito. Ou seja, colocaram nos comandos de uma nave uma pessoa inexperiente. O que aconteceria se a nave entrasse num campo de asteróides? A inexperiência de Trunks podia custar-lhes a vida. Por que é que a Bulma não foi com eles, por exemplo? Não servia para combater, mas tinha mais capacidade para controlar a nave em segurança que o filho. Lembram-se em Dragon Ball Z quando foi preciso ir a Namek buscar as Dragon Balls de lá para ressuscitar aqueles que tinham sido mortos pelo Vegeta e o Nappa? Quem foi na viagem? O Gohan, o Krillin (por falar nele, que é feito dele nesta série?) e a Bulma. E desembaraçaram-se muito bem. Por que é que ela não podia ir com eles agora? Ia em vez do Trunks, e quem sabe até conseguiria reparar a nave sem terem de passar pelo que passaram em Imegga. Enfim...

"Estraguem-me a nave e nem sabem o que vos espera..."

Depois da aterragem numas montanhas peculiares, eles descobrem da pior maneira que esses montes são uma espécie de carapaça para uma espécie de crocodilos gigantes que habitam naquela zona. Após fugirem dali, Goku e Pan começam a explorar o local, acabando por reparar que tudo naquele planeta era gigantesco. E mais uma vez vemos Goku a comportar-se como a criança que não é, divertindo-se a montar um insecto gigante. Pan, por sua vez, fantasia-se de insecto (sabe-se lá porquê) e decide seguir um grupo de borboletas. Trunks mostra-se impaciente em encontrar a Dragon Ball e Goku diz-lhe para não se preocupar com a Pan e procurarem a esfera por eles mesmos.
Entretanto, as borboletas chegam a um campo de flores gigantescas, e Pan aproveita para descansar no interior de uma flor. Mas é então que vindas do céu, um enxame de abelhas gigantes invade o campo e captura a Pan. Claro que ela podia simplesmente libertar-se, mas ela preferiu ser levada por aquele enxame, sem saber quais as intenções das abelhas para com ela.
Trunks e Goku encontram facilmente a Dragon Ball mesmo ao pé de uma macieira. Mas quando a iam apanhar, uma maçã gigante caiu da árvore mesmo em cima da bola. Goku já estava prestes a ir tirar a maçã, quando uma ave apanha a maçã e leva-a consigo. É então que os dois descobrem alarmados que a esfera ficou encravada na maçã. E antes que se lembrassem de ir atrás da ave, contínuos tremores de terra avisam a chegada de um gigante que os assusta. A ave oferece a maçã ao gigante e ele vai-se embora, sem reparar nos nossos heróis. Ambos pensam em seguir o gigante, mas um grito feminino fá-los lembrar-se da Pan. Goku tenta confortá-lo, mas Trunks decide abandonar a busca da Dragon Ball e ir em auxílio da rapariga.

"Não se preocupem comigo. Estas simpáticas abelhas estão a
salvar-me desta série."
Entretanto, o enxame de abelhas continua a carregar Pan até uma colmeia gigante, onde a depositam mesmo no interior. Ela começa a ameaçá-las, mas apercebe-se da existência de ovos nas cavidades em redor dela. Ovos esses que começavam a mexer-se. Pan fica aterrorizada por pensar que iam sair larvas dali, quando os primeiros ovos começam a chocar e deles saem abelhinhas bebés, que encantam de imediato a rapariga.
Goku e Trunks continuam à procura de Pan, quando descobrem uma aranha gigante a aproximar-se perigosamente de uma presa envolta em teia e que lhes parecia a Pan, julgando pelas antenas que a rapariga tinha posto na cabeça para se disfarçar de insecto. Ambos lutam com a aranha e salvam a presa, acabando por descobrir que se trata de uma abelha-rainha.
Na colmeia, Pan apercebe-se finalmente que as abelhas a estão a confundir com a sua rainha e decide ir-se embora, sendo seguida pelo enxame inteiro. Durante a fuga, ela encontra-se com o gigante de há pouco, que tinha acabado de apanhar um peixe gigantesco com as mãos. É então que ela e Goku quase que vão um contra o outro quando se reencontram. Pan apercebe-se que Trunks está a carregar a abelha-rainha, e antes que pudessem explicar o que quer que fosse, são rodeados pelo enxame. Aparentemente, a presença das suas operárias faz com que a abelha-rainha recupere as suas forças e saia dali a voar, sendo seguida pelo enxame.
Com a situação resolvida, os três decidem retomar a busca pela Dragon Ball, só que o pequeno robô escolheu a melhor altura para ficar sem energia e não conseguir captar o sinal da esfera. Os três procuram por um meio de lhe recarregar a energia, mas aparentemente naquele planeta não há nada que possa servir para esse fim. Felizmente, o nariz apurado de Goku capta o cheiro a peixe assado e é assim que os três encontram-se novamente com o gigante que procuravam, a preparar o almoço junto à sua ave, dois bodes, dois passarinhos e um coelho. Descobrem então um monte de maçãs e com isso, a Dragon Ball que procuravam. Aproximam-se com cautela e Goku decide arriscar e recuperá-la, mas um dos bodes derruba a maçã, captando a atenção do gigante, que não perde tempo a comê-la inteira. Os três heróis ficam alarmados por pensarem que ele tinha engolido a esfera, e Goku brinca dizendo que agora terão de esperar até o gigante a defecar, coisa que Pan não concorda. E é quando Trunks sugere que procurem as restantes esferas e voltar àquele planeta mais tarde, um berro ensurdecedor alarma-os. O gigante agarra a bochecha direita, cheio de dores, destruindo tudo em volta e afastando os animais. Goku aproxima-se, tentando saber o que se passa, e acaba por descobrir o sucedido: a Dragon Ball estava encravada num dente do gigante. Goku arrisca-se e entra na boca do gigante e tenta a todo o custo mantê-la aberta para que Trunks recuperasse a esfera. Contudo, Trunks não consegue, assim como Goku não consegue manter a boca aberta, tendo em conta a força formidável dele. Então, como último recurso, Goku, o dentista, usa um Kamehameha e arranca o dente do gigante, aliviando-lhe a dor.

Esqueçam qualquer piada acerca de coisas que não dão
nem para a cova de um dente. Esta cena mostra o contrário.

Goku recupera a esfera e entrega o dente ao gigante, aconselhando-o a lavar sempre os dentes. De volta à nave, Pan fica maravilhada com a Dragon Ball, uma vez que ao que parece nunca viu nenhuma na vida. É então que decidem dar um nome ao pequeno robô, e Goku sugere que o chamem de Gill, uma vez que o robô tem a mania de dizer "Gill Gill" constantemente. Cá em Portugal, como a série estreou em 1998, o nome Gil até veio a calhar, porque é o nome da mascote da Expo 98, e Goku ainda faz referência a isso. E com o novo companheiro baptizado, os quatro rumam para o próximo episódio.

Pelos vistos, neste episódio, Goku descobriu uma vocação nova: dentista. Já que as artes marciais não lhe dão dinheiro (como se ele alguma vez tivesse trabalhado na vida), ele podia bem tentar a sua sorte a remover dentes estragados. A história foi muito corrida, e eu senti que foi quase como uma compensação, tendo em conta que em Imegga não havia nenhuma Dragon Ball. Com este episódio, o objectivo foi relembrado, mas mesmo assim, voltamos à sensação que isto não é Dragon Ball. É quase como um interlúdio para o que está para vir.
No próximo episódio temos uma criatura que provoca terramotos com os bigodes e ainda Trunks vestido de mulher em "Minha Querida!? A Noiva é Trunks!"

sábado, 20 de julho de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 5: O Mais Forte! Ledgic, o Guarda-Costas!

Este episódio esteve bom, até mesmo superior ao anterior. Mesmo com a luta principal ter sido muito curta, deu para sentir que estávamos dentro do tema e a ver realmente um episódio de Dragon Ball. Não me interpretem mal. Lá porque me queixei da falta de lutas nos episódios anteriores, não quer dizer que eu não saiba apreciar uma boa história. Desenvolvimento de personagens e do enredo é importante, mas não podemos esquecer qual é o tema de determinada série. Ninguém quer ver, por exemplo, um anime de futebol com três ou quatro episódios seguidos só de conversa e história. É possível desenvolver esses aspectos e ainda entreter o espectador com um magnífico jogo. Ambas as séries anteriores de Dragon Ball fizeram isso, e com grande êxito. Bem, para ser franco, GT acaba por corrigir esse erro mais à frente, e aprende a entreter o espectador com lutas enquanto desenvolve a história. O problema na série é mesmo a própria história.
E com isto, avançamos para o quinto episódio, intitulado "O Mais Forte! Ledgic, o Guarda-Costas!"

O episódio começa com os nossos heróis escondidos da polícia atrás de três cartazes gigantescos. Pan mostra que está farta daquele planeta, mas Trunks lembra-lhe que sem as peças para a nave, não poderão sair dali. É então que surge uma mulher que dá de caras com eles. Apesar de tentarem acalmá-la, ela foge aos berros para dentro de casa, atraindo a atenção dos polícias. Então os três retomam a fuga, saltando pelos telhados das casas. Numa rua, Gel e uma equipa policial esperam por eles, como se o trio lhes fosse cair em cima a qualquer altura. Os três guerreiros surgem no topo do edifício à frente de Gel e dos agentes, mas nem por isso eles abrandam a fuga. Pan e Trunks saltam habilmente para o edifício do outro lado da rua, mas Goku perde o equilíbrio antes de saltar e acaba por cair em cima de Gel, saltando logo a seguir para junto dos outros dois. A razão pela qual o pequeno se desequilibrou está longe da minha compreensão. Este foi mais um dos momentos estúpidos da personalidade de Goku. Ele pode ter o corpo de uma criança, mas não tem a atitude de uma. Sim, claro, poderão dizer que ele ainda não está habituado àquele corpo, mas sendo assim por que carga de água andaram os três a saltar de um lado para o outro quando podiam ter fugido para mais longe a voar?

"Não lhe ligues, puto. Isto é Dragon Ball GT,
não vale a pena usar a lógica."

Acontece que durante a fuga, os três acabam por aterrar num telhado mais frágil e aterram dolorosamente no interior da casa de um casal de velhotes que começam a ameaçá-los com uma esfregona. O trio pede desculpas pela intrusão e decidem sair pela porta, mas é então que o casal decide acolhê-los, pela simples razão de eles serem bem educados e não tentarem nada perigoso.
Durante a refeição que o casal lhes prepara, os nossos heróis ficam a saber mais coisas sobre aquele planeta. Sabem então que no planeta Imegga é proibido ter uma nave, ao que Trunks pergunta porquê. É nesta altura que qualquer espectador atento faz um facepalm, porque a pergunta é tão estúpida que até um miúdo de 5 anos percebe o motivo de ser proibida a posse de naves. Mesmo assim, os velhotes explicam que as naves são apreendidas para que nenhum dos habitantes pense em fugir. E o casal está entre os muitos que não podem voltar ao planeta-natal. Pan sugere que todos os habitantes se juntem contra Don Kia, mas a velhota diz que tal rebelião seria inútil, devido ao poderoso guarda-costas do rei, um tal de Ledgic.
Pan toma então uma decisão: entregar-se à polícia e apresentar-se pessoalmente a Don Kia. A equipa policial de Gel e Sheela capturam-nos, mas assim que se vêm no palácio do rei, eles deixam os seguranças inconscientes e vão ter ao gabinete dele sozinhos. Pan então decide não perder tempo e investir no rei, mas este tem armas ao seu dispor: com o toque de um botão, ele faz surgir uma espécie de campo de forças eléctrico que prende a pequena. Ele então faz surgir um grande número de armas de fogo, e não se coíbe de disparar contra os nossos heróis.

Tanto dinheiro e ainda não arranjaste um cabelo decente?

Obviamente que nada lhes acontece. Mas antes que Don Kia se lembre de preparar outra coisa, eis que surge Ledgic, que lhe adverte que aqueles não são seres que possam ser mortos com aquele tipo de armas. Furioso, Kia ordena Ledgic para os atacar, mas o guarda-costas mostra-se ameaçador e diz que vai lutar por si mesmo. Trunks tenta investir primeiro, mas não só falha o golpe como Ledgic esmurraça-o com tanta força na barriga que o deixa logo K.O. Goku então decide enfrentar sozinho o guerreiro, e é quando se dá a primeira verdadeira batalha de Dragon Ball GT (depois da do primeiro episódio entre Goku e Uub)... e que dura cerca de dois minutos e meio. Bem, sem querer ser muito esquisito, acho que devia ter sido uma luta bem mais prolongada e emocionante. Ledgic é um bom lutador, e faz uso de espadas e uma lança para combater, mas assim que Goku atinge o nível de Super Saiya-jin o combate está mais que decidido. Ao menos temos um embate entre o ataque de Ledgic e o Kamehameha de Goku, que termina com a dura derrota do guarda-costas.
Depois da luta, Goku e Ledgic criam uma boa ligação. Para desespero de Kia, Pan e Trunks confrontam-no, e o rei tenta incitar o seu guarda-costas a combater, a troco de uma grande fortuna. Mas Ledgic pontapeia-o fortemente, mostrando o seu desprezo pelo rei. Antes de se ir embora, Ledgic promete uma desforra a Goku, e este concorda, entusiasmado. Bem, isso até seria interessante se Ledgic alguma vez reaparecesse na série.

"Como assim não apareço mais nesta série?
Bem, isto é que foi desperdício de personagem..."

As pressões e as ameaças de Pan fazem com que Don Kia acabar com o sistema de aluguer de Imegga. No dia seguinte, os três amigos carregam um cofre gigantesco pelo ar até meio da cidade. Dentro do cofre estão todos os contratos assinados pelos habitantes, que neste momento já são nulos. E como bónus, Kia devolve as naves aos habitantes, para que todos possam voltar para os seus planetas.
Tudo acaba bem. Os heróis conseguem as peças e a nave fica pronta para retomarem a viagem em busca das Dragon Balls. Só há um problema: o pequeno robô que engoliu o Radar do Dragão. Pan consegue apanhá-lo quando ele tenta escapar e ameaça desmontá-lo para recuperar o aparelho. É então que Trunks surge e salva-o, declarando que mesmo sendo um robô de metal, há um coração quente, e que de certa forma ele tem emoções. É então que o pequeno robô mostra um ecrã nas suas costas, com o design muito idêntico ao do radar. Descobrem que o robô é capaz de assumir as funções dos aparelhos que absorve, sendo que agora eles têm um Radar do Dragão capaz de falar. E é com isso que a primeira Dragon Ball é detectada, e eles não perdem tempo a sair do planeta e a rumar para norte... Hã, eu não sou nenhum astrónomo, mas como raio é possível saber os pontos cardeais no espaço? Para que lado é o norte na imensidão do espaço? É para cima? Para a frente? Para a diagonal esquerda para baixo? A deslocação no espaço é tridimensional, logo a orientação pelos pontos cardeais é basicamente inútil.

Este foi o último episódio do arco de Imegga. No próximo episódio, acompanhamos os nossos heróis na visita a um planeta onde tudo é gigantesco. E é quando descobrimos uma nova vocação profissional de Goku. Fiquem para o próximo episódio, intitulado: "Dói, não dói? Goku, o Dentista."

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 4: Procurado! Goku é um Criminoso?

Vamos lá avançar com isto. Eu gostei deste episódio, confesso. Teve mais a ver com o que um verdadeiro episódio de Dragon Ball realmente é. Tem acção, lutas, o aparecimento de um futuro adversário de peso... Enfim, ainda não superou as expectativas, mas soube-nos agradar bastante. No entanto, ainda há coisas a apontar, e se esta série tivesse sido boa, eu não tinha este trabalho todo para criticar cada um dos episódios. Vamos então principiar o episódio 4, intitulado "Procurado! Goku é um Criminoso?"

O episódio começa com os nossos três heróis a observar a nave ser levada pela equipa de reboque. A perplexidade de Trunks é tão grande que até deixa cair o pequeno robô que lhes tinha comido o Radar do Dragão. É então que Goku tem uma ideia para os apanhar: usar a Shunkan Idou, a técnica de deslocação instantânea que tão bem conhecemos. Claro que os ladrões da nave não estão tão longe, e não é como se os nossos heróis não soubessem para que lado tinham ido (já para não falar que o reboque deixou um gigantesco rasto no deserto que eles podiam muito bem seguir a voar). Mas por alguma razão, precisávamos de introduzir a técnica nesta série, e nada melhor do que uma situação em que não podiam perder tempo para o fazer.
Pan prende o robô na mochila e então os três preparam-se para se deslocar instantaneamente para o lugar onde a nave se encontra. Só que a técnica não funciona, e após uma segunda tentativa, Trunks especula que tal acontece porque como Goku se tornou pequeno com a Dragon Balls, ele não é capaz de fazer a técnica... Hã?

"Isto está tudo ao contrário. Até nós."

Esta explicação não faz sentido nenhum. O uso da Shunkan Idou nunca tirou tanta energia a Goku. Ele somente necessita de sentir um Ki e pode deslocar-se sem grandes problemas. Não tem nada a ver com o tamanho da pessoa que a executa. Se assim fosse, ele não seria sequer capaz de voar ou mesmo transformar-se em Super Saiya-jin. Mas isto já sou eu a especular...
O trio lá decide ir atrás deles à boa maneira antiga. Enquanto isso, temos a oportunidade de conhecer melhor o rei de Imegga: Don Kia está a comer um parfait quando os seus guarda-costas Gel e Sheela surgem para relatar a recuperação da nave dos heróis. Ao que parece, a nave não tem qualquer valor, e o rei decide que o melhor será desmontá-la e vender as peças a um ferro velho.
Nessa noite, Goku, Trunks e Pan esgueiram-se no palácio e após terem enganado a segurança, começam a conversar e a perguntar-se por que raio o rei queria roubar-lhes a nave. É então que Goku descobre a nave com grande facilidade, e os três tentam ser o mais silenciosos possível enquanto se aproximam. Contudo, apesar de todo o cuidado, uma lata atirada por um dos guardas acerta na cabeça da Pan, fazendo-a chorar. Bem, a lata devia ser de ferro ou de chumbo, para fazer a pequena chorar. Uma lata vazia mal tem peso, e se a atirarmos à cabeça de alguém, nem um galo provoca. Como é possível fazer chorar uma rapariga que ainda por cima tem sangue Saiya-jin?
Ao menos Trunks e Goku conseguem calá-la a tempo. Só que nesse mesmo instante, uma pedra cai na cabeça de Trunks e fá-lo cair para trás. A queda afecta o robô que está na mochila de Pan, e os bips que provoca denuncia a posição dos três. Eles então não têm outra escolha senão lutar contra os guardas para recuperar a nave. E é aqui que as coisas começam a ficar interessantes. Apesar dos guardas não darem luta, é bom ver os nossos heróis fazerem aquilo que sabem fazer melhor, e isso fez o episódio ficar mais interessante.
Pan apodera-se de um veículo de reboque, e Goku liberta a nave. Trunks junta-se a eles, e durante uma cómica cena em que a pequena conduz o veículo horrivelmente, Gel e Sheela tentam travá-los, lançando um raio laser em conjunto, que Goku deflecte com o seu Kamehameha. A onda de energia acaba por sair disparada pelo ar, sendo deflectida por outro dos guarda-costas de Don Kia, que parece ser bem mais forte que Gel e Sheela. O indivíduo (de seu nome Ledgic) de alguma forma reconhece os invasores como Saiya-jins, mas nada faz para os perseguir. Depois de todas estas peripécias, o trio consegue então escapar do palácio com a nave.
Don Kia fica furioso, acabando por insultar os seus guarda-costas. Contudo, Ledgic não gosta do comentário do rei, e encara-o seriamente, amedrontando-o. Felizmente para Kia, as câmaras de vigilância captaram os rostos dos invasores, e este engendra um esquema para não os deixar escapar do planeta.
No dia seguinte, o trio deixa a nave bem escondida no deserto e regressa à cidade para comprar as peças que necessita. Mas desta vez há algo de estranho nas pessoas: toda a gente foge deles quando os vê. Os três ficam confusos, até que Trunks repara em algo que, por alguma razão, não tinham reparado quando chegaram à cidade, uma vez que é algo que está espalhado pelas paredes.

Pelos vistos, também há pistoleiros em Imegga.

É verdade. Há cartazes de "Procurados" colados em todos os lados, tudo porque eles recuperaram a nave do palácio na noite anterior. E há mesmo cartazes gigantescos, que seriam impossíveis de não se fazerem notar. É então que a polícia chega, e os três apressam-se a fugir deles, porque, segundo a Pan, não é sensato bater nos agentes da autoridade. Fugir também não melhora a vossa situação, Pan. Não sei se sabes disso. Quem não deve, não teme; nunca ouviste falar?
Ao fim do dia, debaixo da chuva, os três decidem voltar à nave. É então que o pequeno robô começa a fazer uns ruídos estranhos. Pan tenta calá-lo com uma cotovelada, mas Trunks repara logo qual é a causa dos ruídos: ele detectou uma grande quantidade de indivíduos dirigindo-se a eles. Os três escondem-se, e rapidamente testemunham a chegada de vários veículos da polícia. Gel e Sheela estão entre eles, e a mulher ordena aos agentes para encontrarem os criminosos. O episódio termina com o trio bem escondido.

E este foi o 4º episódio de Dragon Ball GT. Um episódio nada mau, que finalmente trouxe alguma acção à história, assim como alguns inimigos mais dignos. No próximo episódio teremos a conclusão deste pequeno arco, no qual os nossos heróis confrontam Kia e testemunham o poder do seu guarda-costas mais poderoso. Fiquem por perto para o episódio "O Mais Forte! Ledgic, o Guarda-Costas!"

terça-feira, 9 de julho de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 3: Os Derradeiros Extorçores! Imegga, o Planeta dos Mercadores

Este episódio não foi mau, mas mais uma vez não se encaixou naquilo que eu considero um bom episódio de Dragon Ball. A busca pelas esferas de estrelas negras pelo universo é reminiscente dos primeiros episódios da série, com Goku, Bulma e companhia nas suas aventuras. Contudo, esta busca pelo espaço sempre me fez alguma confusão. Como raio o Radar do Dragão iria conseguir captar a energia das Dragon Balls de estrelas negras se nunca as captou antes? Como poderia a Bulma ter configurado o aparelho para as poder encontrar, sendo que nunca as viu e de certa forma não podia modificar o radar? E quão bom é o alcance do radar para ser capaz de captar as esferas pelo espaço, sabendo que o Universo é... um oceano de estrelas?

Desculpa, Claude. Não volto a fazer referências a Star Ocean.

O terceiro episódio (intitulado "Os Derradeiros Extorçores! Imegga, o Planeta dos Mercadores") começa com Trunks perseguindo a Pan pela nave para tentar recuperar a chave dos controles principais. Ela recusa-se porque devolver-lhe a chave significava voltar para a Terra, então, para tramá-lo de vez, ela... coloca deixa cair a chave no interior da roupa. Mas que patifaria, hã?
Entretanto na Terra, Bulma tenta perceber de que parte da nave veio a peça que lhe caiu aos pés no fim do episódio anterior, acabando por perceber que vinha de um dos foguetes que controla a direcção da nave. Isso alarma-a, pois sabe o que isso quer dizer. Ao mesmo tempo, Chi-Chi está a estender a roupa em casa, e fica pensativa quanto à ida de Goku e Pan ao espaço, que já tinha sido há uma semana. Então eles todos sabem que a Pan partiu para o espaço e não estão minimamente zangados nem preocupados com ela? Bela família que a pequena tem...
No espaço, Pan está irrequieta com as limpezas, e enquanto passa a esfregona pela nave, ela distribui tarefas aos outros, para grande desagrado deles. Então, sentem um forte abalo, e quando vão ver à janela, reparam num dos foguetes da nave desaparecer no espaço. Goku e Pan ficam com cara de quem não percebe nada, enquanto Trunks fica em estado de choque. Não tarda para que mais abalos e pequenas explosões comecem a sacudi-los pelo espaço, pelo que têm de fazer uma aterragem de emergência.
Acabam por ir ter ao planeta mais próximo que encontraram, aterrando numa zona deserta, sem grandes problemas. Decidem então visitar uma cidade que está por perto, encontrando um grande mercado cheio de gente. É então que, segundo um mercador, o trio está no planeta Imegga. Trunks partilha a sua ideia de ficar num hotel e preocuparem-se com o conserto da nave no dia seguinte, quando são literalmente cercados por uma multidão de mercadores que lhes vendem tudo e mais alguma coisa, sem que eles sequer se lembrem de lhes pedir o que quer que seja. Quando Trunks revela que só precisam de peças para reparar a nave, a sua situação piora, pois todos os comerciantes vendem-lhes todos os tipos de peças e equipamentos electrónicos. O pior é que nenhum dos comerciantes aceita devoluções, e os custos são exorbitantes. Quer dizer... Pelo menos penso que são exorbitantes, pois em Imegga a moeda corrente chama-se Gamets, enquanto a da Terra, no universo de Dragon Ball, é Zeni. Já agora, como conseguiram eles pagar aquilo tudo se não tinham a moeda daquele planeta? Será que é válido pagar com Zenis? Quanto é que vale 1 Gamet em Zenis? Será que estes mercadores aceitam qualquer forma de dinheiro dos outros planetas? Neste caso, se Trunks tivesse sido esperto, teria inventado uma moeda (tipo com um botão, uma folha de papel com um desenho, qualquer coisa) e dito que é a forma de pagamento da Terra. Ou apenas pagava um Zeni a cada um dos mercadores e dizia que cada moeda valia 100.000 Gamets. Depois tinham de esperar que recebessem o troco e ainda ficavam com mais dinheiro. Mas não, aposto que deixaram estourar tudo que tinham... Mas pensando bem... Quem raio leva dinheiro para uma viagem pelo espaço?

"Levem-me de volta para a Terra! Já não aguento estes plotholes"

Escapando-se dos mercadores, o trio consegue chegar a um hotel, e alugam um quarto para passar a noite. O quarto é bastante luxuoso, e os três ficam aliviados por estarem a salvo dos extorçores. A Pan aproveita para ir tomar um banho, Goku vai ver o que há para comer e Trunks deixa-se cair na cama e liga a TV, apanhando uma notícia sobre um tal de Don Kia que está a ter uma audiência com o povo. É então que Pan fica alarmada com o facto de não conseguir fechar a torneira do chuveiro. Trunks salta da cama em direcção à casa de banho, mas não consegue continuar porque uma corrente o prendeu à cama. Entretanto, Goku sai disparado da cozinha, envolto numa avalanche de comida, completamente contente. Pan revela que existe um contador junto ao chuveiro, e não tarda para que eles encontrem mais contadores... na cama, no frigorífico da cozinha, na televisão, nos candeeiros, na ventoinha, nos relógios... em basicamente tudo no quarto. Trunks quebra a corrente e os três fogem do hotel para uma noite fria e chuvosa. Pan e Goku discutem, com ela a culpá-lo de tudo o que lhes está a acontecer, com um berreiro daqueles que é de quem está a pedir por uma valente galheta. Mas ela continua a queixar-se, até que por acidente cai no interior da casa de um pobre casal de alienígenas com dois filhos. Os três acabam por se abrigar na casa, e quando o casal está prestes a explicar o porquê de toda a gente naquele planeta querer fazer dinheiro, uma equipa de robôs surge, obrigando o casal a pagar o aluguer da casa. Como eles não têm dinheiro para o fazer, os robôs começam a desmontar a casa, perante o ar perplexo do trio. É então que o casal conta-lhes o que se passa com aquele planeta. Desde que Don Kia se tornou o soberano daquele planeta, as pessoas vêm pedindo-lhe empréstimos para poder pagar os alugueres. O problema é que com as taxas altíssimas, a maior parte das pessoas tem problemas em pagar as dívidas, e por isso muitos tentam fazer tudo por tudo para ganhar dinheiro.
Os robôs terminam o seu trabalho e vão-se embora, e Goku propõe dar-lhes uma lição e devolver as coisas ao casal. Mas eles recusam, porque uma rebelião contra Don Kia levaria apenas a que este largasse o seu exército pessoal. Os três amigos ficam entristecidos com o que se passa em Imegga, e no dia seguinte, quando voltavam para a nave, Pan pergunta-se se alguma vez as pessoas daquele planeta alguma vez poderão viver decentemente. Trunks responde que mesmo que lhes custe, eles nada poderão fazer contra isso, pois cada planeta tem as suas regras. É então que Pan lembra-se de perguntar se não haveria uma Dragon Ball naquele planeta, e quando Trunks vai a conferir, uma voz metálica assusta-o, deixando cair o radar. O aparelho cai junto de um estranho robô, que não perde tempo a engoli-lo. O trio fica alarmado, e Trunks tenta recuperar o radar, mas o robô recusa-se a fazê-lo, dizendo que o aparelho servia para lhe recarregar as energias. Quando o jovem o confronta mais de perto, Pan aponta para adiante, onde a nave deles está a ser rebocada.

"Parem com isso! Isto tem cada vez menos a ver com Dragon Ball!"

O robô acaba por escapar de Trunks, e este fica indeciso sobre o que fazer: persegui-lo ou ir atrás da nave. Acaba por ir atrás do pequeno esquivo robô, e após as suas fracas tentativas de o apanhar, lá lhe consegue deitar a mão. O episódio termina com os três a mirarem a nuvem de poeira que se forma no horizonte, provocada pelo reboque da nave. Infelizmente, ir atrás deles a voar não lhes passa pela cabeça, mesmo sabendo que o podiam fazer com grande facilidade.

Este episódio encerrou o primeiro VHS que saiu cá em Portugal. Sim, cada cassete tinha apenas três episódios, e depois de os ver, confesso que a minha vontade de continuar a ver não era assim tanta. Há várias falhas na história, inconsistências impensáveis... enfim, nada que nos dê vontade de continuar. Contudo, há uma certa curiosidade em saber como eles se vão desenvencilhar, ou como vão conseguir encontrar as Dragon Balls, agora que já não têm o Radar do Dragão, e talvez seja isso que vai fazer um verdadeiro fã da série continuar a ver os episódios. Por isso acompanhem-me no próximo post, em que vou falar do episódio 4, intitulado "Procurado! Goku é um Criminoso?"

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 2: Eu Sou a Líder! Pan Parte para o Espaço!

Antes de começar com a crítica ao 2º episódio de Dragon Ball GT, tenho de salientar umas coisas que me esqueci de falar no post anterior. Em primeiro lugar, eu escrevo estas críticas extensivas com base na versão original da série. Ou seja, não estou a cobrir a versão dobrada em português nem em qualquer outro idioma que não o japonês. E com isto, é natural que para quem conheça mais a versão portuguesa tenha algumas dificuldades em saber de quais personagens estou a falar, quando os seus nomes foram alterados nas séries anteriores. Por exemplo, em vez de referir uma certa personagem como "Coraçãozinho de Satã", refiro-me a ele pelo nome original, "Piccolo". Em vez de falar do "Hércules", eu prefiro falar no "Satan". E por muito embaraçoso que seja dizer o nome original da "Kika", tenho de ser justo e chamar-lhe "Chi-Chi". O mesmo acontecerá com o nome dos episódios, que é retirado do Dragon Ball Wiki e sujeito a uma tradução da minha autoria.
Em segundo lugar, sendo isto uma crítica extensiva, não posso deixar de parte as músicas da série. E se há coisa que eu não digo mal em Dragon Ball GT é das músicas de abertura e encerramento. A música de abertura Dan Dan Kokoro Hikareteku é fenomenal e traz uma excelente musicalidade que está mais do que à altura devida de uma série deste calibre. Até me atrevo a dizer que a própria abertura é superior à série. A música vem acompanhada com imagens de Goku, Trunks e Pan nas suas aventuras pelo espaço, e tais imagens continuam a ser exibidas até ao fim da série, mesmo sabendo que toda a busca dura até cerca de metade.
Por sua vez, a primeira música de encerramento, Hitori ja Nai também se adapta bem ao ritmo da série, conseguindo encerrar cada episódio com um bom tom, mostrando mais imagens dos nossos heróis pelo espaço, desta vez em momentos mais relaxados.
Com isto arrumado para o lado, eis que vos trago a crítica ao segundo episódio de Dragon Ball GT, intitulado "Eu Sou a Líder! Pan Parte para o Espaço!"

Confesso que este episódio é estranho. Como se não tivessem nenhuma outra ideia para aplicar, os criadores decidiram espetar com as ideias mais estapafúrdias que conseguiram arranjar. Basicamente, este episódio é toda a definição de enchimento de chouriços que conseguirem arranjar. E acreditem... isto ainda é o 2º episódio.
O episódio começa com uma limusina voadora aterrando à entrada da famosa empresa Capsule Corporation, sendo recebida por um grande número de funcionários. Quem sai do veículo não é nada mais nada menos que Trunks, o actual Presidente da empresa.

"Tudo o que sempre quis."
Aparentemente, nesta série, Trunks é um popular presidente da mais conhecida empresa do mundo. E pelos vistos está a fazer um excelente trabalho, já que todo o edifício pára só para o ver passar. Contudo, apesar de estar bem na vida e do respeito e admiração que tem, o jovem não está contente com tamanha responsabilidade, e logo que vê uma oportunidade, esgueira-se pela janela do seu gabinete e diverte-se a voar por entre as nuvens, rumo a um destino incerto.
Entretanto, em casa de Goku, Son Goten está ao telemóvel, combinando um encontro com, segundo a Pan, uma namorada nova. Nada a apontar aqui; no final da série Z, Goten já mostrava ser um Don Juan no que tocava a miúdas. Enquanto isso, Goku, Chi-Chi, Gohan e Videl falam acerca dos preparativos para a viagem pelo espaço numa nave construída pela Bulma. Goku continua de pé atrás quanto à ideia de ir, e até sugere usarem as Dragon Balls da Terra para mudarem todos para outro planeta. Ah, agora já te lembras que elas existem? É só quando convém, não é?
Mesmo assim, Videl e Chi-Chi concordam em que essa deva ser uma medida de último recurso, pois ninguém gostaria de deixar o lugar onde nasceu. Gostava de ver essa dedicação toda por parte das pessoas quando o lugar onde nasceram está em risco de desaparecer. Gohan decide ir com Goku na viagem, e ao saber disto, Pan oferece-se para ir com o pai, sendo recusada por todos, para desagrado da pequena.
Na casa de Bulma, temos o primeiro vislumbre da nave que os vai levar pelo espaço, que, nas palavras de Goku, parece um polvo. Apesar do tamanho considerável, só há espaço para três pessoas.
Entretanto, uma pessoa sai da casa, sendo logo observada secretamente por um estranho homem com um walkie-talkie e uns binóculos. É então que vemos e ouvimos uma descrição da pessoa que esse mesmo homem faz ao seu contacto: cabelo em pé, testa grande e de bigode. Mas que personagem de Dragon Ball encaixa nesta descrição? A sério que agora não estou bem a ver quem...

"Voltei, miúdas! Mais sexy que nunca."
O VEGETA? DE BIGODE? Mas quem foi o imbecil sem amor pela própria vida que se lembrou de dar um bigode a esta personagem? E logo um que o faz parecer uma estrela pornográfica. E aquele cabelo? O que raio de mal se passava com o cabelo dele para que o tivessem de dar um aspecto ridículo? Vá lá que ao menos não tenho nada contra o vestuário... Mas aquele bigode... Ugh!!!
Continuando. Tentando fazer-se de útil, Pan vai ter com Gohan e oferece-lhe ajuda, mas este recusa e diz-lhe para em vez disso ir ter com a mãe. Quando Pan vai ter com Videl, esta diz-lhe para ir ter com o pai. Enraivecida, Pan dá um pontapé na nave, causando o deslocamento de um dos propulsores (creio eu) da nave e uma amolgadela. Depois de ter tão pobremente emendado a amolgadela (colocando uma máquina qualquer a esconder) Pan decide ir dar uma volta, sendo seguida por Goku. Nenhum dos dois se apercebe do estranho homem do walkie-talkie, que aparentemente tem intenções de raptar a filha da Bulma, mas que por incrível que pareça não sabe sequer como ela é, confundindo-a com a Pan. Contudo, essa confusão não é importante porque Pan acaba por se ir embora a voar mesmo quando o homem a ia agarrar, acabando por deitar a mão a Goku. Apesar do chefe dele ficar zangado pelo homem ter capturado um rapaz, ambos os bandidos pensam se o pequeno não será algum filho ilegítimo da Bulma. Ora bem, o facto de haver um rapaz com uma ligação à Capsule Corporation não significa logo que seja familiar ilegítimo dos membros dessa empresa. Pode ser o filho de um funcionário ou de um familiar amigo. Mas estes tipos sabem sequer o que estão a fazer?

"Por favor, menina, eu queria efectuar a devolução deste VHS,
juntamente com esta criança."
O chefe tenta contactar com Bulma e exigir um resgate, mas a chamada cai antes mesmo que ela percebesse o que se está a passar. Enquanto isso, Pan vai visitar o seu avô Satan e desabafa com ele sobre o facto de todos a tratarem como uma criança. E... nada de mais. São cenas que servem apenas para ocupar mais minutos no episódio. Aliás, é sempre mais divertido ver Goku e um dos bandidos andarem na montanha-russa enquanto o outro tenta mais uma vez pedir um resgate. E a quem vai ele telefonar? Ao Vegeta. Escusado será dizer que as ameaças de morte ao pequeno não são levadas a sério, e o Bigodes desliga-lhe o telefone na cara. Por muito divertido que isso possa ser, uma coisa me fez confusão nesta cena: a atitude de Goku. Não estou a falar pelo facto de ele estar a confiar tão facilmente em dois estranhos; já sabemos que ele sempre confiou demasiado nas pessoas. Do que eu estou a falar é do comportamento acriançado dele. Tudo bem que ele agora é uma criança, mas a atitude e a personalidade dele deviam ser inalteráveis. Não é como se as memórias dele como adulto se tivessem perdido quando ele encolheu, ele ainda as manteve. E as experiências que o fizeram um adulto continuam bem vivas, por isso é que mesmo revertendo a uma idade mais jovem ele devia manter a sua maturidade e ter um comportamento mais adulto perante as situações. Detective Conan, por exemplo, teve a mesma premissa, embora em situações diferentes: o protagonista é transformado numa criança pelos vilões, mas a sua maturidade manteve-se. A diferença é que para evitar que a sua verdadeira identidade seja descoberta, ele tem de viver todos os dias como uma criança, comportando-se como uma para não dar nas vistas. Em Dragon Ball GT praticamente toda a gente sabe que Goku é um adulto no corpo de uma criança, logo não há razão nenhuma para ele ter de se fazer passar por uma. Pode não ser fácil dar uma personalidade adulta a uma criança, mas pelo amor da santa, até o Trunks com 8 anos parecia bem mais maduro que o Goku nesta série.
Prosseguindo. Ao fim do dia, os bandidos ainda têm esperanças de conseguir algum dinheiro, mas têm dificuldades em encontrar um telefone. Então Goku, prestável como sempre, apressa-se a carregar uma cabine telefónica pelo ar, aterrorizando os dois bandidos e fazendo-os fugir a sete pés. E nunca mais os iremos ver. É impressão minha ou até agora os únicos vilões de Dragon Ball GT foram ladrões de bancos e raptores? Certamente adversários formidáveis dos nossos heróis e grandes ameaças à paz mundial. Mal posso esperar para ver chegar os carteiristas e os Skinheads.
Entretanto, pela segunda vez, Trunks esgueira-se do seu gabinete para ir voar. E é com isto que me pergunto como raio é ele tão bem sucedido se passa a vida a fugir ao trabalho e aos compromissos. É que ele parece ser uma pessoa respeitável no mundo dos negócios, e com isso tem toneladas de trabalhos para fazer e uma agenda preenchida, mas decide deitar tudo isso para o lado, arriscando a empresa, para se divertir. Claro que essas escapadelas terão de acabar a uma altura, e é nesse mesmo dia que Trunks é apanhado por Vegeta, que não se surpreende com a atitude do filho. É então que descobrimos que a ideia de Vegeta é obrigar Trunks e Goten a acompanharem Goku na viagem pelo espaço, alegando que os dois estavam com falta de treino, e nenhuma das desculpas que os dois dão chega para o demover da sua decisão.

"Venham daí, rapazes. O meu bigode é demasiado bom para uma viagem destas."
É então que finalmente chega o momento da descolagem. Goku, Goten e Trunks estão prestes a embarcar quando o telemóvel de Goten começa a tocar e este fica a atender a chamada enquanto os outros sobem. Enquanto isso, Videl pergunta pela Pan, e Gohan aproveita o momento para apresentar à audiência a filha da Bulma e do Vegeta, a Bra. Lembram-se dela, não se lembram? Passou-nos quase completamente despercebida no final da série Z, e aqui, para que ela não fosse completamente ignorada, decidiram apresentá-la com a roupa mais sensual que lhe conseguiram arranjar. Isso vai compensar pelas cerca de cinco frases que ela vai dizer ao longo da série, não?
Goku e Trunks vão para a sala de controlo da nave (enquanto Goten tenta fazer-se perceber ao telemóvel) e qual não é o espanto deles quando encontram a Pan já lá sentada. E antes que eles se lembrassem de perguntar o que estava ela ali a fazer, a pequena pressiona o botão de descolagem e a nave parte imediatamente em direcção ao espaço, deixando o pobre do Goten para trás. E enquanto os outros olham aparvalhados a nave desaparecer ao longe, uma pequena peça cai aos pés de Bulma, deixando-a alarmada.

Como disse, este episódio foi muito estranho para mim. Ver personagens fora do seu contexto original foi um tanto complicado de engolir, mas tendo em conta que muito tempo se passou desde a série Z, não me posso queixar das mudanças que essas personagens sofreram. Ver o Vegeta de bigode foi uma tortura das grandes, mas felizmente que ele não o vai manter pelo resto da série. As peripécias de Goku com os bandidos não levou a nada, excepto a encontrar uma forma de encher vinte minutos de episódio, à falta de melhores ideias. Há quem se queixe dos fillers das outras séries, mas isto foi ainda mais desnecessário que essas situações.
Na próxima Crítica Extensiva, o nosso Trio Maravilha chega ao seu primeiro destino, num episódio intitulado: "Os Derradeiros Extorçores! Imegga, o Planeta dos Mercadores!"

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Crítica Extensiva: Dragon Ball GT - Episódio 1: As Misteriosas Dragon Balls Aparecem! Goku Volta a Ser Criança?

Quem não gostava de Dragon Ball quando cá estreou em Portugal? Quem era o petiz que não delirava com as aventuras de Son Goku e seus amigos na sua incessante luta contra as forças do mal? Vamos ser francos: não era para qualquer um, mas o anime foi um sucesso tal que gerou um culto de seguidores no mundo inteiro. Aqui, até universitários faltavam às aulas para ver Dragon Ball. Naquele tempo, havia um carinho e uma dedicação a esta série que hoje em dia já não se vê. Quando o último episódio de Dragon Ball Z deu na televisão, foi difícil acreditar que aventuras tão épicas tinham terminado. Foi o adeus a uma série que muito nos fez sonhar e muito nos ensinou. Claro que ao longo dos anos, os filmes e os episódios se repetiram vezes sem conta, mas já sabíamos que tudo aquilo tinha um fim, e era sempre doloroso quando o sentíamos aproximar-se.
Por isso o meu ânimo quando vi na televisão o anúncio do primeiro VHS de Dragon Ball GT.


A minha excitação sobrepôs-se à minha dúvida (por que estariam a lançar Dragon Ball GT em VHS em vez de o passar na TV?) e não descansei enquanto não pusesse as mãos na mítica cassete com a capa totalmente em preto, só mesmo se destacando o nome da série e nada mais, como que tentando não expôr nada que estragasse a surpresa.

"How much more black could this be?
And the answer is... none. None more black."

Mal eu sabia que ao comprar aquele VHS estaria a arriscar a minha crença numa das maiores séries de todos os tempos.
Acontece que só muito depois é que descobri que esta série não tinha sido criada pelo Mestre Akira Toriyama, e isso explicou muita coisa: a fraca história, as personagens fora de personalidade, os estranhos vilões, o número de episódios... E é exactamente no número de episódios que esta série mais me desiludiu.
O Dragon Ball original tem 151 episódios, e a série Z tem quase o dobro. GT tem... 64. E isto sem contar com o OVA que se passa 100 anos depois e que contradiz com coisas que acontecem na própria série.
Nestes posts, irei fazer uma crítica extensiva a cada um dos episódios de Dragon ball GT, resumindo-os e fazendo uma análise da história, das personagens, basicamente de tudo e mais alguma coisa. Cada post será de um episódio, e espero que não levem as minhas críticas a mal. É que sei que andam por aí fãs que adoram esta série.
Iniciemos então a crítica ao primeiro episódio, intitulado: "As Misteriosas Dragon Balls Aparecem! Goku Volta a Ser Criança?"

O episódio começa com a chegada de umas estranhas personagens ao palácio de Dende enquanto algo de muito estranho se está a passar no templo sagrado. Fortes explosões anunciam uma tremenda batalha que está a ocorrer entre Son Goku e Uub, como parte do treino que o primeiro tinha prometido no final de Dragon Ball Z. A luta é intensa e quase destrói o templo, mas isso não impede que as três estranhas personagens invadam-no, trepando incessantemente até ao topo... o que não faz quase sentido nenhum, uma vez que eles tinham voado até ali e em vez de sobrevoar o templo e aterrar num sitio mais seguro, decidem trepar pelos lados, sujeitos a levar com uma explosão em cima... o que acontece.
É então que descobrimos quem este trio é: nada mais nada menos que Pilaf e os seus dois capangas Mai e Shu. Lembram-se deles, quando eram vilões menores em Dragon Ball? Pois parece que eles voltam nesta série, e com o peso dos anos mesmo visível nos seus rostos. Os planos deles não mudaram desde as últimas vezes, pois os seus objectivos passam por encontrar as Dragon Balls de estrelas negras que se encontram escondidas nas profundezas do templo...
Esperem lá: Dragon Balls de estrelas negras?

Andavam eles à procura das outras, quando podiam ter tido estas logo todas juntas...
Certamente que todos vocês se lembram que as Dragon Balls que conhecemos têm estrelas vermelhas. Então de onde surgiram estas? Bem, segundo as pesquisas de Pilaf, estas Dragon Balls foram criadas antes da separação do Kami e do Piccolo Daimaoh, quando o seu poder estava no auge. "Por que raio elas não foram mencionadas antes", perguntam vocês? Sabe-se lá; os criadores desta série necessitavam de um plot device. 
Com uma facilidade tremenda, Pilaf e os outros encontram estas relíquias, e em vez de as levarem para longe do templo, decidem invocar Shenron logo ali, mesmo sabendo que cinco minutos antes estava a acontecer uma batalha tremenda que os podia dizimar num segundo.

Nem precisam de fazer facepalm. Ele fá-lo por vocês...
Entretanto, Goku e Uub terminam o treino, e o rapaz despede-se e decide regressar a casa. Depois de mais uma farta refeição, Goku decide partir também, até que vê uma luz estranha vinda de onde o Pilaf e os outros estão. Pilaf consegue chamar o Ultimate Shenron (que não é o dragão verde que estamos acostumados a ver na série, mas sim um vermelho... a única diferença entre ambos), mas quando se prepara para pedir o seu desejo, eis que a chegada de Goku o interrompe. Ao início, Pilaf não o reconhece, mas não demorou muito até se lembrar de todas as vezes que o nosso herói lhe estragou os planos. Num acto de raiva, Pilaf demonstra o quão gostaria que Goku fosse como a criança de antes para o poder esmagar como um insecto. O dragão entendeu isso como um desejo e em segundos transforma Goku numa criança, trazendo um dos maiores problemas de Dragon Ball GT. Esta foi a melhor coisa que os criadores desta série conseguiram arranjar para dar continuidade a um dos melhores animes de sempre? Pegar no nosso herói e fazer dele uma criança? Não é que ele já estivesse demasiado velho para continuar; a luta contra o Uub provou que ele encontra-se em plena forma. Eu consigo pensar em milhares de formas de continuar uma magnífica história destas, e não é necessário criar outras Dragon Balls, nem tornar ninguém criança. Enfim...
Após o "desejo" ter sido concretizado, o dragão vermelho desaparece, espalhando as Dragon Balls por todos os lados. E é aqui que dizemos adeus à gangue do Pilaf, pois eles não mais vão aparecer nesta série (tirando uma cena mais à frente). Belo desperdício de personagem.
Ao saber do sucedido, Kaio-Sama explica que a única forma de Goku voltar a ser adulto é reunir a Dragon Balls de estrelas negras e pedir o desejo ao dragão... Ou procurar as outras Dragon Balls, as de estrelas vermelhas, e fazer o desejo. Penso que isso seria mais fácil, considerando que, segundo o Sr. Popo, as Dragon Balls de estrelas negras espalham-se pelo Universo depois de realizarem um desejo. No entanto, não consideram a hipótese de reunir as outras uma única vez. Quando Goku se vê confrontado com a possibilidade de ter de viajar pelo espaço, ele simplesmente conforma-se com a sua situação e decide ficar pequeno. E mais uma vez, NINGUÉM se lembra que as outras Dragon Balls poderiam ser usadas. É incrível pensar que antes eles pensavam nelas a toda a hora, e agora nem se lembram da sua existência.
Depois de Goku se despedir de Dende e do Sr. Popo, a cena muda para uma cidade, onde um assalto a um banco está a decorrer. Coincidentemente, a mesma cidade onde o Mestre Muten Roshi aparece para se deslumbrar com as belas mulheres que por ali passam. Coincidentemente, a mesma cidade que tem um restaurante onde Goku está a comer. COINCIDENTEMENTE, a mesma cidade onde a Pan está a ter um encontro. Quem disse afinal que não há coincidências, hã?
Bem, a Pan e o "namorado" decidem ir ver um filme, mas devido ao assalto, não os deixam passar. Enraivecida, ela avança para travar os assaltantes, acabando por se encontrar com Goku, que também aparece na cena do crime para tratar das coisas. Nenhum dos dois reconhece o outro, e Goku pouco ou nada consegue fazer, enquanto vê Pan dar cabo dos assaltantes. O rapaz que estava com ela fica tão aterrorizado com a força dela que a deixa pendurada. No meio daquilo tudo, Muten Roshi aparece, sendo reconhecido por ambos os jovens. O velhote faz uma festa tremenda ao reencontrar-se com o seu antigo aluno, e Pan recebe um choque ao perceber que o seu avô virou uma criança mais pequena que ela.

"Não penses que te vou mudar a fralda, como fizeste comigo!"
Em casa de Goku, Chi-Chi está destroçada por ver o marido em criança, e jura a pés juntos que ele fez aquilo para a irritar. Não tarda para que Kaio-Sama contacte Goku e lhe diga algo muito alarmante: caso não encontre as Dragon Balls de estrelas negras e as reúna no prazo de um ano, o planeta em que foram usadas explodirá. E com o ar de choque de todos os ocupantes da sala, o episódio termina.

Não posso dizer que este episódio foi mau, mas não esteve à altura de uma verdadeira continuação de Dragon Ball Z. Foi apenas o primeiro, e grande parte das personagens não apareceram ainda, por isso não podemos dizer o quanto as suas personalidades mudaram em relação à série anterior. O ambiente não esteve mau, e a luta inicial esteve bem fiel aos combates da série anterior. A nível artístico, nota-se uma certa melhoria nos desenhos das personagens, o que chega a ser impressionante, tendo em conta que Dragon Ball GT estreou em 1996.
No próximo episódio: "Eu Sou a Líder! Pan Parte para o Espaço!"

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Zico o cão que causou revolução


Antes de começar com este artigo de opinião quero deixar aqui algumas questões bem claras, não vão algumas pessoas impulsivas ou pouco civilizadas começar-me a atribuir o estereótipo de "desumana".

1º) Eu gosto de animais. Gosto mesmo. O meu animal favorito aliás é o cão, criatura que se bem treinada e educada poderá tornar-se num companheiro para a vida;
2º) Apesar de em caso de assassinato ser a favor da pena de morte, eu dou valor à vida humana;
3º) Defendo os direitos dos animais, mas dou bastante valor à vida humana;
4º) Para mim quando um animal supostamente doméstico, comete assassinato, naturalmente de acordo com a lei deve ser abatido, ou pelo menos afastado da sociedade humana. 

Creio que com este último ponto toda a gente já perceba daquilo que vou falar aqui.
Há semanas atrás um bébé de 18 meses foi morto por um Pitbull de nome Zico. Aparentemente o bébé entrou na cozinha às escuras onde o cão estava a dormir, tropeçando no animal o que o terá levado a atacar a criança. Pouco depois o bébé morreu no hospital e o cão foi levado para abate. O porquê de ainda não terem responsabilizado o dono do cão e os pais do miúdo, isso vai além da minha compreensão.
Por alguma razão isto levou a que fosse elaborada uma petição contra o abate deste cão em particular. Dantes ninguém deu muita importância a casos anteriores a este, em particular com os casos de dogues argentinos que atacaram várias pessoas em Portugal neste Verão. 
Analisemos o que diz na petição: 


"Esta petição tem como objectivo lutar contra o abate do cão "Zico" que atacou uma criança em Beja e de todos os outros "Zicos" espalhados pelo país... 

Um cão que nunca fez mal durante 8 anos e atacou é porque teve algum motivo. 

O abate não é solução! Nestes casos há que investigar o que causou a reacção do cão (foi provocado/não está a ser bem tratado/etc) e pode optar-se pela reabilitação/treino do cão! 

Se não se abatem pessoas por cometerem erros, por roubarem, por matarem...então também não o façam com os animais! Eles também merecem uma segunda oportunidade! 


POR CADA VIDA PERDIDA DEVIDO AO ATAQUE DE UM ANIMAL, VÁRIAS VIDAS SÃO SALVAS POR ANIMAIS!!! 


Os signatários"

Mal acabei de ler este discurso resolvi que não vou ser das pessoas que vai assinar cegamente esta petição "por amor aos animais"... Aliás as motivações por detrás desta petição incomodam-me seriamente  porque ao contrário de muitos dos defensores deste cão, eu não esqueci o que está em causa: A MORTE DE UM SER HUMANO! Muitas pessoas parecem ignorar o facto de este cão ter morto uma criança de forma violenta. A impressão que me deu ao ler muitos dos comentários que vão pela petição é de que a vida humana vale menos do que a vida de um animal.
Não sou ninguém para realizar esse tipo de julgamento, mas creio que um pouco de amor à própria raça ficaria melhor a essas pessoas.

"Nestes casos há que investigar o que causou a reacção do cão (foi provocado/não está a ser bem tratado/etc) e pode optar-se pela reabilitação/treino do cão!"

Mal cheguei a esta parte na petição não consegui evitar achar completamente ridículo o facto de estarem a tentar humanizar um animal irracional. Chamo também a atenção para o facto de o dito cão ter 9 anos! 9 anos num cão não é a mesma coisa que 9 anos num humano. Não dá para encostar o cão à parede e ralhar-lhe até ele perceber que fez mal. Um cão de 9 anos não se treina como se treina um cachorrinho. 
Os cães, como qualquer animal irracional, agem por instinto quando se sentem ameaçados. Sendo animais irracionais, não têm noção das consequências dessas ações impulsivas. Acaba por ser tão perigoso como quando, por exemplo, um ser humano faz algo horrível, mesmo tendo plena noção da maldade que faz. Uma ação que acabe em assassinato, quer tenha sido feita racional ou irracionalmente é PERIGOSA.
E essa desculpa de o cão não ter feito nada durante 8 anos e ter feito com algum motivo... Qual motivo?! Agiu por instinto, como qualquer animal irracional age e por causa disso perdeu-se a vida de uma criança!
Saliento que neste caso estamos a falar de um Pitbull (que aliás nem é de raça pura). Há determinadas raças de cães que precisam de mais treino do que outras para poder conviver com um ambiente familiar. Para um cão destes se poder adaptar na sociedade, tem que existir muito treino e muita dedicação da parte dos donos. Um Rottweiller, por exemplo não é cão que dê para todos. Esse tipo de raças precisam de muita dedicação e caso esta não exista, podem-se tornar em raças perigosas.
É o que se vê com este caso. Um animal doméstico que faz mal a um ser humano ou a outro animal doméstico, automaticamente deixa de estar apto para viver em sociedade. Ou é abatido, ou afastado da sociedade. Um cão não se consegue reabilitar como se de um ser humano se tratasse. Parem de tentar humanizar um animal irracional!

"POR CADA VIDA PERDIDA DEVIDO AO ATAQUE DE UM ANIMAL, VÁRIAS VIDAS SÃO SALVAS POR ANIMAIS!!!"

... Desculpem lá mas que raio acabei eu de ler?! Esta frase surgiu completamente fora do contexto do que está em causa. Ah e sabem porque é que há animais que salvam várias vidas? Porque são treinados para esse propósito! Estão-me a tentar dizer que caso este cão seja salvo vai acabar ainda por salvar várias vidas? É preciso lembrar-vos que se trata de um animal irracional que MATOU UM BÉBÉ?!
Bom, no meio de tanta revolta todos já se devem perguntar se eu sou a favor do abate deste cão, ou não. Pois bem: é-me indiferente! 
O que muitas das pessoas que assinam esta petição não compreendem é que o abate não é feito cegamente sem julgar o cão. É feito sim como uma medida de segurança por forma a evitar que o animal perigoso em questão não volte a repetir o ataque a um ser humano.
Caso a vida deste cão seja poupada, sinceramente espero que vá parar às mãos de alguém que tenha noção do tipo de animal com o qual está prestes a lidar.
Para terminar, deixo aqui uma questão para reflexão: vocês deixariam os vossos filhos com uma pessoa se soubessem que a mesma tinha cometido atos de pedofilia? Deixavam-nos com uma pessoa que sabiam ter morto alguém? Deixavam-nos com uma pessoa que fosse esquizofrénico e tivesse um grande historial de atos violentos?
Seriam mesmo capazes de deixar algum dos vossos filhos aproximar-se de um animal perigoso? Um animal que tivesse morto uma criança parecer-vos-ia um animal em que pudessem confiar?
Isto faz-me lembrar aquelas situações "engraçadas" no zoo, nas quais uma criança brinca perto duma jaula envidraçada de um leão ou de um tigre, o animal do outro lado do vidro anda em volta da criança a tentar agarrá-la e abocanhá-la, e os pais apenas se riem porque "não há perigo". E se o vidro se partisse? Também se riam? Tenham noção de que o perigo é real e ainda pior tratando-se de uma criança.

Aliás, como reagiriam se fosse a vida do vosso filho que fosse tirada por este cão? Teriam a pena que têm dele agora? Ficariam com um animal, que vos tivesse tirado algo de precioso nas vossas vidas? Ou iriam vocês mesmos tratar do abate do animal?

Aos que apoiam a salvação deste cão, vale a pena reflectir sobre esta questão: se fosse com vocês, reagiriam como estão a reagir agora?

@Sara Sampaio