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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Arbitrage

Nunca fui um grande fã de drama, apesar de apreciar quase todo o tipo de género cinematográfico. No entanto, se tiver de escolher, opto sempre por um bom filme de acção, aventura ou terror. Sei que com isso posso estar a perder grandes filmes com boas histórias ou personagens, mas para mim o que define um bom filme é a reacção que nos provoca enquanto o vemos. Por vezes não conseguimos entender um filme à primeira, e pode ser necessária uma breve reflexão ou uma conversa com o grupo que nos acompanhou durante o filme para tentar perceber o que afinal acabou por acontecer. Foi o que aconteceu no fim de tarde de Sábado, na sala 2 de cinema do Dolce Vita de Vila Real quando eu, a minha namorada e o primo vimos o filme "Arbitrage" (A Fraude), com Richard Gere.



Mais uma vez digo que se tivesse outra alternativa teria escolhido outro filme (e as minhas escolhas cairiam entre o "Looper" e o "Premium Rush", conhecido aqui como "Encomenda Armadilhada"), mas questões de horário levaram-nos a seguir o rumo deste drama, tendo-nos deparado com uma pequena sala de cinema e um total de menos de dez pessoas, incluindo nós.
Para quem só vai ao cinema ver filmes de "tiros" e explosões, este filme não é recomendável. Para quem está à espera de grandes cenas de acção, ou de um clímax cheio de emoção, pode esquecer este filme. Se, pelo contrário, uma história envolvente é tudo o que é preciso, então este filme é recomendável. Não obrigatório, mas recomendável.
O meu problema em explicar este filme vem do facto de não ser uma pessoa de negócios, nem mesmo perceber algumas das coisas que foram acontecendo ao longo do enredo. O filme não começa pelo princípio, uma vez que ficamos rapidamente a saber que a personagem Robert Miller (interpretada por Richard Gere) é um homem de negócios bem sucedido que, devido a um mau investimento pode vir a ser acusado de fraude, e então faz de tudo para encobrir tal acontecimento. Por um lado, é um homem visto como um filantropo, um homem de bem, com uma grande família, amado e respeitado por todos. Por outro, este aspirante a " Sr. Perfeito" esconde uma amante (interpretada por Laetitia Casta) e o mau investimento que pode pôr a sua família em risco de perder tudo.
Tão depressa vemos esta personagem na mó de cima, como o vemos a deteriorar-se ao longo do desenrolar do enredo. Enquanto faziam uma escapadela a meio da noite, Robert e a amante Julie têm um grave acidente de carro, que acaba por matá-la. Robert fica ferido, mas esse torna-se no menor dos seus problemas quando o carro subitamente explode, carbonizando o corpo de Julie. Desesperado, o milionário entra em contacto com Jimmy Grant, o filho de um falecido amigo (interpretado por Nate Parker) e pede-lhe ajuda para escapar da cena.
Claro que Robert não tarda a ser interrogado pelo detective Bryer (interpretado por Tim Roth) e constituído principal suspeito no caso da morte de Julie. Com tudo isto, o pobre do Jimmy é arrastado para uma rede de mentiras que podem comprometer o seu futuro, e a filha de Robert, Brooke Miller (interpretada por Brit Marling) acaba por descobrir acerca dos esquemas do pai. Durante o filme vemos Robert afundar-se nas consequências dos seus actos, e arriscando-se a perder tudo o que tem.
Não nego que é necessário ter alguns conhecimentos acerca do mundo dos negócios e estar muito atento aos acontecimentos que se vão desenrolando e às conversas entre as personagens. O filme acaba de uma maneira tão abrupta que ninguém está à espera, e espectadores mais desatentos irão ficar com uma cara de "Mas então acaba assim?" Mas se o espectador estiver atento vai perceber que o filme acaba respondendo a todas as perguntas, ficando sem motivos para continuar.
Como um filme dramático, resulta bem. Tem um ritmo bom, as personagens possuem personalidades distintas e o enredo acaba por ser envolvente, levando-nos a querer saber do futuro das personagens. Não é o melhor filme de 2012, mas decerto uma boa aposta para quem gosta do género e quer passar um bom bocado.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Balas & Bolinhos - O Último Capítulo

Antes de passar à análise do filme citado no título deste post, há-que explicar o porquê de mais de um ano de inactividade neste blog. Acontece que obrigações académicas interpuseram-se no caminho, e pouco ou nenhum tempo tivemos para preparar posts com análises, observações ou opiniões. Felizmente, agora encontro-me mais liberto para poder dedicar mais tempo às coisas que gosto, incluindo este blog.
Bem, terminadas as explicações, vamos ao que interessa.


Ontem à tarde tive o prazer de me sentar na maior sala de cinema do Parque Nascente, em Gondomar, para me regalar com o terceiro capítulo de uma trilogia que conquistou audiências pelo país inteiro. Não é de negar que Balas & Bolinhos tornou-se num autêntico fenómeno cinematográfico em Portugal desde a sua estreia em 2001. Era um filme simples, quase sem história, em que quatro amigos se juntam e planeiam aquilo que esperam ser o melhor assalto de sempre. E é apenas isso. Não é nenhuma obra prima, não é nada merecedor de um Óscar, mas funciona como filme. O quarteto encaixa perfeitamente, e é esse o segredo para o sucesso destes filmes. O Tone (interpretado por Luís Ismael) é o cérebro do grupo, o homem que planeia os esquemas. O Rato (Jorge Neto) é um hiperactivo cuja gargalhada velhaca e o palavreado impulsivo são o alvo de galhofa quase certa. O Culatra (J. D. Duarte) é o playboy do grupo, gabando-se das "gajas" que já "comeu" e fazendo todos os possíveis para engatar o máximo possível. Por fim, o Bino (João Pires) é o drogado do grupo, cujo facto de já nem conseguir articular uma palavra é compensado pelas inúmeras palhaçadas que faz ao longo dos filmes. Com um grupo assim, como poderão as coisas correr mal?
O primeiro Balas & Bolinhos surgiu em 2001 pela mão da Lightbox, e foi bem recebido, apesar do seu pouco enredo e pouca duração. Palavreado rude e obsceno não faltou, e foi essa a fórmula que resultou no sucesso. Tal sucesso valeu-lhes um regresso em 2004 com "Balas & Bolinhos - O Regresso", com uma produção maior, mais apoios, um elenco maior de personagens e, o mais importante, uma história sólida e coerente. Aqui não eram só os palavrões que prevaleciam, mas também a emoção da aventura que o quarteto estava a viver. Acreditando ter em mãos o mapa para um tesouro de valor incalculável, Tone e Companhia viajam por montes e vales, enquanto são perseguidos por três ciganos que querem recuperar o dinheiro que o Rato lhes deve. Para mim, este filme tornou-se uma grande conquista e uma evolução depois do primeiro. Por isso as minhas grandes expectativas quando na tarde de ontem me sentei diante do grande ecrã e assisti à terceira parte desta trilogia. E apesar de ter achado o filme muito bom, a conclusão a que cheguei enquanto pensava nele durante o caminho para casa foi: não superou "O Regresso".
Uma das coisas que eu não gosto é de ser induzido em erro por algo visto pelos meus próprios olhos, e o trailer deste filme fez isso mesmo. Quando vemos o trailer de um filme, normalmente tiramos uma ideia daquilo que esperamos que o filme tenha, tanto em termos de história como de personagens, entre outros aspectos. E o trailer que vi (ou posso considerar um teaser neste caso), induziu-me em erro num dos aspectos que nunca foi explicado. Já irei falar disso.
Um dos grandes problemas deste filme é o facto de ser completamente irrealista de uma ponta à outra. Sim, leram bem. Irrealista. É incrível a quantidade de coincidências que existem neste filme, a quantidade de conveniências e a quantidade de coisas inexplicáveis que tornam o filme impossível. E acreditem quando digo que o trailer é exímio em induzir-nos em erro algo que supostamente vai ser explicado, mas que no filme nunca o é. Falo do cigano Mourito (interpretado por Pedro Carvalho).
Quem viu o segundo filme sabe perfeitamente o que aconteceu ao trio de ciganos que perseguia Tone e Companhia pelas montanhas. Foram liquidados, de um modo bastante anti-climático, por três tiros de pistola e um de caçadeira. Claro que tal não foi mostrado, mas custa a acreditar que tenham sobrevivido. Mas acontece que o Mourito aparece neste filme, ainda atrás do Rato por causa do dinheiro que este lhe deve, e em nenhuma altura é explicado como sobreviveu no filme anterior. Os protagonistas nem ficam espantados pelo aparecimento dele. Já saberiam que ele não tinha morrido? Nada é explicado.
Quem viu o teaser lembra-se perfeitamente da parte em que uma mão aparece no chão à beira de uma auto-estrada, e cenas depois o rosto sério de Mourito aparece à chuva, indicando o seu regresso. Acontece que, depois de ver o filme, ficou constatado que a mão pertencia ao Rato, que se tinha atirado para fora do carro onde ia para fugir de um grupo de índios. Foi uma das desilusões pelas quais me deparei.
A história principal... Bem, devo dizer que tenho um problema com a história principal: por várias vezes esquecia-me da sua existência. Isto porque o filme insere sub-histórias menos importantes pelo meio, mas que duram tanto tempo que acabamos por esquecer que o objectivo do quarteto é encontrar uma mala com dinheiro que o Rato e o falecido companheiro Bifes roubaram, assim como o Tone usar a sua parte do dinheiro para arranjar um fígado novo ao pai (interpretado por Octávio Matos). Sub-histórias essas que incluem a dívida que o quarteto tem para com Mourito, a polícia procurar por Culatra pelo facto deste fazer-se passar por médico, a perseguição dos índios ao Rato para que este case com a filha do chefe deles (interpretado pelo Jaimão) e as capacidades inatas do Tone para o Kung Fu, reveladas logo no início do filme. O maior problema em terem inserido estas sub-histórias foi que elas não têm nada a ver com o enredo principal. Existem apenas por existir, e nunca são concluídas, o que acaba por desapontar.
É parcialmente desnecessária aquela introdução do Tone no início do filme, mostrando o seu Kung Fu para um grupo de bandidos chineses. Digo parcialmente porque mais tarde no filme ele usa tal mestria para combater contra um chinês que deseja efectuar um negócio ilegal contra o suposto vilão da história, um homem chamado Tito, que é o dono de uma empresa de fogos de artifício e o assassino do Bifes. Mas voltando a introdução, o que a torna completamente desnecessária é o facto de nunca ser explicado onde e com quem ele aprendeu Kung Fu, assim como nunca é explicada a sua fluência em chinês. Julgava eu que a história nos fosse levar para um combate contra a máfia chinesa, por exemplo, mas pelos vistos a presença de Jing Mai (interpretado por Jason Ninh Cao) não só foi rápida como não teve peso nenhum nos objectivos do Tone.
Há momentos hilariantes no decurso da história, como o casamento forçado do Rato com a filha do chefe dos índios, tendo o Tone como padre, ou o momento em que o Rato é quase violado por um cigano com nome de cão que espalha com grande javardice bocados de frango da boca, ou o aparecimento do irmão do Tone (interpretado por Francisco Menezes) como um travesti, numa cena em muito baseada na dança do filme Who Framed Roger Rabit. São momentos que nos asseguram grandes gargalhadas, mas que pecam por nos desviar daquilo que realmente importa. A coincidência reina em todo o filme, quando os membros conseguem encontrar-se assim do nada. Como exemplo: o Bino rouba um veículo motorizado a um homem e enquanto foge dá de caras com Culatra, que está a fugir da polícia por ter sido apanhado a fazer-se passar por médico. Os dois conseguem escapar e acabam por atropelar o Rato, quando este ia a fugir dos ciganos. Quem disse que não há coincidências?
No fim, e pela primeira vez em três filmes, o quarteto consegue os seus objectivos. O pai do Tone consegue um fígado novo, e os restantes gozam a boa vida que finalmente conseguem ter, para no fim serem perseguidos por todas as pessoas que os procuraram ao longo do filme.
Com tudo isto, perguntam-me: o filme é mau? Absolutamente que não. Gostaste do filme? Bastante. Juntei-me ao coro de inúmeras gargalhadas que encheram a sala de cinema durante a tarde de ontem, e devo dizer que, apesar das muitas falhas, foi uma tarde bem passada. Para mim, os problemas que este filme comporta tornam-no inferior ao segundo filme. Pudessem interligar as sub-histórias com o enredo principal e teríamos uma história bem interessante e digna de um dos melhores filmes de 2012.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Os 10 episódios mais assustadores de “Courage the Cowardly Dog”


Hoje resolvi fazer uma pequena referência a uma das séries televisivas que mais marcou a minha infância, nos anos em que eu ainda suportava o Cartoon Network. Estou a falar da conhecida série de humor negro e surrealista “Courage the Cowardly Dog”, ou como é conhecida em português do Brasil “Coragem, o Cão Covarde”. Apesar de esta série nunca ter sido dobrada para Português de Portugal, eu e alguns amigos tornámo-nos fãs das aventuras do cão mais cobarde de sempre, a seguir a Scooby-Doo.

Recheado de humor negro, terror e surrealismo, esta série revolve em torno do cão Courage (Coragem, em brasileiro), e dos seus donos: Muriel Bagge, uma senhora escocesa, amorosa e bastante cabeça-de-vento, e Eustace Bagge, um campónio resmungão e avarento, que faz a vida negra ao pobre Courage, ironicamente acabando sempre por ser salvo por ele. Esta família é constantemente visitada por monstros, fantasmas e entre outros estranhos intrusos, e sempre que tal acontece, Courage tem que dar a volta aos seus medos e provar que até os maiores cobardes podem ser grandes heróis.

Esta série recebeu uma série de críticas positivas, no entanto ficou também famosa por ter provocado alguns pesadelos nas crianças mais pequenas. Por vezes o tipo de humor negro utilizado ia longe demais, e algumas crianças ficavam um pouco impressionadas com as cenas mostradas pelas imagens. Apesar de o medo das pessoas variar, resolvi eu mesma fazer um top de episódios que mais me assustaram ou impressionaram enquanto eu crescia a ver esta série.

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# 10 “Heads of Beef”

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=gmYVaMZD_1o&feature=related

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=Hsj1CLeKxbE&feature=channel_video_title

O episódio começa com Muriel cheia de febre, e demasiado doente para fazer o jantar do “sempre-rabugento” Eustace. O campónio resolve então ir comer fora arrastando com ele o pobre Courage. Os dois chagam a um restaurante, onde um porco (com umas pernas demasiado finas para o corpanço que tem) os atende ao balcão e lhes serve uns hambúrgueres. No entanto o ambiente torna-se um pouco arrepiante, devido a uma misteriosa cave para onde os clientes se dirigem depois da refeição, e das intenções suspeitas demonstradas pelo empregado.

O que mete medo: Coloquei este episódio muito em baixo da lista, porque o mais provável é a pessoa rir-se no final do episódio por ter pavor de uma coisa que no fundo não metia tanto medo como parecia. O episódio desenrola-se ao estilo de um thriller, fazendo com que as acções do porco que serve ao balcão e da sua esposa pareçam suspeitas aos olhos do espectador. Algumas partes podem até deixar a pessoa de olhos esbugalhados. Uma conversa que Courage espia deixam as pessoas receosas pela vida do cãozinho.

A razão pela qual eu pus este episódio no meu top, é pelo facto de este conseguir criar um ambiente com alguma tensão, onde para a pessoa que assistir pela primeira vez tudo e mais alguma coisa poderá acontecer. Assim que chegar o fim do episódio, bem… vejam por vocês mesmos.

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#9 “Shirley the Medium”

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=v1Ev_uHuPNU&feature=channel_video_title

Link para o episódio em Espanhol:

http://www.youtube.com/watch?v=i-1ZbDSAOh8

Enquanto procura pelo ió-ió, Courage encontra uma caixa misteriosa, que pertenceu ao irmão falecido de Eustace. Este resolve logo abrir a caixa, visto que ela contém a fortuna deixada pelo seu irmão perecido, mas como não tem a chave não consegue. Então com a ajuda se Shirley, uma Chiuaua com habilidades de médium, Eustace pretende contactar o irmão de modo a descobrir onde se encontra a chave. Mas será que a caixa guarda apenas dinheiro no seu interiror?

O que mete medo: As consequências que se seguem ao abrir da misteriosa caixa são o que qualquer indivíduo recebe por castigo ao perturbar os mortos. Por vezes certos assuntos ficam melhor se ficarem pela cova, do que se forem desenterrados. A forma como a médum estabelece ligação com o mundo dos mortos, como se ela fosse uma espécie de telemóvel em altifalante, é um pouco esquisita, pois é como se o morto do outro lado estivesse a usar o corpo de um ser vivo para falar com os vivos… O que de facto está a fazer! Apesar de não possuir crenças específicas, casos desses dão-me sempre um arrepio interno, e fazem-me perguntar se quem morre se vai realmente embora ou não. Certo é que dentro da caixa está uma lembrança deixada pelo irmão de Eustace… que parece dirigida especificamente ao seu avarento irmão

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#8 “The Demon in the Mattress”

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=kH8zMunLGBk&feature=related

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=wgf9Wr9W7BY&feature=channel_video_title

Muriel queixa-se do colchão da sua cama, até que Eustace aproveitando um anúncio do jornal relativo a um “colchão especial” convence-a a fazer uma encomenda. Após o dito colchão ter sido entregue por dois ratos arrepiantes, Muriel resolve relaxar no seu novo colchão, e então o que Courage temia acontece: Muriel é possuída por um demónio que vinha junto com o colchão. A única forma de libertarem Muriel, é através de um exorcismo.

O que mete medo: Não é necessário pôr em evidência o filme ao qual este episódio faz referência pois não? Apesar de ser engraçado para os fãs do filme não deixa de ser um tanto arrepiante. A razão pela qual pus este episódio na lista é devido ao filme a que faz alusão e cujas cenas são parecidas: a cabeça a girar (e a cair, neste caso), o vómito, e a ironia arrepiante do espírito enquanto o tentam tirar do corpo possuído.

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#7: Queen of the Black Puddle
Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=-CggfOR1fBk&feature=related

Link para o episódio em BR:

http://www.youtube.com/watch?v=v4oCeS5eP0A

Uma misteriosa mulher começa a assombrar a casa dos Bagge, após uma tempestade de chuva, costumando ascender do cimo de poças de água. No entanto quando a mulher começa a seduzir Eustace, fica visto que dali não pode sair coisa boa.

O que mete medo: A mulher aparece em todos os sítios onde houver uma mísera de uma gota de água. Aparece inclusive sobre a forma de uma gota de água. A capacidade da mulher em assombrar Eustace é arrepiante. Qualquer espectador assustadiço não se aproximaria da água durante uns tempos depois de ver o episódio. O melhor é que o campónio não é a primeira vítima da rainha da poça negra: ela, tal como uma sereia, seduz os homens para os arrastar para o fundo do mar (ou de um reino subaquático neste caso) e devorá-los. Tem inclusive uma colecção de esqueletos no pátio do seu palácio, o que dá para imaginar o sofrimento dos milhares de pobres coitados devorados pela boca gigantesca da rainha da poça negra.

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#6 Night of the Weremole

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=kyku_gTPizM

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=2f6vwgTMkc4

Muriel é mordida por uma toupeira diabólica, acabando por se tornar ela mesma numa toupeira diabólica. Courage tem que encontrar uma solução que a volte a tornar em humana… antes que ela acabe por contaminar as restantes pessoas em seu redor.

O que mete medo: O episódio em si parece a abertura de um filme de terror. Vemos Muriel sossegadinha a apanhar cenouras da horta, quando um coelho se junta a ela. Quando ela desvia a cabeça para procurar uma cenoura para lhe dar, o pobre do bicho é apanhado e comido vivo por uma toupeira de dentes aguçados. Segue-se um moneto de sossego, com a velhota a chamar pelo coelho quando do nada… CRUNCH! Surge uma boca gigantesca que quase lhe devora a mão. E neste episódio vão haver muitos saltos de susto, e muitos receios pela vida pás personagens. Até pelo Eustace, cuja arma é… um martelo com o dobro do tamanho dele! É arrepiante quando Courage tem que procurar a toupeira que mordeu Muriel… disfarçado de coelho.

Já podem começar a tremer pelo cãozinho…

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#5 Everyone Wants to Direct

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=GLq9AiLw0dE

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=Ebg45Q57iDM&feature=related

Um homenzinho estranho chega a casa dos Bagge, afirmando pretender fazer um filme de zombies na cave da casa. No entanto ao pesquisar pelo perfil do homem em questão, Courage descobre que a intenção do realizador não é só fazer um filme… mas juntar mais uma vítima à sua lista.

O que mete medo: Ora bem, o filme que se pretende fazer é relativo a dois zombies que ascendem da sua sepultura quando os planetas se alinham numa noite de lua cheia, e resolvem procurar por carne humana para comer. Agora imaginemos que a casa dos Bagge foi construída sobre um antigo cemitério, que temos a gordinha Muriel amarrada à mercê de dois zombies famintos, enquanto uma câmara filma a cena toda… Sim, estão a imaginar não estão? Se não o link está já lá em cima!

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#4 The Shadow of Courage

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=IoVE5kIlt_0

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=5qckm5Ohmbw&feature=mfu_in_order&list=UL

Um cientista arrogante morre numa noite, e a sua sombra liberta-se do corpo, assombrando os habitantes de Nowhere, indo eventualmente parar à casa do cão mais cobarde da zona. O que se segue para a família Bagge é uma noite escura, recheada de vários sustos.

O que mete medo: Imaginem o que é andar um desconhecido, neste caso uma sombra desconhecida a andar pela vossa casa a pregar-vos sustos de morte durante a noite toda. O pior te tudo é que é uma sombra malvada, uma espécie de poltergeist. Não sabes como expulsar a coisa de vez nem estás à espera do próximo susto. Seria um pesadelo tanto para crianças como para adultos.

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#3 The House of Discontent

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=reCPqQt4S7Y

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=_h4hTBOvmtc

Numa noite a família Bagge é visitada por um espírito que pretende que eles saiam das suas terras por não conseguirem plantar nada nas mesmas. Com apenas cinco minutos restantes, o que poderá Courage fazer para salvar o casal Bagge?

O que mete medo:

1) O início do episódio, que se baseia no estilo “Amityville” ou “Paranormal Activity”

2) As portas a baterem constantemente

3) A cozinha que a uma altura parece o quarto das crianças de “Poltergeist” o primeiro filme

4) Toda a comida da cozinha que faz um mosh para cima de Muriel para a uma altura a… devorar?

5) A voz do actor Fred Melamed

6) A personagem que o mesmo interpreta

Creio que está tudo dito com esta enumeração.

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#2 King Ramses' Curse

Link para o episódio em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=aAHQg-PSxVk&feature=related

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=WBdgeRaVmd0

Courage encontra uma pedra misteriosa enterrada no quintal da sua casa. Não demora muito para que os Bagges descubram que a pedra valiosa foi roubada do túmulo do rei Ramsés. Eustace recusa-se a devolver a pedra, enquanto não receber um milhão de dólares. E é então que a maldição bate à porta da família Bagge…

O que mete medo: Penso que a imagem respondeu às vossas perguntas, mesmo assim faço questão de explicar. Este é provavelmente um dos episódios mais populares da série, e é considerado um dos mais assustadores. Eu mesma apanhei alguns pesadelos quando vi este episódio pela primeira vez aos 9 anos de idade. A forma como ele se move, a sua voz e o seu aspecto, concederam pesadelos aos espectadores do Cartoon Network dos anos 90. Não só isso mas também o facto de ele possuir três pragas maléficas nas quais podes acabar afogado na tua própria casa, com os tímpanos arrebentados com uma música barulhenta, ou devorado vivo POR GAFANHOTOS. Divirtam-se a relembrar esse pesadelo =)

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#1 Freaky Fred

Link para o episódio em Inglês (RECOMENDADO!):

http://www.youtube.com/watch?v=UnIlMkxiYk4

Link para o episódio em Português do Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=Q6FqzFeXXyU&feature=related

O episódio começa com os Bagges esperando a chegada de Fred, o sobrinho “querido” de Muriel. Quando este chega, Eustace e Courage mostram relutância por ele, enquanto Fred mostra um interesse MUIIIIIIITO GRANDE no pequeno cão. Mas o verdadeiro horror começa quando Eustace “acidentalmente” tranca Courage e Fred na casa de banho, onde com uma máquina de fazer a barba, Fred expõe o seu lado negro.

O que mete medo: ... Nem sei por onde comece! A música usada ao longo deste episódio, desde o som de uma caixa de música, até um coro que entoa lentamente “la la la”, enche-me a espinha de arrepios. Mas é claro que é impossível que a razão principal está à vista de todos: FRED O ESQUESITÃO! Santa Maria, como este gajo é arrepiante! O sorriso de dentes deixa-me nervosa, o seu discurso em verso é algo que me arrepia sempre nalguma personagem, seja em que série for. Parece-me um discurso de alguém extremamente inteligente, alguém cujos pensamentos são demasiado profundos, no entanto com intenções demasiado claras, ou seja… DE UM PSICOPATA! Fred, de certa forma faz-me lembrar a versão light de “Sweeney Todd – o Terrível Barbeiro de Fleet Street”. Ambos têm uma coisa em comum: estão obcecados com algo, Sweeney com vingança, Fred com cabelo. E o facto de ele rapar quase todo o pêlo ao Courage (assim como o fez ao hamster, à namorada e aos clientes com pêlo a mais), deixando-o praticamente em pelota… creepy! Se algum dia entrar num barbeiro e este for magricela, com um sorriso de orelha a orelha, e com uma certa obsessão com cabelo, fica prometido que grito “É O FRED, O ESQUESITÃO!” e que saio a correr.

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E esta é a minha lista dos episódios mais assustadores, de uma das melhores séries a que assisti em miúda. E lembrem-se, se algum dia passarem por Nowhere no estado do Kansas, lembrem-se que os maiores perigos se escondem por lá: prestem particular atenção a uma casa onde mora um cão roxo com um casal de campónios, ou então a um Tornado que vos pode levar para a terra de Oz.

@Sarah Sampaio