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domingo, 7 de agosto de 2011

Literatura Iliterada - "Inocentemente eu" - 3ª parte

O nome do terceiro capítulo é “E porquê?”. É o que muitos se estão a perguntar ao pensar no porquê de esta história ter sido publicada, ou sequer ter sido aceite, embora neste caso seja mais um “como” do que um “porquê”.
O capítulo começa com a protagonista ter acordado a pensar numa menina que tinha conhecido no capítulo anterior, uma tal de Aurora. Nada de muito relevante, até porque o que pareceu mais importante para a autora foi revelar com algum detalhe o vestuário que a sua protagonista usaria nesse dia. Logo a seguir, a acção salta para um momento em que a Bé e o Afonso chegam aparentemente à instituição, já que não houve qualquer descrição que implicasse ambos se terem deslocado para lá. Acontece que a Bé lembra-se de levar a magnífica gata sobredotada com ela, para que se divertisse com as crianças de lá. “Até se divertiram a dar-lhe um bom banho.” Um gato que gosta que lhe dêem banho? Ainda por cima dado por desconhecidos? É de admirar que não tenha bufado a uma das crianças, ou fugido dali para fora, como um verdadeiro gato faria. A descrição do momento tão divertido ficou interrompido com pensamento vindo completamente do nada, que juntou o conceito de plágio e cliché, relacionando-os e considerando-os iguais. Chega ainda a referir um caso de plágio na qual a “escritora” Stephenie Meyer foi acusada, transformando tudo isso num caso de “triângulo amoroso”, no qual ela ganhou, considerando esse caso de plágio como vingança. Uma teoria completamente estapafúrdia, que não trouxe nada de importante ao rumo da história, já para não falar que ela faz referência a uma escritora sem sequer dizer quem é ou que livros escreveu, provavelmente pensando que toda a gente a conhecia. Bem, uma coisa é certa: a continuar a escrever assim, a Liliana Alves (ou Coelho) bem que não vai ser tão conhecida como a Stephenie Meyer, mesmo esta estando a cair no esquecimento.
Chegam a casa depois do jantar e ela repara que tem uma série de mensagens e chamadas não atendidas, tanto do Diogo como do Dário (o namorado, para quem não se lembra), ambos sobre a tão esperada festa. Depois ela decide sair com as cunhadinhas dela, levando também uma amiga chamada Rebeca, uma rapariga que, ao que parece, é “anti-fã” nº 1 da Meyer e um bocadinho neutra a mostrar os seus gostos, o que é irónico porque tendo em conta a falta de personalidade do resto das personagens, “neutro” é bem capaz de ser o sentimento mais vivo que li neste canhenho.
Na discoteca, a Bé vai então pedir mais uma vodka de limão e é abordada por um rapaz que já tinha estado de olho nela antes. O indivíduo, de nome João, até se oferece para pagar, ao que ela recusa educada e gentilmente… oh, esperem, na verdade ela aceita sem sequer reclamar. Então ele agarra-lhe no braço e insiste em falar com ela mais um bocado, enquanto ela insiste em voltar para as amigas, até que ele lhe entrega o número de telemóvel. Ao voltar para junto das amigas, a Paula pergunta-lhe como foi, ao que ela responde que ele “não foi muito persistente”. Hã… estamos a falar do mesmo tipo? O mesmo que insistiu em querer falar com ela, agarrou-lhe o braço e lhe deu o número de telemóvel? É que se isso não é ser persistente, não faço ideia do que seja.
No dia seguinte a protagonista prepara-se para a grande festa, tomando um banho de hidromassagens e fazendo esfoliação, de forma a ficar com a pele sedosa. A minha pergunta é: ela vai a uma festa de anos ou a uma orgia? Mas estou a ser mesquinho com estas coisas, embora não seja o único (cof cofMarycof cof).
Atentem no parágrafo que se segue:
“Estava tudo perfeito. A decoração estava brilhante, até tinha uma faixa muito original a dizer: às 20horas, chegaram os convidados todos e eu fui falar com o Afonso e disse que tinha pensado e que queria adoptar a Aurora, como a Susy diz “Se achas que é o que deves fazer não penses duas vezes”, ele falou-me das burocracias e eu disse-lhe que ia falar com o meu Tony.”
A minha pergunta é: o que afinal estava escrito na faixa tão original? É que se a mensagem que lá estava era o que vinha escrito depois dos dois pontos, então isso, meus amigos, não é original: é estúpido, e olhem que isso é dizer muito pouco.
As prendas foram distribuídas, e depois todos tiveram direito a uma sessão de música, na qual a Bé e o André cantam, e ele acaba por lhe dedicar uma música dos Anjos, que ela acredita ter sido feita para ela… Pois… Adiante.
Depois, ele pede-lhe para falarem a sós, o que ela aceita prontamente. O rapaz acaba por revelar os seus sentimentos por ela, dizendo que a ama e beijando-a apaixonadamente. Claro que ela, tendo namorado, podia muito bem afastá-lo e acabar com aquilo tudo, mesmo sentindo-se em sofrimento e com vontade de sair dali, ainda para mais ao imaginar o Dário a ver toda a cena.
Acontece que o André a larga, volta a dizer que a ama, ao que ela lhe responde com um “Mal me conheces”, sendo respondida com um “Conheço pois. E também sei que não dá, não é?” antes de sair dali para fora. Só esta fala faz toda a cena completamente inútil. Se ele estava tão apaixonado por ela, então que fizesse alguma coisa para a conquistar ao invés de criar um momento para depois o deitar para trás das costas como se nada fosse.
Imaginem a cena como se acontecesse desta forma:
“- Bé, eu amo-te.
Beijam-se.
- Mas tu não me conheces.
- Conheço sim, mas como sei que não vai resultar mais vale pôr-me a andar. Adeus.”
Mais um momento inútil nesta história.

"- Vegeta, what does the Scouter say about the pointless moments of this book?


- IT'S OVER 9000!!!!!!!!"
O André vai-se embora, e a Bé, depois de um momento de petrificação, decide ir atrás dele, acabando por ir bater-lhe à porta. Sendo que nenhum som ouvia de lá, ela presumiu logo que ele era mariquinhas o suficiente para não lhe abrir a porta, quando podia pensar que podia não estar lá. Por isso, ela decide ir dar uma volta para espairecer, acabando por ser abordada por um homem que lhe tapa a boca com um pano, o que a fez desmaiar. Ela acorda mais tarde naquilo que acredita ser um armazém. Foi então que ela pôde “deslumbrar” (sim, é o que ela diz) o homem suficientemente bem para poder fazer uma descrição detalhada dele. Ela então compara a situação em que se encontra com o que acontece em séries e filmes, pensando até no Dexter. É incrível a capacidade de pensar em coisas assim em momentos destes. Será que ela estava mesmo com medo?
O estranho consegue prendê-la (não a prendeu antes porque se calhar estava demasiado ocupado à espera que ela acordasse para o fazer) e depois faz a chocante revelação: ele sabe quem ela é. Será algum conhecido? Algum dos homens que ela conheceu antes? Que interessa isso, it’s raping time
. Os parágrafos seguintes são uma descrição de uma violação que, não sei porquê, não me pareceu uma tortura assim tão grande. Talvez porque quem lê essa parte acaba por ficar ocupado a tentar decifrar os inúmeros erros que invadem a narrativa. Vamos então transferir algumas partes desta descrição:
“Eu implorei que parasse, mas como ser ascoroso que é, não o fez. Ele encontrava-se deitado em cima de mim, ainda segurando no meu braço dorido e saboreou a carne do meu pescoço, deixando um rasto de insanidade a sua passagem.”
Saboreou-lhe a carne do pescoço? Mas agora ele é vampiro?
“Tentei afastá-lo mais uma vezes, poderia ser que ainda não fosse tarde, mas ele não desisti-a.” Não me venham dizer que os erros nesta frase vêm da editora.
“Senti-me em pânico por não conseguir travá-lo, por mais que o empurrasse, parecia que tinha mais força, talvez força de psicopata.” Sim, porque os psicopatas têm todos a mesma força.
“Porquê que não se faz luz na cabeça dela e para?” Alguém me traduz esta frase, se faz favor?
“Ele riu-se, mas muito concentrado no que fazia; usava-me como uma boneca insuflável, um vaivém que me deixava mais fraca, arrepiada, nojenta e inútil.” Gostei da ironia. Sabem qual é a semelhança entre a protagonista e uma boneca insuflável? Estão ambas cheias de ar. E o que a escritora quis dizer com um “vaivém”? Não seria um “vai-e-vem”? É que um vaivém é um foguetão espacial. Que era onde este livro ficava bem: podia ser que o mandassem para o espaço, porque é quase um insulto estar no mesmo planeta que uma abominação literária destas.
“Eu movia-me ao ritmo dele, como se fosse um objecto debaixo dele.” É impressão minha, ou ela está a começar a gostar da experiência?
“Se eu deixasse, nem quero imaginar as suas satisfações internas e externas.” Ora bem, tendo em conta que ele a apalpou em tudo o quanto era lado, violou-a até atingir o orgasmo dentro dela e ela pouco ou nada conseguiu fazer para o impedir, eu diria que ele se satisfez o quanto quis.
Ela acorda no dia seguinte no mesmo sítio, e enquanto tenta arrumar as ideias, acabando por relacionar o que aconteceu com uma obra de Satanás. Depois, tentou negar tudo, alegando ter sido um pesadelo, mas como nada disso mudava a condição em que se encontrava ela decide telefonar às cunhadinhas para lhes avisar do que lhe havia acontecido e pedir ajuda. Passado um bocado, a Paula volta a ligar-lhe dizendo que a ia localizar para que a pudessem buscar… Hã, esperem lá. Localizar? LOCALIZAR? Como raio isso foi possível? A protagonista tem algum chip, como os que se põem nos cães? Foi através de um GPS? Explica, Liliana, porque não é possível localizar uma pessoa assim com tamanha facilidade. Se tivessem ido à polícia, talvez fosse possível, mas dado que eles ainda não o tinham feito, eu pergunto-me como tal foi possível.
Passado um pouco, a Paula e o Dário encontram-na e tentam convencê-la a fazer queixa, ao que ela declina, pedindo antes para que a levem para casa. Tudo bem, desde que mais tarde ela concordasse em ir à polícia, coisa que nunca chegou a acontecer. Ao chegar a casa, a amiga e o namorado tentam reconforta-la, até que este decide sair por uns tempos, sem dizer para onde ia, mas também nunca revelando durante o resto do livro. Entretanto, a Paula dá-lhe um sumo para beber.
“Dei um golo e semi-serrei os olhos para ele enquanto lhe devolvia.” Semi-serrou? Cortou-os a metade, ou quê? Alguém anda a falhar na matéria dos verbos…
Depois de ter dado um golo, ela começa a fazer um drama porque lhe puseram um comprimido na bebida, e isso estragava o sabor. A impressão com que fiquei desta parte foi que um comprimido na bebida é uma calamidade ao lado de uma violação.
O comprimido acabou por fazer efeito e ela adormece nos braços do namorado, tendo então um pesadelo em que era perseguida por uma silhueta branca, acabando por acordar sem acordar, pois sentia-se imóvel e com vontade de chorar, sentindo as lágrimas caindo dentro dela, “enchendo-a como se estivesse vazia”… Oh, que ironia. Como se fosse possível encher algo que já está cheio.
Ela acaba por acordar e encontrar o Dário ao lado dela, e depois de uma curta troca de palavras, ela acaba por voltar a desmaiar por momentos. Ao voltar a si, ela decide ir à cozinha, onde, com um comportamento completamente diferente de momentos antes, afirma estar esfomeada. Nós ainda acreditamos que ela quisesse fingir que tudo estava bem para não preocupar os amigos, desde que ela depois demonstrasse o sofrimento interior próprio de uma vítima de violação. O que acontece é que a partir daqui, ela praticamente ignora tudo o que aconteceu, como se já estivesse pronta para outra. Não temos direito a nenhum momento que descreva o sofrimento dela, nem qualquer preocupação pelo facto de o violador ainda estar a monte, provavelmente a vigiá-la, ou se contraiu alguma doença. Nada de nada. Até nos atrevemos a dizer que lá no fundo ela até gostou da experiência.
Adiante. Mesmo sabendo o que se passou há menos de 24 horas, ela acha-se física e psicologicamente preparada para começar o seu primeiro dia como professora na Escola Primária Sem-Nome, contradizendo a vontade do namorado em querer que ela ficasse a recuperar. Ela até telefona à directora e a contradiz quando ela a aconselha a não ir trabalhar no dia seguinte. Até nos custa a crer como é que foi permitido a uma pessoa que acabou de passar por uma experiência traumática, e que emocionalmente está um fanico, dar assim aulas a crianças que vão começar a escola.
Ela então está a preparar as coisas para o dia seguinte quando o Diogo telefona, a agradecer pela festa e pela prenda que a Bé deu à Bá e perguntando-lhe se deviam contar qualquer coisa que não é explicada, embora seja um tanto suspeita. Mas seja como for, não se trata de nada que influenciasse o rumo da… história?
Depois de desligar, é a Bá quem telefona, agradecendo a surpresa e a carta. Depois, ela acaba por adormecer, tendo o mesmo pesadelo de antes e acordando a meio da noite. Depois de ter ido fazer um chá, ela vai até ao sítio das bonecas, onde ela encontra uma boneca que parece ter algum significado que escapa aos olhos dos leitores… talvez porque lhe foi oferecida quando era mais nova. Seja como for, ela voltou a adormecer.
Para demonstrar que o episódio da violação rapidamente ficou esquecido, eis que ela descreve o início do dia seguinte como sendo “especial”. Ela vai para a escola, e é encaminhada para a psicóloga, com quem conversa até ser hora da sua primeira aula. E, meus caros leitores, pela primeira vez na história da literatura, vemos uma turma de crianças que se comportam como tudo menos como crianças. Estamos a falar de uma turma de meninos e meninas bem comportados, em silêncio, à espera da professora em filinha indiana (ou filinha pirilau, como ouvimos o humorista Bruno Nogueira dizer uma vez). Estamos a falar de uma turma com EXACTAMENTE 50 ALUNOS!!! COMO CARGA DE ÁGUA É POSSÍVEL ISTO??????? Uma turma com meia centena de fedelhos que ainda nem sabem ler e são todos bem-educados? Das duas, uma: ou estas crianças são sobredotadas e aprenderam a ter maneiras com a Paula Bobone, ou então aquela escola é regida por uma ditadora. E como sabemos que são exactamente 50? Porque a autora faz questão de pôr a longa lista de alunos, enquanto a protagonista fazia a chamada, só mesmo com o propósito de encher linhas. Se alguma daquelas crianças, ou todas, tivessem tido alguma influência no rumo da história, ainda se percebia, mas acontece que é exactamente o contrário: os nomes não são mais referidos. Estão a imaginar o quão entediante é esta cena? Imaginam como seria se em “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, na cerimónia de selecção dos alunos para as equipas, a autora tivesse decidido descrever a selecção de TODOS os alunos que foram chamados? E estamos a falar de mais de 50 alunos. Vamos lá ter alguma lógica, se faz favor.
Depois da apresentação dos alunos (e graças a Deus que isso não é descrito), ela pede-lhes para fazerem um desenho sobre um tema à escolha deles. Depois do intervalo, ela decide ensinar-lhes as vogais, começando pelo A e mantendo-se nessa letra DURANTE O RESTO DA MANHÃ E À TARDE!!!! Mas em que tipo de escola é que ela está a dar aulas? Os miúdos são alguns autistas, ou atrasados mentais que precisem de mais tempo para fixar uma letra? As vogais aprendem-se num dia, não uma letra por dia. E tendo em conta que as crianças conseguem decorar as coisas melhor que os adultos, ensinar-lhes as cinco vogais é uma coisa rápida. Enfim…
Ela foi então almoçar com o irmão (esquisito, porque ela diz que ensinou a letra A às crianças de manhã e de tarde antes de dizer que ia almoçar com o Alex), e este mostrou-lhe uma composição que ele encontrou a mexer nas coisas dela. Temos então direito a ler a tal composição, escrita pela protagonista quando andava no secundário, em que sabemos da química que houve entre ela e a Bá quando se conheceram, um tarde que passaram juntas a ver o “Dr. Dootle 1” (sim, aquele com o Eddie McDowd, não conhecem?), quando a tia dela lhes comprou um porta-moedas da Hello Kitty, salientando o amor dela pelo raio da gata, e falando de uma festa de pijama em que ela fala do “romance” que teve com o Afonso. Nada de importante, mas com necessidade de enfastiar os leitores.
No dia seguinte, ela, em todo o seu profissionalismo, ensinou às crianças a letra E. A sério, é preciso tanto tempo para ensinar as vogais? É isto que a escritora pensa que o ensino é? Lá porque ela tem o Q.I. de uma colher de pau, não quer dizer que o resto do mundo também tenha.
Adiante. À noite ela está a fazer o jantar, quando o Dário aparece com o diário dela, mais uns quantos livros sobre testemunhas de violações. E quando pensamos que pela primeira vez neste livro vai haver uma conversa significativa e séria, eis que o Diogo telefona, levando a mais uma conversa da treta que não tem qualquer propósito. Todas estas partes completamente sem sentido só mostram a incapacidade da autora de pensar em criar momentos profundos, desenvolver personalidades e fazer com que nos identifiquemos com as personagens. Em vez disso, temos conversas sem objectivo, a não ser de aborrecer o leitor ao ponto de não querer ler mais. Por favor, Liliana, desenvolve e pára com as conversas parvas e sem sentido. “(…)estou numa altura da minha vida que não tenho tempo para conversas da treta.” Isto é irónico, porque em conversas da treta está ela metida em todo o livro.
“Terceiro dia de aulas, dei a letra I. Estou a gostar imenso de dar aulas, até parece que não há mais nada.” Ela está mesmo a ensinar uma letra por dia às crianças. Pelo amor da santa. Depois de uma conversa ao telemóvel com o Afonso, em que este lhe propõe uma visita de estudo, ela continua as aulas, onde ela afirma que continuou a ensinar A TEORIA E A PRÁTICA DA LETRA I. Isto é ainda mais estúpido que ensinar uma letra por dia: é gozar com a inteligência das crianças e com o trabalho de um professor da primária. Para uma pessoa cujo sonho é dar aulas a crianças (sim, o sonho da autora) cada vez mais pensamos que o destino dela talvez tenha mais a ver com o de assar frangos na churrasqueira da esquina. Ela até lhes marca T.P.Cs, como se um dia inteiro a aprender uma letra precisasse de ainda mais treino…
Atentem agora numa determinada parte do diálogo telefónico entre ela e a Paula:
“Estou a ver que o meu jantar vai ser melhor do que eu pensava. Só nós as duas, vai ser muita fixe.
- Espero que sim.
- Sempre…
- Então, até já.
- Tão natural como a sua sede!
- Desculpa? Não percebi.
- Tu disseste o slogan da TMN e eu da Luso.
- Lol. - riu-se.”
NÃO. TEM. PIADA.
Depois de um parágrafo em que ela reflecte sobre uma dor interior que ao mesmo tempo parece existir só mesmo para dar a entender que a personagem sofre, quando há muito que não demonstra isso, acabando por falar de zombies e pensando se a maneira deles morrer nos filmes é igual à maneira como eles morrem na vida real… Ok, o que raio estamos a ler?
Passando à frente. À noite, a Bé e a Jú jantam juntas e acabam por contar como começaram o namoro com os respectivos namorados. Nada de especial acontece ou é revelado, por isso passamos à frente. No dia seguinte, ela vai para a escola, pronta para perder tempo a ensinar mais uma letra durante um dia inteiro. Durante o caminho ela faz uma inútil tentativa de reflexão sobre a forma como se sentia, envolvendo processamento de informação, computadores, treta, treta e mais treta…
Ela então acaba por conhecer o irmão mais velho de uma das suas alunas, um rapaz do quinto cuja influência na história é nula. Como praticamente todas as personagens do resto do livro.
O dia termina com um convite da Suzy a uma festa do pijama, e depois a protagonista vai dormir com a gata e a boneca que encontrou no outro dia.
“Sexta, dia do ensino da última vogal à minha turma, a letra U.” Quase que consigo ver a protagonista proferir esta frase com orgulho, como se fosse uma coisa grande. Mas não o é, principalmente a partir do momento em que começa a ensinar aos alunos uma letra por dia.
À noite, já na festa do pijama, a Suzy lembra-se de pôr uns filmes pornográficos, ao que as outras aceitaram. A Rebeca escolhe o primeiro e o segundo, não sendo do agrado da Bé, mas quando esta escolhe o terceiro filme CLARO que tinha de ser uma boa escolha. Era um filme de lésbicas, que se pareciam muito com a Bella Swan e a Roselie Cullen, de algo que os leitores não precisam de saber, porque explicar referências não é com a autora.
Depois de uns comentários zombeteiros, e umas brincadeiras, elas decidiram ver uns yaois de Death Note. E mais uma vez, meus caros leitores, a autora nunca explica o que é Death Note. Faz questão de explicar o conceito de yaoi, mas a série nunca. Ela até comenta partes da série, referenciando personagens, sem nunca explicar o que quer que seja. Se alguém não conhecer a série, o que vai pensar? Pelo amor de Deus, Liliana, poupa-nos os momentos sem sentido e aprende de uma vez por todas a saciar a curiosidade dos leitores.
E antes de acabar a crítica a este capítulo (graças a Deus) gostaríamos de deixar aqui uma última citação tirada do livro. Isto, caro leitor, é um bónus por ter lido a terceira parte da crítica até ao fim.
“Porquê que nos andam a enganar com o Jackie Chan, se até os japoneses são giros?”


Se a burrice matasse…

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Top 5 dos piores jogos já jogados na PSP

Quase um mês depois de ter apresentado o meu top 12 dos melhores jogos que já tive o prazer de experimentar, eis que apresento aqueles cujas horas perdidas a jogá-los foram completamente desperdiçadas. Nem todos são jogos com bons controlos, bons gráficos, música ou dificuldade; há aqueles que nos provocam tantas dores de cabeça que a nossa vontade é desligar a consola e desejar esquecer o tempo perdido. E de todos os jogos que já tive o prazer de jogar na consola portátil da Playstation, cinco deles pertencem a essa categoria. E sem mais delongas, apresento-vos o meu top 5 dos piores jogos que já joguei na PSP.

NÚMERO 5

Quando este jogo surgiu para a PS3, muita gente pensou ser uma coisa completamente inovadora. Juntamente com o jogo vinham uma série de cartas coleccionáveis e um tabuleiro de jogo com uma câmara a captar o mesmo, de forma a que os jogadores pudessem interagir com o jogo sem precisar de usar os comandos. E dá paa perceber por que razão este jogo ficou rapidamente esquecido. Quando penso num jogo que use todos estes acessórios, um nome surge-me na mente: Yu-Gi-Oh. E com a quantidade de jogos que existem sobre esse tão famoso card game, não houve um único de que precisasse de tamnhos acessórios. The Eye of Judgement é exactamente o que parece: uma cópia barata de Yu-Gi-Oh, tentando usar o gimmick deste mesmo para vender, falhando redondamente.
Quando The Eye of Judgement: Legends surgiu para a PSP, eu pensei em dar-lhe uma oportunidade, já que não trazia nenhuma carta nem fazia uso de nenhuma câmara: estava tudo no jogo e de lá não precisava de sair. Contudo, aquilo que encontro é uma fraca história contada como se fosse uma BD, em que o protagonista é um lendário guerreiro destinado a combater contra as forças do mal. Para tal, usa um baralho de cartas e envolve-se em duelos contra os seus inúmeros adversários.
Os duelos são um tanto aborrecidos. Como todos os card games, a nossa capacidade de estratégia é fundamental para vencer, mas isso não torna os duelos mais emocionantes. Ambos os adversários lutam numa arena quadrangular com nove quadrados no interior (imaginem o jogo do galo) em cujo o objectivo é um deles ocupar cinco espaços primeiro que o adversário. Para isso, fazem uso da mana (espécie de energia, usada noutros jogos como Magic the Gathering) para invocar criaturas, mudar-lhes as posições, atacar ou acivar feitiços. Cada monstro possui habilidades, assim como pontos de ataque e defesa, e a sua posição no campo de jogo é fulcral, pois os monstros podem atacar em várias direcções, assim como sofrer ataques ou defender, consoante a posição dos outros monstros. Parece excitante? Infelizmente, não é.
Muita gente queixa-se que jogos como Magic the Gathering ou Yu-Gi-Oh são difíceis de jogar, mas The Eye of Judgement peca por falta de emoção e de novas expnsões. Os outros dois jogos foram fracos ao início, mas souberam lançar mais cartas e aperfeiçoar as suas regras. Mas The Eye of Judgement rapidamente ficará esquecido.

NÚMERO 4

Eu sou um grande fã das aventuras do famoso arqueólogo. Por isso, quando soube da existência deste jogo, eu sabia que tinha de o ter. Depois da trilogia (não vamos contar com o quarto filme, prefiro fazer de conta que nunca existiu), uns quantos jogos deste aventureiro viram a luz do dia, uns seguindo o trajecto dos filmes, outros tentando ser mais originais. Um dos jogos que tive o prazer de jogar há uns anos foi Indiana Jones and the Infernal Machine, uma aventura e pêras, em que o nosso herói tinha de percorrer praticamente o mundo inteiro para encontrar cinco poderosos artefactos. Nunca cheguei ao fim, levei meses para passar o primeiro nível (tendo em conta que o jogo tinha cerca de 17 níveis, não seria de admirar se ainda hoje o estivesse a tentar passar), os controlos eram pesados e os gráficos eram abomináveis ao ponto de não haver qualquer fluidez no curso de um rio, mas mesmo assim consegui tirar partido de um jogo que tinha mais vantagens que problemas. Era uma aventura repleta de mistério, perigos, puzzles e inimigos variados para nos divertir durante horas a fio.
Infelizmente, Indiana Jones and the Staff of Kings não corresponde aos requesitos que The Infernal Machine respondeu. Claro que há vários anos de diferença entre os dois jogos, e os gráficos e a jogabilidade são melhores agora, mas o factor aventura e dificuldade perderam-se completamente. Os níveis não têm aquele desafio que The Infernal Machine nos punha à frente dos olhos. São mais como curtas missões, em que temos de encontrar um artefacto, ou abrir uma porta, ou derrotar uma série de inimigos. Não puxa pelo nosso entusiasmo, não cria nenhuma tensão, não nos mostra nenhum mistério. Não nos deixa horas a fio a tentar descobrir como sair de uma situação, não nos faz dar voltas e voltas à procura da solução certa, não nos faz puxar cabelos de cada vez que não conseguimos passar uma determinada parte. O que é uma pena, pois ainda tenho esperanças de ver um jogo recente de Indiana Jones que nos deixe imersos na aventura como se estivessemos dentro do jogo com a personagem.

NÚMERO 3

Como referi no meu post sobre os 12 melhores jogos, eu gosto de RPGs (e isso notou-se nos 3 melhores). Por isso o meu grande interesse quando vi este jogo numa prateleira de uma loja de jogos em Vila Real. Custando apenas €10 e pensando ser um bom achado, comprei-o e não descansei enquanto não o experimentasse. Mal sabia eu que essa espera era o mesmo que aguardar pelo cadafalso.
O protagonista é mais um exemplo de cliché já muito pouco criativo. Trata-se de um aventureiro sem qualquer memória do seu passado e que tem de entrar em aventuras de forma a desvendar todos esses mistérios. Enquanto jogamos a história principal, podemos experimentar outras aventuras, propostas na guilda de aventureiros da cidade, de forma a ganhar mais dinheiro para comprar armas, itens ou mesmo recrutar novos membros para a nossa equipa.
Apesar dos gráficos serem acetáveis para a PSP, a maior falha de Valhalla Knights reside exactamente na jogabilidade. Os controlos são bastante fracos. É bastante complicado controlar a nossa personagem, mesmo com o analógico, pois por vezes vêmo-lo a caminha quando o incitamos a correr, o que pode ser mau. Como todo o RPG, ter confrontos é essencial para evoluir a nossa personagem. Enquanto estamos numa masmorra (que é pratcamente todo o ponto central do jogo) encontramos inimigos que podemos ou não enfrentar. Se chegarmos perto do campo de visão de um monstro, ele vem atrás de nós e se nos apanhar entramos no modo de combate. Este é um dos maiores problemas do jogo. na maioria dos RPGs, os combates são por turnos, mas neste nós controlamos a personagem e decidimos quando devemos ou não atacar. Contudo, o nosso guerreiro é tão lento que na maior parte das vezes somos atingidos antes de podermos atingir. Muitas vezes a melhor estratégia possível é o "toca e foge" para não sermos atingidos e perdermos rapidamente energia.
Os itens são caros como tudo, e nem todos os confrontos ou baús nos vão presentear com ouro. Comprar uma poção para nos restituir energia é um suplício, pois leva-nos imenso tempo. Elevar o nível da personagem é também tortuoso, pois os primeiros inimigos são perigosos, mas quando atingimos um nível que nos peça para avançarmos um pouco mais, os inimigos seguintes conseguem sempre tramar-nos. E se perdermos um combate que seja, perdemos também metade do nosso ouro. Este jogo é mesmo tramado.
Resumindo, Valhalla Knights é um bom jogo para quem tem bastante tempo livre para andar às voltas e fazer a mesma coisa durante horas a fio. Não que os outros RPGs não nos peçam para fazer o mesmo, mas ao menos esses não são injustos connosco.

NÚMERO 2

Uma das minhas séries de anime favoritas, Fullmetal Alchemist já teve várias presenças noutros jogos e noutras consolas, mas de certeza que nenhum é tão abominável como este.
Quando vi este jogo a €40 eu pensei que seria algo que deveria requisitar, pois se a série é excelente, o jogo também o seria, não? Além disso, eu tive o prazer de jogar Fullmetal Alchemist: Dual Sympathy para a Nintendo DS e deixem-me que vos diga: é excelente. Um simples side scrolling em 2D, contendo toda a primeira série, com inúmeros desafios e variados usos para a alquimia. Nada de mais e imensamente divertido.
Agora este jogo é simplesmente uma abominação. É um óptimo exemplo de jogos que são feitos à pressa, numa desesperada tentativa de vender, sem ter em conta o que os jogadores pretendem.
Para mim, só há uma coisa bem feita neste jogo: o facto de terem introduzido as vozes originais nas cutscenes. De resto, o jogo não tem nada que se aproveite. O pior que existe é mesmo a jogabilidade. Para um jogo que use uma dinâmica em 3D, é IMPERDOÁVEL que não nos seja permitido o uso do analógico. É verdade: o controlo das personagens tem de ser unicamente feito através das teclas de direcção. Só isto já é gozar com a cara dos jogadores.
O estilo de jogo é do mais lente que se pode imaginar. Quem conhece a série, sabe o quanto as cenas de luta são rápidas e emocionantes. Neste jogo é exactamente o contrário. Ir atrás de um adversário é tão tortuoso como ver uma corrida de caracóis. Os ataques são bastante lentos e pouco variados, e o factor estratégia é inexistente na maioria das lutas. Os ataques especiais rapidamente se tornam repetitivos e aborrecidos e a lentidão com que as personagens usam a alquimia chega a ser insultuosa.
A história do jogo é patética. Com cutscenes contadas na primeira pessoa (dependendo da personagem que escolhemos) a história nem sequer alberga metade da série, e chegar ao fim é bastante fácil. Não recomendo este jogo a ninguém, nem mesmo àquelas pessoas que pensam que quanto mais caro melhor (o jogo já tem mais de um ano e o preço nunca ficou abaixo dos €40). Ignorem-no, é um conselho de amigo.

NÚMERO 1

É com bastane desagrado que eu, um grande fã de Harry Potter, tenha de assistir ao declínio que esta série de jogos foi sofrendo às mãos da EA Games. "A Pedra Filosofal" e "A Câmara dos Segredos" foram para mim o pináculo dos jogos sobre o jovem feiticeiro, mas à medida que os filmes foram saindo, parece que perderam a vontade de fazer jogos e já não se esforçavam para evoluir.
Comprei este jogo a um preço bastante baixo, pensando ter sido uma injustiça e dando-lhe uma oportunidade. E foi logo desperdiçada nos primeiros cinco minutos em que o experimentei.
Não há nada de bom neste jogo que se apoveite. Absolutamente nada. Controlar o protagonista é como controlar uma corrida em câmara lenta. É uma tortura andar por Hogwarts em busca de algo que não sabemos onde está e ter de percorrer os cenários como se andássemos na lua. Não controlamos mais ninguém nem encontramos obstáculos ao longo dos percursos, o que torna o jogo completamente aborrecido.
Os jogos de Quidditch são se calhar a pior parte do jogo. Controlar a vassoura é uma tarefa pior do que jogar o desporto em si. É difícil manter a vassoura direita, manter trajectos até aos postes adversários, e se conseguirmos distinguir a nossa equipa já é bastante sorte.
Os duelos de feiticeiros são ainda mais aborrecidos que o jogo em si. Para quem conhece a versão para PC de "A Câmara dos Segredos" sabe o quão emocionantes são os duelos. Mas neste jogo temos apenas dois feiticeiros agitando as varinhas no ar, mandando faíscas um ao outro e deflectindo o ataque do adversário. Mais nada se mexe. Recomendável para quem sofre de insónias.
Os gráficos são minimamente aceitáveis, mas nada de especial. É uma tentativa frustrada para dar um ar decente a algo que nos primeiros segundos já demonstra exactamente o contrário. Não existem vozes, se bem que podiam muito bem as introduzir. Não me digam que um disco UMD não tem espaço para pôr uma aventura longa e deixar-nos ouvir as vozes das personagens do filme. E por falar em som, a música é sempre a mesma, e se não é a mesma é algo que serve apenas para dar algum ambiente, quase passando despercebida na acção.
Este é, sem sombra de dúvidas, o pior jogo que já joguei na PSP. Não o recomendaria nem ao meu pior inimigo. Criar uma abominação destas devia ser crime. Vê-se bem que os criadores deste jogo não se esforçaram minimamente, pensando que iriam vender tão bem como os títulos anteriores. Era de esperar que aprendessem com os erros e fizessem algo decente dos dois últimos filmes para se redimirem. E vendo a jogabilidade de "Os Talismâs da Morte", tanto da primeira como da segunda parte, é com pena que vejo que tal não aconteceu.

domingo, 10 de julho de 2011

A última espera por um novo "Harry Potter"


E está quase a chegar o último filme que encerra de vez as aventuras de "Harry Potter", a tão aguardada segunda parte da luta final de um dos feiticeiros mais famosos de sempre. Deveria estar excitada (apesar de já saber como acaba), mas por alguma razão não é essa a sensação que me percorre agora. No fundo sinto-me um tanto triste...

Escrevo agora este post para expressar o que sinto à mediada que o dia da tão ansiada estreia está a chegar.

A quantidade de nostalgia que me percorre agora é a prova em como apesar de ter envelhecido continuo uma fã ávida destas histórias que fazem parte das muitas boas recordações que tenho do ensino médio. Ainda me lembro quando estive para participar num filme amador, em que eu faria o papel de Angelina Johnson.Desde o primeiro livro que este mundo aparte me conquistou e muito me fez sonhar, e até inspirar a escrever um dia a minha própria história de fantasia. Eu, como muitos dos amigos que tive na altura sonhava que quando fizesse onze anos (tornei-me fã aos dez anos), no ano seguinte iria receber uma coruja em casa, com uma carta a dizer que tinha sido aceite na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts. Uma fantasia de criança, mas o que era eu na altura, senão uma?

Sempre acompanhei as histórias, eu era daquelas que esperava à meia-noite pelo próximo livro, quer em Inglês, quer em Português. Os livros sempre ocuparam horas dos meus tempos livres. Os filmes, somente os dois primeiros neste caso me encantaram, e foi nessa época que a "Pottermania" que se notava esteve no seu auge. Os restantes filmes, na minha perspectiva, tiveram os seus altos e baixos, embora deva considerar que com este último recuperaram um bocado quanto a qualidade. Alguma coisa mudou a partir do terceiro filme (não consigo neste momento explicar o quê), em relação aos dois primeiros, mas eu sempre ansiei pelo próximo filme.

E agora que chegamos à última parte, porquê tanta nostalgia? Porque estou eu tão triste por ser o último?

Talvez seja porque vou ter que largar um hábito que esteve comigo durante quase dez anos: esperar ansiosamente pelo próximo filme de "Harry Potter".

Jurei a mim mesma com onze anos que no dia em que visse até ao fim o último filme de "Harry Potter", a minha infância descansaria enfim em paz. Porque estas histórias marcaram a última parte da minha infância, a minha adolescência por inteiro, e agora o começo da minha vida adulta. Eu durante várias etapas da minha vida sempre esperei pelo próximo "Harry Potter"... e agora isso vai acabar.

Venha então o próximo filme, e quer seja marcado por choradeira quer não (estou a exagerar agora, claro :-) ), nunca esquecerei estas histórias, e fico a ansiar pelos próximos projectos de JK Rowling (uma das minhas autoras predilectas, e ídolos pessoais).

Afinal... Chega sempre a hora de deixar velhos hábitos irem-se embora não é?

@Sara Sampaio

Magical Pocky Usagi: A Rainha dos Weeaboos


Sejamos sinceros e isto fica aqui entre nós: toda a gente sem as suas respectivas pancadas. Manias, ideias, fobias, perspectivas, tudo faz parte das ideias de um indivíduo. Mas evidentemente há ideias que vão para além do ridículo. Há gente que pensa que por estar a esfregar na cara dos outros que se acha superior, que o resto do mundo não vale nada, e que a sua palavra é superior à palavra dos restantes em seu redor.
Antes de passar ao que importa, tenho que vos falar de dois conceitos que vão definir o tema que este post vai abarcar: otaku e weeaboo.
Ambos são referentes aos fanáticos por animação japonesa (que estão a ser cada vez mais a cada dia que passa, a meu ver), que lêem BD japonesa (manga), e vêem séries de animação que já há muito são características do Japão (anime). Quanto à forma como cada um encara esses produtos culturais, passo a definir os conceitos anteriormente afirmados.
Um otaku é um indivíduo que é fã assumido de manga e anime, gosta de ler e ver ambos, e tem já um conjunto de preferências quanto ao tipo de história que gosta de ver neste caso (um aparte: otaku em Japonês também significa nerd, ou totó, embora muita gente use isto para designar quem é fã de animação japonesa).
Agora, quando falamos dum weeaboo, estamos a falar de um tipo de fanatismo muito diferente. Neste caso, um weeaboo é um sujeito que resumidamente “vê anime a mais”. A pessoa chega ao ponto de pensar que ela mesma é parte da cultura do Japão, apesar do pouco que é revelado sobre cultura japonesa nas séries de anime, que ela própria deveria ter nascido japonesa, que se morasse no Japão a vida seria muito melhor (coisa que se põe em causa, visto que o Japão tem uma das taxas de suicídio mais elevadas a nível mundial). Enfim, em suma ficam OBCECADOS com a ideia que têm do Japão.
Muitos weeaboos andam por aí, mas sem dúvida que a pessoa que vou dar a conhecer, é a “Queen Bee” de todos os weeaboos: uma rapariga que postou vídeos afirmando que detesta weeaboos, e que já que ela é japonesa vai mostrar ao mundo de que se trata realmente o Japão.
Bem, parece-me bem, vá lá que podemos ouvir da boca de uma japonesa de nascença muitas coisas interessantes relativas à cultura japonesa. Venha ela…

Ah? Onde está a tal japonesa? Oh! Não me digam que é esta tipa… De certeza que é japonesa?! Fez muitas plásticas, que devem ter custado um dinheirão! Também eu quero receber tamanho tratamento! Falando agora a sério: Vocês diriam à primeira vista que esta rapariga é japonesa? Segue-se agora um conjunto de raparigas naturais do Japão:
Se tiveres chegado à conclusão de que a rapariga em cima em nada se parece com as oito aqui mostradas, então estou aliviada: ao menos há gente que não cai na conversa daquela mentirosa de uma figa.
Mas lá por não ser japonesa não quer dizer que não saiba umas coisinhas sobre o Japão. Vamos então lá ver o que a nossa amiga tem para nos mostrar J (um aparte ela fala em Inglês, e um pouco em Japonês… Se não perceberem um chavo do que ela diz em Japonês, não se preocupem: não foram os únicos)
Sabeis uma coisa? Fiquei na mesma! O que eu vi foi uma caucasiana, mais branca que uma rapariga britânica, e vestida de uma forma pior que foleira, a gabar-se por ter comprado muita mercadoria característica do Japão, e a afirmar que é a reencarnação de uma princesa Japonesa, embora a pronúncia japonesa dela seja pior do que a de um Japonês a tentar falar Inglês.
Se és Japonesa, onde estão as provas? Uma certidão de nascimento era bem mais credível! Tens noção de que centenas de pessoas te acham louca em estares a afirmar isso, enquanto te exibes como uma criancinha a fazer caretas para chamar a atenção? Ah e quem a chamar de Americana “não merece viver”… Pelo sotaque ao falar inglês, eu mil vezes digo: “Aposto, não, tenho a certeza em como ÉS AMERICANA!”. Ela própria diz que os pais dela são americanos e que lhe dizem que ela não é Japonesa. Querem maior prova em como esta lunática não faz a mínima ideia daquilo que diz?
Será que ela no seu segundo vídeo vai expor alguma coisa do seu suposto país originário? Vejamos então…
Para além de ter passado mais de metade do vídeo a mostrar-se tal como no anterior, agora afirma que quem tem o bom senso de lhe dizer a triste verdade que ela não quer ouvir, é um invejoso. Uma conclusão tão típica de um narcisista… Por falar nisso vou passar a citar da parte deste vídeo, aquilo que prova o quão arrogante esta miúda é (enquanto ponho as minhas capacidades de tradução à prova):

“Não tenho culpa que não sejas giro(a). Mas o mínimo que poderás fazer é dar-me crédito por eu ser gira!”
“Alguns de vocês disseram-me que não sou gira! Bem, isso é mentira porque, ESTA CARA, ganhou dois prémios, ok?!”
“Alguns de vocês chamaram-me de troll! Os trolls têm este aspecto?!”
“Detesto weeaboos, tipo, muito!”

Eu não consegui conter o riso com essa última citação. Até porque ela indirectamente admite que se detesta a si mesma J
Em suma, ela nos vídeos dela só fala de si e da sua pessoa, e de como ela é Japonesa, e de como tem muitas coisas do Japão, e de como reencarnou no país errado, e acaba com ela a fazer poses com as suas farpelas que há-de ter comprado no ebay com o cartão de crédito da mãe.
Vá lá que ela eventualmente deixou de pôr vídeos no youtube, o problema é que as pessoas vão continuar a lembrar-se dela pelo simples facto de ela não ter apagado a conta de vez. Toda a gente que a reconheça na rua, vai logo fazer questão de a gozar à força toda.
Talvez o vídeo mais infame que ela fez foi um vídeo inteiramente dedicado a falar mal de duas pessoas que comentam os vídeos dela a dizer a verdade: ela não é Japonesa, o japonês dela é uma treta, e ainda disseram que provavelmente as coisas que ela tem “do Japão”, nem devem ser dela (uma hipótese que não deixa de ser colocada de lado). Ela responde a esses comentários como uma fedelha mimada.
Aliás, encerro este assunto com aquilo que talvez seja impor um estereótipo, mas que já muitas vezes ouvi dizer da parte de pessoas que já estiveram no Japão: eles são excessivamente bem-educados uns com os outros, e a maioria mostra uma personalidade caracterizada pela humildade. Coisa que esta miúda não tem. Pergunto-me o que é feito dela, visto que há dois anos que ela não coloca nada no youtube. Imagino a bela fama com que há-de ter ficado depois. Creio que depois daquilo que vi não me admiraria nada que os Japoneses fizessem uma petição para a proibirem de entrar no seu país, devido à forma como ela envergonhou a sua cultura.
Moral da História: És fã de algo, então ótimo! Mas não te iludas com a ideia que tens disso, e muito menos tenhas a ideia de expor isso mesmo ao mundo.
Fiquem na paz! :-)
@Sara Sampaio

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Top 12 dos melhores jogos já jogados na PSP

Confesso que nunca fui um grande jogador, e que muito raramente tive o prazer de experimentar alguma das grandes consolas que invadem o mercado dos videojogos. Conto pelos dedos de uma mão a quantidade de vezes em que toquei no comando de uma PlayStation, tirando a versão portátil, a que neste momento tenho. Sempre fui um grande fã das consolas do passado, e tendo nascido em finais da década de 80, tive acesso ao maravilhoso mundo dos 16bits e joguei grandes clássicos como Sonic, Alex Kidd, Altered Beast ou Comix Zone. Ainda hoje recorro a emuladores para poder experimentar a maravilhosa sensação de jogar todas essas pérolas e muitas mais.
Mas não descuro dos jogos actuais, e apesar de não ter qualquer acesso a uma PS2, PS3 ou X-Box 360, ainda tenho comigo uma consola que muitas horas de diversão me proporcionou e o continuará a fazer.


Venho aqui honrar a PlayStation Portable, na minha opinião uma das melhores consolas portáteis que há memória. E que melhor honra poderia dar a esta autêntica peça de relojoaria que fazer um Top 12 dos melhores jogos que tive o imenso prazer de jogar neste aparelho? Não posso dizer que tive acesso a todos os jogos existentes para esta plataforma, mas ao longo dos anos joguei uma quantidade razoável deles, e tenho a total segurança para poder fazer esta selecção.
Ora aqui vai...

NÚMERO 12

Este jogo não é nada mau. Nesta aventura épica vestimos a pele de um caçador, que após ter tido um acidente com um gigantesco monstro, é levado a uma aldeia onde é curado. A partir daí teremos de saber evoluir a nossa personagem, levando-o em quests para progredir e ter acesso a novas armas e equipamento. Tanto podemos entrar em caçadas de tesouros ou simplesmente capturar bestas gigantescas, aprendendo a usar os meios à nossa volta para sobreviver aos muitos desafios.
Monster Hunter Freedom Unite é um jogo versátil, de fáceis controlos, embora muitas vezes pareça que a personagem é demasiado lenta. O universo do jogo é bem vasto e variado, com inúmeros tipos de itens, armas e armaduras para ajudar o nosso caçador, embora a maior parte das vezes tenhamos de ser nós a desenrascar todas essas coisas. Os gráficos são óptimos, e dão importante detalhe às coisas pequenas. O facto deste jogo estar tão baixo na lista, contudo, é por ser muito complicado ao início. As missões de treino que fazemos são bastante fáceis, e quando começamos uma missão de verdade percebemos que não é tão simples como pensamos, e podemos perder muitas vezes nas primeiras missões até apanharmos o jeito.

NÚMERO 11

O que há a dizer deste número 11? É um regresso aos clássicos, uma viagem agradável ao passado. Para quem não consegue arranjar um emulador, esta é uma boa solução. Este magnífico disco tem cerca de 25 jogos da nossa velha amiga Mega Drive, autênticos clássicos que nunca me canso de jogar. Sonic the Hedgehog, Shinobi, Golden Axe, Phantasy Star, Virtua Fighter, Ecco the Dolphin são algumas das pérolas que fazem parte do elenco desta bela colecção.
Não há muito a dizer sobre os jogos que acompanham o disco. São simples jogos do velho 16bits, mas que nos faziam delirar por horas a fio. Sinto que reunir alguns dos clássicos da Mega Drive num disco é a melhor coisa que podíam fazer. Honra a memória de uma consola que muito nos fez sonhar durante horas, e a qual muitos de nós devemos as nossas infâncias.
"Mas se este jogo é assim tão bom, e tem tanto significado para ti, então por que o puseste em 11º" perguntarão vocês. E a resposta é simples: pu-lo numa classificação tão baixa porque o disco tem muito poucos jogos. Acredito que num disco UMD podiam ter posto muitos mais, mas decidiram encher espaço com vídeos dos criadores de cada jogo e curiosidades, entre outros extras. Outra razão é o facto de não terem feito mais colecções destas. Podiam fazer mais edições e lançá-las, porque ainda há muitos clássicos a redescobrir e desta forma conseguimos mostrar às novas gerações as maravilhas do 16bits.

NÚMERO 10

Sempre fui um razoável fã de Mortal Kombat. Joguei todos os jogos que sairam para a mítica Mega Drive e depois disso perdi completamente o fio à meada. Felizmente, foi-me oferecido este maravilhoso jogo há uns anos e nunca me cansei dele. Foi bom voltar aos tempos em que controlava personagens como o Liu Kang, Sub-Zero, Scorpion... e desta vez podia controlar outras personagens que nunca tinha ouvido falar. E quase delirei quando soube que havia muito mais a fazer do que combater. Reunindo uma equipa de lutadores podia jogar uma espécie de xadrez. Ou mesmo escolher uma personagem e entrar num Puzzle Kombat. Ou mesmo vestir a pele do protagonista da história, nos seus tempos de juventude, e fazer uma épica aventura pelos muitos reinos, em busca de artefactos mágicos.
Este jogo é simplesmente fenomenal. Em relação a jogabilidade, os movimentos podem ser um bocadinho pesados, mas facilmente adaptáveis. Os cenários são bem originais, e cada arena de combate tem aquela armadilha que acaba automaticamente com qualquer lutador. Um jogo muito bom e recomendável.


NÚMERO 9

Este jogo é uma coisa completamente nova. Quando o adquiri, tive também acesso à câmara da PSP e pude entrar numa nova dimensão de jogo. Dá-nos a capacidade de interagirmos com o que nos rodeia, enquanto procuramos por bichinhos conhecidos por Invizimals. Temos também de usar um cartão rectangular, chamado de armadilha, que é automaticamente reconhecido pelo software do jogo e permite-nos ver os nossos Invizimals, combater uns contra os outros, evoluí-los, usar montes de métodos para os capturar, entre outras coisas. Os bichinhos são bastante engraçados e cada um é muito peculiar na sua forma e movimentos. Um jogo que providencia boas horas de divertimento.

NÚMERO 8

Só há algum tempo atrás tive a oportunidade de ver o que constava esta série de jogos, começando pelos mais antigos. E a verdade é que estava a perder bastante. Castlevania era e continua a ser uma constante luta contra as forças do mal, contra o mais famoso vampiro de todos os tempos, Drácula. Até que se lembraram de lançar esta maravilha. Este jogo não só é um remake do clássico Rondo of Blood, como tem o original e ainda um dos melhores jogos da série, o mítico Simphony of the Night, onde controlamos Alucard, o filho de Drácula.
Há que dizer que este jogo é bem difícil. O protagonista, Richter Belmont, é um bocadinho lento, e por vezes é quase impossível escaparmos a tempo de um ataque inimigo. Richter só usa um chicote, o Vampire Killer, e por vezes lá encontra uma arma especial que ele poderá usar enquanto tiver corações (subentenda-se "munições") suficientes. Os bosses são muito variados e podem ser uma dor de cabeça, embora os próprios níveis também o sejam. O estilo é linear, ao contrário de labirintico como o Simphony of the Night, mas nem por isso deixa de ser um desafio, e chegar a Drácula depois de enfrentar inúmeros desafios já é uma grande vitória. Definitivamente, um jogo a não perder.

NÚMERO 7

Eu sempre gostei imenso de Yu-Gi-Oh! Para quem não sabe, esta é uma série de anime no qual os protagonistas e personagens secundárias lutam usando cartas num jogo chamado "Duel Monsters". Parece absurdo o conceito, pois não cabe na cabeça de ninguém salvar o mundo usando baralhos de cartas com monstros e regendo-se pelas regras de um jogo, mas acreditem que há séries que possuem um conceito bem mais absurdo.
Seja como for, eu sempre gostei do card game, e este jogo não é excepção. Segue os eventos da série e ainda nos proporciona boas horas de diversão, enquanto enfrentamos muitos tipos de duelistas, desbloqueamos cartas, criamos os nossos próprios baralhos e estratégias e ainda podemos viver a história de várias perspectivas, dependendo de quem será o nosso parceiro ao longo do jogo.
Yu-Gi-Oh! 5D's Tag Force 5 é um excelente e versátil jogo, com bons controlos. Ao contrário das três primeiras versões Tag Force (que andavam em redor da série GX), controlamos o nosso avatar num cenário tipo side scroll e o modo mapa ser o de New Domino City ao invés de ser da ilha da Academia de Duelo. Os duelos são bem divertidos, e por vezes a invocação de um determinado monstro tem o direito a uma visualização mais "viva" desse mesmo monstro. Os muitos adversários usam estratégias diferentes e obrigam-nos a enveredar por estratégias diferentes, criando novos baralhos e albergando novos monstros e cartas mágicas e de armadilhas. Para quem gosta deste tipo de jogos, este é bem recomendável.

NÚMERO 6

Apesar de ser uma versão reimaginada do primeiro jogo de uma famosa série de Survival horror, Silent Hill Shattered Memories introduziu-nos a uma perspectiva diferente de jogo. Henry Mason é o protagonista e a personagem que controlamos, numa incessante busca pela filha Sheryl. Enquanto isso, o psicólogo Dr. Kaufmann tem uma consulta com uma personagem mistério (será Henry?) e propõe uma série de jogos e exercícios psicológicos, de forma a estudar a psique da personagem.
Muita coisa de nova é introduzida neste jogo. Em vez de uma perspectiva na terceira pessoa, controlamos Henry na primeira pessoa, vendo-o de costas e controlando os seus movimentos e a direcção da luz da lanterna. Não existem armas ou sequer itens. Nem sequer há um inventário. Na verdade, tudo o que Henry pode (e deve) fazer é simplesmente fugir das criaturas quando elas aparecerem, em específicas alturas do jogo, conhecidas por Pesadelo. É quando tudo em volta se converte em gelo que sabemos que temos de fugir antes que as criaturas nos apanhem. Na verdade, elas não matam Henry, mas se se agarrarem a ele vezes suficientes, ele pode perder os sentidos e aí teremos de recomeçar do ponto de partida.
Outra adição neste jogo é a capacidade do Henry de usar o iPhone para efectuar chamadas para os números que vai encontrando ao longo do jogo, tirar fotos, ler mensagens, ver o mapa, entre outras funções.
De certeza que há quem pense que este jogo é pior que os outros da série por não ter a mesma atmosfera aterradora, ou por não podermos usar armas, mas pessoalmente achei este jogo bastante divertido, apesar de muito pequeno. Falha em alguns aspectos, como a falta de desafio e de puzzles, mas são as suas peculiares adições que o tornaram bastante bom e digno de figurar nesta lista.

NÚMERO 5

É impossível não gostar deste jogo. As aventuras do pequeno Sackboy deslumbraram-me quando o controlei pela primeira vez numa PS3, e vê-lo na consola portátil fizeram-me delirar. Neste jogo controlamos uma criaturinha conhecida por Sackboy num louco mundo de plataformas, cheio de desafios e puzzles. A nossa personagem tem de percorrer todos os níveis, representados por países, que por sua vez representam os deste planeta. O nosso Sackboy tem então de saber interagir com o que o rodeia, de forma a evitar armadilhas, afastar obstáculos, ultrapassá-los, entre muitas outras coisas. As expressões faciais do Sackboy podem ser mudadas com as setas de direcção, caso prefiramos que a criaturinha fique mais alegre, triste ou zangada. Pelo jogo encontramos roupas e acessórios para equipar a nossa personagem e fazê-lo ficar mais original e engraçado. São inúmeras as possíbilidades e infinito o divertimento proporcionado por este magnífico jogo.








NÚMERO 4

Confesso que nem sempre fui um fã de RPGs e só bastante tarde é que descobri as maravilhas que este género de jogos traz. E entre o vasto leque de jogos, este surgiu-me. Não é que fosse a primeira vez que tocasse num Final Fantasy. Na verdade, já tive o prazer de experimentar o Final Fantasy IV e V na Game Boy Advance e o Dissídia e o Crisis Core na PSP, mas nenhum deles se mostrou tão interessante como o original, o jogo que revolucionou o RPG e foi o início de uma longa saga de jogos que cativou multidões de fãs.
Neste jogo controlamos quatro guerreiros da luz, aqueles que serão os salvadores do mundo. Para isso, terão de enfrentar quatro monstros que protegem os santuários de cada um dos quatro elementos e reactivar os quatro cristais. Muito simples, mas ao mesmo tempo muito divertido.
Para quem já jogou RPGs já sabe a mecânica, mas para quem ainda não conhece, permitam-me uma pequena introdução: controlamos um grupo de aventureiros que têm por missão enfrentar um poderoso mal, e durante a busca todos desenvolvem. Através de batalhas, ganham pontos de experiência que, acumulados, fazem com que subam um nível a determinada altura. Derrotar inimigos fá-los ganhar recompensas, como dinheiro e objectos que pderão ser necessários. Com o dinheiro poderão comprar armas, armaduras, poções e todo o género de itens que os auxiliarão na demanda. A obtenção de objectos chave é vital durante a busca, e por vezes para conseguir aquela mísera chave que nos permitirá continuar a história teremos de fazer um milhão de coisas.
Uma coisa que pode muito bem desencorajar quem não tenha muita paciência é o facto de nunca se saber para onde se deve ir neste jogo. Há poucas indicações, e por vezes temos de atravessar o mapa de uma ponta à outra antes de saber onde estamos e o que fazer. Eventualmente conseguimos ter acesso a um barco para atravessar o oceano, uma canoa para avançar por rios e uma máquina voadora para chegar a sítios onde nenhum outro meio consegue chegar. Contudo, é o desafio que faz deste jogo uma delícia aos amantes de RPG.

NÚMERO 3

Mais um jogo com uma famosa reputação. Quando Kingdom Hearts foi apresentado, certamente muita gente deve ter torcido o nariz ao reparar no aparentemente bizarro conceito: misturar Disney com Final Fantasy. Contudo, o resultado foi bem aceite, e rapidamente os primeiros jogos atraíram uma grande legião de fãs das aventuras do pequeno Sora e dos hilariantes Donald e Pateta.
Nesta versão para a PSP, a história gira em torno de três personagens: Terra, Aqua e Ventus, três amigos que sonham em ser Mestres de Keyblade (estranhas espadas em forma de chaves que, por incrivel que pareça, são armas bem poderosas). Para tal, Terra e Aqua prestam provas da Marca da Mestria. Aqua passa no teste e Terra reprova, devido às trevas que se acumularam no seu coração. Entretanto, criaturas conhecidas por Unverse começam a invadir outros mundos, e os três amigos enfrentam separados todas essas ameaças, enquanto viajam por entre mundos e encontram personagem do universo Disney, como a Branca de Neve e os Sete Anões, a Cinderela, a Bela Adormecida, Hercules, Peter Pan, entre outros.
A mecânica do jogo é um tanto complexa, e acabamos por ter de nos adaptar rapidamente aos comandos à medida que avançamos no jogo. Enfrentar os Unversed não é um desafio muito complicado, mas ainda há aqueles que são traiçoeiros e podem dar-nos trabalho. Os tipos de ataques variam consoante a personagem que escolhemos no início do jogo, assim como a história de cada um dos três amigos. À medida que vamos enfrentando e vencendo inimigos vamos ganhando pontos de experiência, e desbloqueando novas habilidades. Podemos comprar itens e poções, tal como em Final Fantasy, e podemos interagir com inúmeras personagens do universo da Disney. Pessoalmente, acho Kingdom Hearts Birth by Sleep um jogo bastante divertido e viciante, e falar mais sobre a sua mecânica e a sua história é estragar a surpresa a quem estiver interessado em experimentar.

NÚMERO 2

Mais um RPG. Falar de todos os aspectos deste jogo levaria uma eternidade, e assim como no ponto anterior vou apenas focar-me nos aspectos importantes. Infelizmente, ainda não conheço muito bem o universo de Persona, pois apenas tive o prazer de jogar esta pérola, mas posso revelar alguns detalhes.
O protagonista tanto pode ser um rapaz ou uma rapariga, sendo esta segunda uma adição e um melhoramento, considerando edições anteriores da série. No início, o protagonista chega à cidade japonesa de Iwatodai e integra na escola local. Rapidamente apercebe-se de coisas estranhas que acontecem a uma determinada altura da noite: pessoas desaparecem e caixões aparecem em todo o lado. Não tarda para que os seus colegas de dormitório o integrem num grupo dedicado a combater uma série de criaturas chamadas de Shadows, monstros que atacam na Hora Negra, uma altura da noite em que apenas uns poucos conseguem aperceber-se. Para os combater, esses escolhidos fazem uso de Evocadores, objectos semelhantes a armas que quando apontadas e disparadas contra a cabeça permite-lhes invocar uma Persona, uma manifestação física das suas psiques.
Esta é a vida do protagonista e dos seus companheiros durante a noite. De dia, todos são meros estudantes na escola e têm de viver a vida como adolescentes. Na verdade, grande parte do jogo envolve o desenvolvimento social do protagonista. Pode integrar grupos extra-curriculares, fazer trabalhos em part time, fazer amizades e criar os chamados Social Links. À noite, pode juntar-se aos seus colegas numa visita a Tartarus, uma torre que se ergue durante a Hora Negra e onde podemos treinar os nossos personagens.
Todo o jogo é bastante complexo, mesmo nos modos mais fáceis, e por isso a história tem a duração exacta de um ano. As cutscenes vêm acompanhadas com as vozes das personagens e de vez em quando temos algumas hipóteses de escolha múltipla para o rumo de uma conversa. Desenvolver Social Links também significa desenvolver as nossas Personas, de modo a ficarem mais fortes nas batalhas. O sistema de luta é por turnos, e as animações podem ser um pouco fracas, mas isso deve-se à enorme dimensão do jogo. Elementos de RPG não faltam neste jogo, e a sua história e imensa variedade proporciona horas e horas de divertimento.

NÚMERO 1

Sinceramente, não conseguia escolher apenas um. Estes dois jogos são absolutamente fenomenais e merecem partilhar o 1º lugar do pódium. Não posso dizer que joguei todos os RPGs do mundo, mas acredito que nenhum me encantaria tanto como Star Ocean.
As histórias de ambos são diferentes, mas contêm personagens que intervêm em ambos os jogos. Em First Departure controlamos Roddick Farrence, um Fellpool que se junta à sua amiga Millie e aos terrestres Ronyx J. Kenny e Illia Silvestri numa busca pelo sangue de uma criatura chamada Asmodeus para criar um antídoto para o vírus que despoletou no planeta Roak, acabando por travar uma batalha contra um ditador chamado Jie Revorse. Second Evolution apresenta-nos Claude C. Kenny, filho de Ronyx e um mero tripulante da nave estelar Calnus, que é enviado por acidente para o planeta Expel e conhece uma rapariga chamada Rena Lanford, com quem tem inúmeras aventuras, explorando o planeta e acabando por se encontrar com os antagonistas, os Dez Sábios.
A mecânica de ambos os jogos é praticamente semelhante. Enquanto percorremos um vasto mundo, cheio de perigos, vamos conhecendo outras personagens, adicionando novos elementos à nossa equipa. Com batalhas ganhamos experiência, itens e dinheiro. Podemos comprar tudo o que quisermos em lojas... Quase como Final Fantasy. A maior diferença está talvez no modo de batalha, que é em tempo real, e no qual podemos decidir que tácticas os nossos companheiros poderão usar, assim como mudar a formação. Com Pontos de Habilidade, podemos trocá-los por habilidades que os nossos personagens podem aprender, como culinária, artesanato, alquimia, entre muitas outras. A história é longa e os cenários bem detalhados e elaborados. Controlar os pequenos protagonistas é simplesmente incansável e sempre que ganhamos uma batalha ficamos com aquela sensação que a vitória soube bem melhor do que aparenta. Simplesmente, os melhores jogos que já joguei para a PSP.

No meu próximo post trarei mais um Top. Apesar da PSP ser uma excelente consola, isso não quer dizer que não tenham havido falhanços nalguns jogos. Por isso o meu próximo Top será sobre os cinco piores jogos da PSP que já joguei.