
@Sara Sampaio
Um espaço dedicado àqueles que gostam de ler e sobretudo de escrever. Um espaço onde a escrita perdura, e onde as ideias e opiniões sobre as artes que nos rodeiam fluem com liberdade e sem censuras.




Este jogo não é nada mau. Nesta aventura épica vestimos a pele de um caçador, que após ter tido um acidente com um gigantesco monstro, é levado a uma aldeia onde é curado. A partir daí teremos de saber evoluir a nossa personagem, levando-o em quests para progredir e ter acesso a novas armas e equipamento. Tanto podemos entrar em caçadas de tesouros ou simplesmente capturar bestas gigantescas, aprendendo a usar os meios à nossa volta para sobreviver aos muitos desafios.
O que há a dizer deste número 11? É um regresso aos clássicos, uma viagem agradável ao passado. Para quem não consegue arranjar um emulador, esta é uma boa solução. Este magnífico disco tem cerca de 25 jogos da nossa velha amiga Mega Drive, autênticos clássicos que nunca me canso de jogar. Sonic the Hedgehog, Shinobi, Golden Axe, Phantasy Star, Virtua Fighter, Ecco the Dolphin são algumas das pérolas que fazem parte do elenco desta bela colecção.
Sempre fui um razoável fã de Mortal Kombat. Joguei todos os jogos que sairam para a mítica Mega Drive e depois disso perdi completamente o fio à meada. Felizmente, foi-me oferecido este maravilhoso jogo há uns anos e nunca me cansei dele. Foi bom voltar aos tempos em que controlava personagens como o Liu Kang, Sub-Zero, Scorpion... e desta vez podia controlar outras personagens que nunca tinha ouvido falar. E quase delirei quando soube que havia muito mais a fazer do que combater. Reunindo uma equipa de lutadores podia jogar uma espécie de xadrez. Ou mesmo escolher uma personagem e entrar num Puzzle Kombat. Ou mesmo vestir a pele do protagonista da história, nos seus tempos de juventude, e fazer uma épica aventura pelos muitos reinos, em busca de artefactos mágicos.
Este jogo é uma coisa completamente nova. Quando o adquiri, tive também acesso à câmara da PSP e pude entrar numa nova dimensão de jogo. Dá-nos a capacidade de interagirmos com o que nos rodeia, enquanto procuramos por bichinhos conhecidos por Invizimals. Temos também de usar um cartão rectangular, chamado de armadilha, que é automaticamente reconhecido pelo software do jogo e permite-nos ver os nossos Invizimals, combater uns contra os outros, evoluí-los, usar montes de métodos para os capturar, entre outras coisas. Os bichinhos são bastante engraçados e cada um é muito peculiar na sua forma e movimentos. Um jogo que providencia boas horas de divertimento.
Só há algum tempo atrás tive a oportunidade de ver o que constava esta série de jogos, começando pelos mais antigos. E a verdade é que estava a perder bastante. Castlevania era e continua a ser uma constante luta contra as forças do mal, contra o mais famoso vampiro de todos os tempos, Drácula. Até que se lembraram de lançar esta maravilha. Este jogo não só é um remake do clássico Rondo of Blood, como tem o original e ainda um dos melhores jogos da série, o mítico Simphony of the Night, onde controlamos Alucard, o filho de Drácula.
Eu sempre gostei imenso de Yu-Gi-Oh! Para quem não sabe, esta é uma série de anime no qual os protagonistas e personagens secundárias lutam usando cartas num jogo chamado "Duel Monsters". Parece absurdo o conceito, pois não cabe na cabeça de ninguém salvar o mundo usando baralhos de cartas com monstros e regendo-se pelas regras de um jogo, mas acreditem que há séries que possuem um conceito bem mais absurdo.
Apesar de ser uma versão reimaginada do primeiro jogo de uma famosa série de Survival horror, Silent Hill Shattered Memories introduziu-nos a uma perspectiva diferente de jogo. Henry Mason é o protagonista e a personagem que controlamos, numa incessante busca pela filha Sheryl. Enquanto isso, o psicólogo Dr. Kaufmann tem uma consulta com uma personagem mistério (será Henry?) e propõe uma série de jogos e exercícios psicológicos, de forma a estudar a psique da personagem.
É impossível não gostar deste jogo. As aventuras do pequeno Sackboy deslumbraram-me quando o controlei pela primeira vez numa PS3, e vê-lo na consola portátil fizeram-me delirar. Neste jogo controlamos uma criaturinha conhecida por Sackboy num louco mundo de plataformas, cheio de desafios e puzzles. A nossa personagem tem de percorrer todos os níveis, representados por países, que por sua vez representam os deste planeta. O nosso Sackboy tem então de saber interagir com o que o rodeia, de forma a evitar armadilhas, afastar obstáculos, ultrapassá-los, entre muitas outras coisas. As expressões faciais do Sackboy podem ser mudadas com as setas de direcção, caso prefiramos que a criaturinha fique mais alegre, triste ou zangada. Pelo jogo encontramos roupas e acessórios para equipar a nossa personagem e fazê-lo ficar mais original e engraçado. São inúmeras as possíbilidades e infinito o divertimento proporcionado por este magnífico jogo.
Confesso que nem sempre fui um fã de RPGs e só bastante tarde é que descobri as maravilhas que este género de jogos traz. E entre o vasto leque de jogos, este surgiu-me. Não é que fosse a primeira vez que tocasse num Final Fantasy. Na verdade, já tive o prazer de experimentar o Final Fantasy IV e V na Game Boy Advance e o Dissídia e o Crisis Core na PSP, mas nenhum deles se mostrou tão interessante como o original, o jogo que revolucionou o RPG e foi o início de uma longa saga de jogos que cativou multidões de fãs.
Mais um RPG. Falar de todos os aspectos deste jogo levaria uma eternidade, e assim como no ponto anterior vou apenas focar-me nos aspectos importantes. Infelizmente, ainda não conheço muito bem o universo de Persona, pois apenas tive o prazer de jogar esta pérola, mas posso revelar alguns detalhes.
Sinceramente, não conseguia escolher apenas um. Estes dois jogos são absolutamente fenomenais e merecem partilhar o 1º lugar do pódium. Não posso dizer que joguei todos os RPGs do mundo, mas acredito que nenhum me encantaria tanto como Star Ocean.
Para dizer a verdade já tinha começado a ver essa série nos tempos do secundário, mas após o episódio 3, fartei-me porque… a série era uma seca! Mal me lembrava do que se tratava e lembrei-me que era uma série da qual tinha desistido por ter achado aborrecida.
Tentando dar uma segunda hipótese à série, resolvi ver já que me recordava daquilo de que se tratava e já que estava a nove episódios do final (final esse que, para aqueles que bem sabem o que acontece, infelizmente não me impressionou nem chocou, visto que muito antes de ter visto a série diziam pelo youtube que este anime era “perturbante”, e a primeira coisa que faziam era espetar com o final na cara do espectador… Que maneira de manter mistério não vos parece?)
O que tenho a dizer sobre ter visto esta série toda? Pois bem: NÃO PODIA TER FEITO ESCOLHA PIOR! Não há palavras que descrevam o quanto eu DETESTEI este anime! Não houve quase nenhuma personagem que eu achasse interessante, tem mensagens sexistas, faz entender que as raparigas no secundário são prostitutas em aprendizagem, e… agora que eu falo nisto: porque é que isto não foi consideradohentai(Japonês para “Pornografia”)?! Porque quase todas as personagens que eu vi a passar por esta série eram prostitutas disfarçadas.
Antes de passar aos motivos pelos quais eu não suportei esta série, adianto já os aspectos positivos: a animação é boa, os backgrounds estão bem-feitos, os actores de voz não fizeram um mau trabalho embora alguns deles por vezes dessem um toqueemo à personagem à qual emprestavam a voz, ou seja quase que parecesse que a personagem não tinha de todo emoção (como foi muitas vezes o caso da personagem Kotonoha), e a música… está mais ou menos.
Passemos agora à pior parte deste anime: a história!

Conheçam o nosso protagonista Makoto, que é caracterizado como sendo um idiota no que toca a mulheres e a tudo o resto, tarado, mulherengo, insensível, playboy, cabrão, um filho de uma grande… Desculpem, mas o simples mencionar do nome desta amostra de homem faz os meus nervos saltar à flor da pele. Não é daqueles personagens que se adora odiar, como é o caso de outras personagens de anime,como Light Yagami de “Death Note”… No caso deste tipo de personagem simplesmente odeia-se ao fim de algum tempo e só se deseja a morte (e para quem ainda não viu o final e deseja ver esta criatura eliminada… vai valer a pena).
Voltando à história: este rapaz ainda inocente e um tanto burrinho quanto a mulheres tem um fraquinho por uma rapariga que vê todos os dias no metro a caminho da escola, e que por acaso até anda na mesma escola que ele, só que noutra turma. O nome da rapariga é Kotonoha, e aqui vai uma imagem da desgraçada:

…………………………………………………
Peço novamente desculpa, mas a minha mente adormeceu por instantes. Nem sei que dizer desta pobre criatura para além de que ela tem uma personalidade mais vaga do que um balão de hélio. No entanto é mais um caso em que os rapazes apesar disso andam atrás dela como abelhas atrás de uma flor. Graças à cara bonita e aos peitos enormes que ela tem (fanservice much?)

A companheira de turma de Makoto, a irreverente e extrovertida Sekai, descobre que ele tem um fraquinho por Kotonoha e resolve ajudá-lo a conquistá-la… Ah e ela própria tem um fraquinho por Makoto! Se já não vos cheira a dramalhão , então continuem a ler.
Makoto eventualmente consegue tornar-se namorado de Kotonoha, mas rapidamente aborrece-se ou graças à personalidade de hélio da rapariga, ou pelo facto de ela ser frígida. O palerma já quer acção, mas enquanto isso não acontecer vai ter que se contentar em tocar à punheta (e de facto, há uma cena em que apesar de não mostrarem explicitamente o acto, mostram o cesto de papéis debaixo da secretária do quarto dele a transbordar de lenços usados… Que subtil!)
A colega intrometida então comete um erro que vai marcar aquilo de que se vai tratar a série. Ela decide ensiná-lo a praticar sobre a forma como ele deve ser para com uma rapariga, e com isso estão envolvidos beijos na boca, apalpanços nos seios e quase fornicanço no telhado da escola que frequentam… Tudo sem a que a pobre Kotonoha desconfie ligeiramente que o próprio namorado está a aprender melhor com outra rapariga sobre o que é estar com uma mulher.
Sem surpresa, Makoto e Sekai envolvem-se… intimamente! E o palerma teve o bom senso de acabar com a namorada depois de descobrir que prefere estar com alguém que tem um pouco mais de personalidade? NÃO! Ele não dá satisfações a Kotonoha, ignora-a, corta-se nos compromissos que ela tenta marcar com ele, tudo para “Passar um bom bocado” com Sekai. Eles a uma altura fornicam que nem cães: em todo o sítio onde dê para o fazer eles fazem à força toda!
Kotonoha começa a enlouquecer. Ela é que supostamente é a namorada de Makoto, ela é que deveria estar a ser beijada, e abraçada e amada, e bem-querida. É injusto que sejam outras entre as quais Sekai, a receber o bom tratamento ao qual só ela tem exclusivamente direito…. Oh! Eu disse “outras” não disse? Pois é, a uma altura Makoto deixa de sentir excitação com Sekai e passa a experimentar outros peixes no mar. E estas são as vítimas:

À excepção da pequenita na imagem (a irmã de Kotonoha, que pouco ou nada adiciona à história) na imagem, todas as restantes foram para a cama com ele mais que uma vez. E não estão aí todas as que ele “papou”: a uma altura ele chega a fazê-lo com três ao mesmo tempo! TRÊS! Eu conheço rapazes que têm a fantasia de o fazer com duas mulheres, mas com três creio que o tamanho da excitação iria para além da Camada de Ozono.
Percebem agora o porquê de eu detestar o protagonista?! Ele a uma altura trata as raparigas como objectos. Está certo que não se aproveita de nenhuma delas contra a vontade delas (Um aparte: há uma cena em que um amigo de Makoto, que gosta de Kotonoha, diz-lhe a verdade do fracasso de relação que ela tem com Makoto, o que faz com que ela entre em estado de choque e esse amigo se aproveite dela fisicamente, enquanto ela murmura o nome de Makoto). Mas o que me chateia é ele a uma altura só se dirigir a uma rapariga, seja ela qual for só para ter sexo. É lixado aquilo que ele fez: trai a namorada, indirectamente trocando-a por outra, e agora trai a mulher com a qual traiu a ex?! Quem escreveu isto?! Porque é que isto não foi antes um anime pornográfico?! Faria muito mais sentido se assim fosse!
Além disso, porque é que andam todas feitas malucas atrás de um rapaz que é muito resumidamente, um idiota? Porque é que elas se interessam do nada por ele?! Basta ele ir ter com uma para todas lhe quererem dar o corpo de graça! Para além de irrealista, isto é também uma mensagem sexista: está a passar a mensagem de que as raparigas são objectos sexuais! Este anime conseguiu mandar uma mensagem mais anti-feminista do que “Crepúsculo”.
Então a típica surpresa de uma telenovela para adolescentes dá-se: ao que parece, Sekai está grávida! Makoto rapidamente desinteressa-se por ela, e após as raparigas com as quais ele foi para a cama o começarem a ver como o machão insensível que ele é, ele volta para os braços de (Aviso: Preparem-se para bater com a mão na testa, e depois para estarem horas a dar com a testa na berma da vossa secretária!)… KOTONOHA!
WHAT?! WHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAT?! ELA É ASSIM TÃO BURRA A PONTO DE QUERER VOLTAR PARA UM GAJO QUE LHE POIS NÃO UM, MAS IMENSOS PARES DE CHIFRES NA TESTA?! ELA TEM NOÇÃO DE QUE O GAJO NÃO É BOA RÉS?!
Estão a ver porque detestei este anime?! Estão a ver as mensagens sexistas que o mesmo manda?! Estão a ver o quão Kotonoha é vaga?!
Makoto então rompe com Sekai, que leva a separação muito a mal. As coisas pioram quando Kotonoha sugere que ela vá a uma médica que ela conhece para abortar o bebé.
Quanto ao final… Não conto o que aconteceu, mas mostro-vos em vídeo aquilo que se desenrolou. Não precisam de perceber o que os personagens estão a dizer, apenas observem aquilo que eles vão fazer, e se gostarem de seguir conselhos, passem para o minuto 1:55. Pergunta-chave: Quem fica no final com Makoto? Aqui está a resposta :
A quem viu o vídeo acima... Perturbador, não acham?
Para encerrar só digo o seguinte: dou a este anime um 2/5. Para além das qualidades que fiz questão de adiantar logo no início, não encontro mais nada de que goste neste anime. Escuso de repetir as razões mencionadas, suponho…
Espero que nunca mais na minha vida me cruze com um tesourinho deprimente (e perturbador) desta natureza.Fiquem na paz, e se conhecem algum parvalhão como o protagonista desta história… não hesitem em enchê-lo de porrada por tratar mulheres como objectos! Feministas ao poder!
@Sarah Sampaio
Até esta situação é mais realista.